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[RP atemporal] - Um mundo cinza

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Postado em Sex Ago 31, 2018 10:14 pm

convocação da mestra
o mundo ainda está cinza
 
O mundo está tão cinza…

Não sei quando, mas para mim o mundo ficou cinza. Não sei o por quê, mas meu mundo ficou cinza. Desde que acordei hoje pela manhã, no novo local que escolhi para chamar de lar, passei a mão sobre meu peito, onde fui marcado com o símbolo da guilda, sentido o relevo e deixando minha mente flutuar às lembranças do passado.[/size]


Meu mundo está tão cinza...


Toda minha história me trouxe até esse ponto, durante sete anos fui um humano comum, comendo comida comum, brincando por aí com meus amigos comuns, vivendo uma vida… comum.


Até me deparar com um dia… incomum. Quem imaginaria que aquele pequeno garoto nascido em uma vila no meio da floresta, encontraria algo que mudaria completamente sua vida? Ainda mais na forma de uma caverna? Como as coisas podem ser imprevisíveis, um dia era um humano, seis meses depois… um demônio.


Talvez tenha sido o destino, talvez apenas uma escolha equivocada, uma maldição ou mesmo… uma benção. Não consigo classificar de que forma eu vejo essa transformação até hoje. Com ela ganhei meus poderes de controle sobre a gravidade, e ao mesmo tempo uma aparência que até o momento eu não sabia, mas iria me causar uma série infindável de problemas.


Sempre que penso nisso, passo a mão pela superfície do meu chifre de forma involuntária, talvez não tenha escolhido ter essa aparência, mas agora, esse sou eu e aprendi a conviver com isso, e até mesmo gostar em certos momentos, pois não importa o que digam, meu chifre me deixa com uma aparência feroz, e eu gosto disso.


Logo depois que saí daquela caverna, não mais como um humano e sim como algo a mais, não sabia o que fazer, então fiz o que meus pais sempre me ensinaram - “quando acabar se separando de seu grupo, volte para casa, ficar sozinho é muito perigoso” - então apenas segui meu caminho de volta para o vilarejo, apenas para ser recebido por ódio, nojo e repulsa.


Naquele dia, eu apanhei, não como uma repreensão que uma criança recebe quando faz uma travessura, não. Talvez chamar de apanhar seja muito leviano para explicar a situação, verdade seja dita, eles apenas queriam me matar. Não tem por que dizer isso de maneira complicada, quando viram algo que não gostaram, simplesmente queriam a exterminar.


Eu aguentei, mais do que gostaria de dizer que o fiz, mas aquela era a minha família, minha vila, meus amigos, minhas raízes. Você revidaria sem piedade? Daqueles que lhe criaram e cuidaram durante toda a sua vida? Não foi algo que eu queria que tivesse acontecido, não foi algo que escolhi, eu continuava sendo apenas o pequeno Nie Li de antes, mas ninguém me ouvia, até o ponto em que aquela família e amigos foram sendo apagados do meu coração a cada batida que eu recebia, então decidi de uma vez por todas.


Não tenho mais família nem amigos, e não preciso de raízes. Matei todos eles. Isso mesmo, nem um único sobrou, nem meus pais, amigos ou quem quer que seja, todos foram mortos por minhas mãos.


Não tinha mais casa e nem lar para voltar, meu mundo tinha ficado… cinza.


Então foi ali? Foi naquele momento que meu mundo ficou cinza? Quem diria que conseguiria a resposta nos meus devaneios aleatórios sobre o passado…  


Infelizmente, desse ponto em diante, o cinza apenas se aprofundou. Por causa de minhas ações, passei a ser caçado, e não, não quis dizer procurado como um fugitivo, mas sim caçado, como um animal. Eu estava sem opções, ou lugares para ir, então fui para o único lugar que eu sabia que me acolheria, aquela caverna.


Irônico, não? O lugar onde tudo isso começou era onde eu estava sendo forçado a me esconder. Eu precisava de um lugar para treinar meu novo poder, eu absolutamente precisava aprender a controlá-lo, eu tinha um domínio quase que primitivo sobre a magia, precisava refina-lo ao menos a um nível que eu tivesse um controle mais básico e pudesse me utilizar disso para me defender.


Me escondi. Me escondi durante 50 anos naquela caverna, treinando dia após dia arduamente para aprender a controlar meu poder. Esse período me ensinou algumas coisas sobre meu novo corpo, como o fato de não envelhecer de maneira comum, pois mesmo tendo passado todos esses anos recluso, ainda tinha uma aparência e altura de um garoto de 10 anos comum.


Não aguentei mais ficar naquela caverna escura sozinho, então resolvi sair e me aventurar sozinho. Durante os primeiros dias não tive problema algum, mas também não havia encontrado ninguém, talvez esse tenha sido um momento raro de sorte nessa jornada… até que a tranquilidade acabou. Pessoas de vilas vizinhas ocasionalmente me viam andando pela floresta, e com medo do que eu parecia ser, acionaram a guarda da cidade para novamente fazer aquilo que fizeram 50 anos atrás… sair para caçar.


Eu já estava cansado de ficar fugindo, não aguentava mais ser perseguido e ter que cuidar de cada passo que eu dou só para não ser morto em algum momento qualquer. Já que eles me viam como um espécie de monstro… por que não me tornar um?


Daquele momento em diante, passei a não mais fugir, mas sim encontrar formas de emboscada, criar armadilhas, matar o máximo que eu conseguisse, mas é claro que não seria tão simples, quase morri pelo menos algumas dúzias de vezes, certa vez quase perdi um dos braços. Mas lentamente fui adquirindo uma habilidade de dedução excepcional, minhas estratégias ficavam cada vez mais complexas e imprevisíveis, mal havia notado, mas já tinha passado quase outros 50 anos nessa rotina.


Eu já tinha 107 anos de idade, o terror de entrar na floresta que eu vivia já era grande ao ponto de ter me tornado uma espécie de lenda contada às crianças na hora de assustá-las, o “monstro do chifre negro”, era assim que me chamavam.


Não sabia ao certo o porquê, mas ninguém mais vinha à floresta, nem mesmo os caçadores que me atormentavam regularmente, essa pausa durou quase 30 anos. Mal eu sabia que meu tormento não havia acabado, apenas estava reunido forças para me engolir com tudo o que tinha preparado de uma vez só.


Era um dia como outro qualquer quando ouvi uma movimentação estranha nos arredores da floresta, preocupado e cauteloso como sempre, fui verificar, apenas para ver algo que me deixou perplexo durante muito tempo: um grande acampamento, com centenas de pessoas, aparentemente se preparando para tentar me capturar usando ondas e mais ondas de caçadores,


Não entrei em desespero, mas mudei o jeito que encarava a situação, agora era algo mais parecido com uma guerra, uma guerra contra uma única ameaça: eu. Depois de tantos assassinatos ao longo da minha vida, acho que fiquei entorpecido desse sentimento que deveria ser o medo, apenas a crueldade ficou, um sentimento frio e puro. Eu já não sabia o que era sentir empatia, eles tiraram isso de mim a muito tempo.


A guerra começou. Nos primeiros anos, eles mandavam 2 ou três grupos a cada 2 estações do ano, e aos poucos, vendo que não estava sendo o suficiente para me capturar, foram aumentando lentamente os números. Mas só após 66 anos de luta, finalmente eu havia sido encurralado.


Estava na frente daquela mesma caverna, como tanto tempo atrás, e mesmo 223 anos depois, acabei sem escolha, eu estava cercado por magos e guerreiros… então não tive escolha, corri para dentro da caverna, na esperança de que fossem me perseguir, pois aquele lugar era estranho, não deixava ninguém se aproximar a não ser eu. Eles não fizeram o que achei que fariam, ninguém entrou na caverna, eles apenas foram mais cruéis que isso, eles selaram a caverna para que eu morresse de fome ou sede, um fim trágico. Eu fui selado.


Agora meu mundo não era mais cinza, mas sim completamente negro.


Durante 500 anos tudo que vi foi escuridão, senti meu corpo começar a ficar mais e mais fraco a cada dia desse pesadelo, todo poder e habilidades que adquiri durante todos os meus anos de vida, eu vi se esvair lenta e dolorosamente do meu corpo. Quando perdi toda minha vontade de viver, ao fim do período de 500 anos, quando completei 723 anos, ouvi uma explosão e vi uma luz, ela vinha da entrada da caverna, meus olhos que não viam luz a muito tempo demoraram pra se acostumar com a nova situação, mas lentamente fui recuperando o foco e reunindo toda a força que consegui, me arrastei até a entrada da caverna, e depois de olhar para o sol do lado de fora, desmaiei.


Do preto, meu mundo voltou a ficar cinza.


Depois de alguns dias, finalmente acordei, e mesmo com uma grande fraqueza, vou procurando formas de me recuperar lentamente. Cheguei até a encontrar um rapaz que pensava ser um pássaro, ele me ajudou bastante na recuperação, e apesar de ser um sujeitinho bem peculiar, era uma boa pessoa… ou pássaro?


Depois de me adaptar ao corpo mais fraco e magia muito mais enfraquecida, aprendi a mudar minha aparência, assim eu poderia me infiltrar nas cidades humanas e me desenvolver. Mesmo tendo recuperado minha liberdade e até feito um novo amigo, meu mundo… continuava cinza.


Fiquei durante alguns meses vivendo em Magnolia, fazendo algumas missões, e diga-se de passagem que foram algumas bem interessantes, tive até que salvar umas velhinhas uma vez, e até me tornei um mago rank D me inscrevendo no conselho, e mesmo tentando achar uma razão para viver, eu tinha a sensação de que meu caminho não era alí, depois de considerar durante algum tempo, decidi que talvez devesse seguir para outra cidade, quem sabe até entrar numa guilda.


Fato engraçado esse, nunca antes havia pensado em ir para alguma guilda, afinal, depois de meu envolvimento com humanos, digamos que minha relação com agrupamentos não é muito boa...


Depois de cumprir os requisitos e me sentir forte o suficiente, fui procurar o conselho mágico novamente para tentar me tornar um mago rank C, e algo inesperado aconteceu, conheci a avaliadora Zlatnav, uma mulher meio bestial e meio demônio que me fez abrir os olhos, não devo esconder minha aparência, devo defendê-la! Depois desse teste, nunca mais escondi minha aparência para simplesmente me esconder, apenas para evitar alguns problemas desnecessários, ou ajudar a minha habilidade de intimidação com o efeito de surpresa.


Mas um coisa não havia mudado, meu mundo continuava cinza.


Em uma das minhas viagens pelo reino, acabei encontrando de forma completamente coincidente a entrada da guilda Blue Pegasus, e em meio a meus devaneios, sou abordado por uma garota de rosto e jeito simpático com cabelos lilazes e uma grande tesoura pendurada nas costas, a jovem senhorita Sheele, que depois de trocar algumas palavras comigo, dizendo sua história de assassina de aluguel e como foi bom aceita pela mestra da guilda mesmo com esse passado, resolvi tentar, quem sabe é nessa guilda que voltarei a ter meu mundo colorido, com algum objetivo de vida, mas até lá…


Meu mundo continua cinza.


Depois de recordar toda minha história até aqui, levanto de minha cama olhando para a janela, ainda era de manhã, mas como eu não estava com fome, resolvi dar uma volta pela cidade, quem sabe até treinar um pouco ou fazer algumas missões… até que cheguei na porta de meu quarto, onde havia um pequeno papel de cor escura no chão, aparentemente enquanto dormia alguém deixou este recado, e sem muita expressão, me abaixei e o peguei.


Ao abrir e ler o recado, imediatamente fico um pouco ansioso, pois o papel continha apenas duas informações


“Convocação da Mestra

Meio dia na entrada da guilda”


Abaixo dessas palavras havia um símbolo dourado da guilda, e a partir dele, um fogo começou a se espalhar e destruiu o papel.


Parece que eu fui convocado para algo importante, até o bilhete se auto destruiu quando terminei de ler, enfim, parece que vou descobrir em algumas horas… acho que vou seguir minha ideia original e dar uma volta pela cidade.


Chegando na entrada da guilda no horário estipulado no papel, observo que havia pouca movimentação no local, já que provavelmente todos estariam em horário de almoço.


Por alguma razão eu não me sentia muito ansioso, apenas um pouco curioso sobre a razão dessa convocação. Olhando para o céu, eu me pergunto novamente se essa guilda poderia fazer esse meu mundo não ser tão...cinza.   

Perícia Intimidação | Mestre:


-x-

Estratégia | Aprendiz:


| 0/1 vez por luta utilizados |


Considerações:

- Estou na forma demoníaca original 


HP | 400
MP | 600
VEL | 2m/s

Aparência:


Forma original


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Nie Li
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Ficha de magos
XP:
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Nie Li

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Postado em Sab Set 01, 2018 10:35 am

Blood Moons

A caça continua
Aquela seria uma noite que me traria lembranças que eu achava ter esquecido, ter tornado-me forte, ascender a liderança da guilda, cuidar de meus liderados e ter minha mente tão ocupada com todas as responsabilidades dali, nada disso seria o bastante? Eu sabia que não, enquanto estivessem livres e a justiça não seria feita meus fantasmas não deixariam de me atormentar. Acordo novamente assustada, não em um salto ou gritos como fazia um ano atrás e diante, assolada pelas coisas que via e sentia, porém, ainda molhada em meu próprio suor e lágrimas deitada em minha cama em um dos quartos da guilda e com minha respiração ofegante em consoante com meus batimentos pulsantes.

Ainda era bem cedo, não havia ninguém acordado ou assim julgaria, mas, precisava de um ar e me acalmar para a manhã que seguiria, levantaria de minha cama caminhando de maneira calma até um espelho sobre uma cômoda canto destro de meu quarto, conseguindo observar a pouca luz que entrava pela janela meus olhos vermelhos e meu pelo deitado pela umidade. Quase teria um vontade desgostosa de rir, passeando meus olhos sobre os perfumes e itens para me arrumar que estariam sobre o local, não seriam muitos já que maquiagens em si estariam exclusas, mas, após me recordar de tudo havia me tornado um pouco mais vaidosa. Sim, eu havia me lembrado.

Como a muito não fazia e contra ao dito antes, sem vestir-me, "nua", como antes estaria para descansar em meu leito, caminharia através dos corredores até um dos banheiros comunitários ignorando que em meu quarto havia um destes, pelos longos corredores desertos a passos bem lentos e sem pensar muito a respeito, apenas seguindo. Meus olhos praticamente fechados e minha respiração aos poucos tornando-se mais lenta, o que eu estava fazendo?

- Faz tempo eu não a vejo assim master, desde a entrada eu diria...

De certa forma surpreendida, parando pelo susto mas também acostumada as aproximações silenciosas e a voz de Knov, sorria um pouco lembrando do que o mesmo dissera. De fato, quando entrei na guilda, eu não trajava nenhuma vestimenta, apenas a mim mesa e uma gata negra que agora caminha pelos salões da guilda mais como uma propriedade comum. Naqueles dias eu não tinha lembranças alguma do passado, apenas os conhecimentos de minha magia que tinha conseguindo lendo vários livros da biblioteca de minha antiga dona. Perguntaria-me afinal, onde andaria a mulher que me deu abrigo, quando saí de lá em Crocus, esta havia acabado de ganhar seu bebê e eu deixei aquele lar com ciúmes, talvez, por que algo dentro de mim me incomodava a abandonar a apatia daquele conforto. Fato era que foram dias felizes como sua gata, entre afagos e carinhos, se não fosse ela alimentar-me e proteger-me, talvez meu caminho tivesse findado antes mesmo de começar.

- Não estou me sentindo bem, vim tomar um banho...

O homem que agora trajaria apenas uma calça de pijama, bem mais alto que eu, sabia de meus pesadelos anteriores que era de certa forma recorrentes. As imagens que passavamo como flashs e vultos. Não eram nada demasiado distinto, eu caída ao chão, conseguia ver com mais clareza, ou, sentir no meio escuro em que passava-se, meu joelho machucado e meus irmãos em volta de mim rindo, jogando-me água por vezes e ameaçando me bater sem fazê-lo, ao menos, na cena em que passa-se no meu sonho. Ainda não sei a razão daquilo, sei que de tempos em tempos lembro do som de suas risadas e dos abusos, das agressões que sofria de meu pai e da omissão de minha mãe, que parecia por vezes na verdade divertir-se com toda aquela situação, meus antigos pais...

- Teve um novo pesadelo? Tem um banheiro no seu quarto.

De fato havia, mas, não queria ficar presa aquelas paredes naquele momento, um pouco de liberdade me faria bem, esparecer os pensamentos. Ouvir a voz do homem já ajudava, virava-me para ele sorrindo de lado e observando-o, sentia uma vontade de abraçá-lo, mas, sabia que ele não seria disso. Apenas o fitava sentindo sua presença quase paterna e acalmando-me de tudo que ocorreu. Sim, ele vinha sendo como um pai para mim, desde o momento em que pisara em hargeon. O primeiro que via havia sido o mister sailor moon, este me contou um pouco sobre a guilda e me trouxe aqui, porém, daí quem conversara comigo foi o mordomo-sama a minha frente, de forma mais séria me pôs seus adendos e me deu a marca no centro de minha calda que até hoje carrego comigo. "Cresça como maga, prove o valor de nossa guilda e de sua raça", disse ele para mim, me pergunto se tenho feito bem o meu papel.

- As memórias de quando eu era humana ainda me perturbam um pouco, prefiro espairecer, caminhar e tomar meu banho naquele mesmo, que é mais distante da cama de minhas lembranças...

Sim, eu já fui humana, não como poderia ser o caso do encontro pré-destinado no dia que se seguiria, mas também como este. Fios loiros e olhos dourados como o mel, com uma pele alva marcada pelas cicatrizes de meus abusos, minha jornada começava como quase uma escrava qualquer de minha família e, ainda que não me lembre da razão, consigo me lembrar de ser castigada várias vezes jogada em um quarto escuro ao fundo de um armazém na fazenda. Não me batiam todas vezes de minhas lembranças, na minoria delas, me jogavam ali e continuava a fazer algumas maldades um pouco infundadas comigo, as vezes meus irmãos, as vezes meus próprios pais. Não consigo me lembrar bem de suas faces ou de seus nomes, ou, até se eram meus verdadeiros familiares, lembranças de outras vidas são sempre turvas.

- ... Elas tornam-se cada vez mais visíveis...

Em uma certa manhã, fata dos mals tratos, procurei uma fuga cavando na madeira com meus dedos até que estes estivessem encharcados em meu próprio sangue. Uma pequena fresta era feita, o suficiente para passar me cortando um pouco nas farpas, não importava nada perto de toda dor que já havia sentido antes, corri, como se não houvesse amanhã. Para minha infelicidade porém, uma de minhas irmãs vira e me denunciara para ganhar crédito com aqueles pais abusivos. Como poderia eu, uma garota debilitada e fraca fugir em velocidade deles, não conseguiria. Por outro lado, algo de bom viria aquele dia, correria o suficiente para que uma mercadora que estaria de visita ali conseguisse ver a cena acontecer e o homem começar a me arrastar de volta. "O que está acontecendo?". Sua voz grave em minhas lembranças ainda estremecem meus olhos e pensamentos, quando explicado e delatada minha fuga, a mulher parecia se interessar por mim. Não seria o melhor dos destinos e ainda assim seria um destino melhor do que o que eu tinha até ali, eu seria comprada como uma escrava da mulher. Segundo a mesma minha avidez e força mesmo naquele estado a havia interessado e eu poderia ser útil a ela, findando-se assim minha estadia nos perímetros daquela fazenda por ali.

- ... aquela mulher... a que eu te disse, ela seria boa ou má? Eu ainda me pergunto...

Com grilhões em meu pescoço e em meus membros a acompanharia pelas cidades em que esta passaria, todo um mundo coberto por nossas viagens, entre guildas boas e más, pessoas ricas e pobres que queriam comprar algo. Apesar dos metais pesados que ostentava em mim, era bem alimentada, tinha um local confortável para dormir e não fui agredida uma vez sequer, apenas a auxiliava em suas transações como uma escrava, carregando isso e aquilo, ou indo até algum lugar entregar algo que a mesma tinha combinado. Com ela, aprendi minha vocação para venda que posteriormente fora usada ao lado de Halri Deijin, vendo-a e também com esta explicando-me como deveria fazer e como e o que eu deveria fazer para convencer alguém a comprar até mesmo algo que futuramente não usará para nada. Minha passagem com ela acabava em um dia que estaria deitada ao fundo de uma sala com minhas costas contra uma parede e meus cabelos completamente soltos, ela viria, passaria a mão em meus cabelos, me empurraria para frente e sentaria atrás de mim. Era algo comum para mim vê-la vindo através da fresta na parede, mas nunca esta ser tão carinhosa. Esta prendia meu cabelo em dois coques laterais, penteando o resto, correndo a mão até meu pescoço, onde podia ouvir um barulho de chave e depois em meus braços e então pernas soltando as estruturas. "Corra! Não olhe para trás, não há o que ver, este não é o lugar para uma jovem talentosa como você".

- Eu acredito que era apenas alguém marcada pelas condições como a própria master.

Knov estaria certo, ela não tinha outra opção para me livrar daquilo, nunca mais a vi, dali, corri como esta havia me ordenado até estar a cidade de Hargeon. Entre vielas e becos, em fundos de restaurante comecei a viver do que podia encontrar para sobreviver, na maioria lixo, sempre fugindo para não ser espancada pelos outros garotos de condições parecidas da cidade ou até os nobres. Sim, foi naquela época que tornei-me boa em saltar obstáculos e tornar paredes que eram impedimentos em trunfos para escapar, tornando-me uma acrobata, ainda que algo bem superficial. As coisas mudariam um pouco quando conheci o homem chamado Deijin, um ferreiro iniciante que trabalha com manufatura em metal. Era quase tão jovem quanto eu e ainda assim me deu abrigo, um lar, uma casa.

- Eu encontrei várias pessoas incríveis em minha vida, então, sou grata por estas coisas sabe...

Aquele homem fora o irmão que eu nunca havia conseguido ver nos meus agressores na fazenda, mergulhei de cabeça junto com este em meus negócios. Se ele tinha o talento para produzir belas armas com jóias polidas em sua magia que cativavam quem via, eu era aquela que sabia como vender cada vez mais. Por vezes este até me chamava a atenção, de que eu arrumava mais clientes do que ele poderia conseguir manter e que eu vendia até o que não estava a venda, mas, era como eu havia sido ensinada e a nossa fama crescia na cidade cada vez mais por aquele lugar. Foram dias felizes, sempre sorrindo, conheci pela primeira vez um cafuné em meu cabelo que agora estava sempre preso como a mulher ensinou, deitando em seu colo e vendo a lua no céu. Foi naquele dia que vi pela primeira vez e talvez a ultima, que não meus olhos, um luar de sangue, um fenômemo de luz que deixa a luz vermelha, era de fato bela.

- Eu ainda terei minha justiça, não ficarão impune...

Nossa fama não passaria batida a mals olhos, dois garotos quaisquer roubando a cena de grandes marcas de armas por ali, entre outros utensílios que nós vendíamos, até mesmo um grupo que comerciava ali que poderia ter ligação a alguma dark guild. Logo começaram a aparecer e nos incomodar, insinuar que estaríamos fazendo algo errado e proferir ameaças que procurávamos não nos deixar abalar. Apesar de eu ser inútil aqueles dias, Deijin já era um mago talentoso, em um dos fatídicos dias que começaram o derradeiro fim, um homem me levantava pela gola para e ameaçar e o mesmo me defendia retaliando com sua magia de pedras e derrotando-o, mas, é claro que isto não ficaria assim. Não demorou nada para que logo aparecessem novamente e nos emboscassem, desta vez com números que tornavam as coisas complicadas para o garoto ferreiro. Após muita luta, ele mal conseguia se manter de pé, até que um mago sombrio avançava sobre si, eu não podia ficar parada, quando a lança de sombras formava-se eu lançava-me em sua frente recebendo a lança em meu peito que me atravessava quase chegando a quem eu protegia.

- A sensação de morrer é algo peculiar...

Eu podia sentir que meu coração atravessado não batia mais, os soluços e o pranto dele, os homens rindo e partindo, dando-se por satisfeitas e meu corpo caindo ao seu caído enquanto ele me segurava. O sangue quente deslizando por minha pele enquanto meu corpo tornava-se cada vez mais frio, a dor de meu peito enlouquecedora se espalhando por todos meus músculos que perdiam sua força e tremiam em espasmos. Ainda assim, esboçava um sorriso sem forças por ele estar bem, esforçando-me em um ultimo ato de levar minha mão em sua face para acariciar sua pele e enxugar as lágrimas que corriam. "Não chore". Eu queria dizer isto, mas não tinha forças para mover meus lábios e tudo tornara-se escuro por um instante deixando-o sozinho ali, se eu apenas fosse mais forte, talvez pudesse ter cuidado dele.

- ... o que será que me trouxe de volta?

As minhas lembranças que seguiam pareciam uma regressão de minha vida, novamente estaria entre as vielas de uma cidade, porém não Hargeon, Crocus, correndo por minha vida contra arruaceiros e me alimentando de resto e lixo, além de alguns comerciantes que se compadeciam de mim e me davam comida, banhando-me em um lago da cidade, Porém, eu agora seria um ser felino, de pelos negros e olhos vermelhos com a lua que vira antes, os comerciantes começaram a me chamar de Blood Moons, o apelido que ostento até hoje, por causa do tamanho e tom de meus olhos, que parecia duas luas de sangue. Novamente, ao fim de alguns dias, caminhando por ali sem qualquer lembrança do que havia antes, de onde eu vinha, sequer se eu tinha nascido em algum lugar, seria resgatada por alguém, a tal mulher que descrevi. Como uma animal de estimação fora levada a sua casa, em que morava com seu marido e foram dias realmente felizes repleto de peixes, em que as noites ainda eram assombrada por pesadelos sutis, apenas vozes sem nenhuma imagem, quanto mais poder eu buscava, mais nítidos tornando-se. Foi em sua biblioteca que descobri a respeito de solid script, a magia que a mesma usava nos dias de maga que abandonou para casar-se, não concordava com isso, mas respeita.

Por um ano eu mergulhei por aquelas instantes, compreendi como funcionava e como usar a arte que ela possuía, tornando-me uma maga antes que pudesse notar, tinha algum talento para aquilo que eu mesma não conhecia, nunca tive a chance de conhecer. Também aprendi ali muitos conceitos químicos, algo que de fato me fascinava, uma matéria tão completa e que funcionava tão bem em conjunto com a magia e com meu talento para vender coisas. As coisas desandaram um pouco quando minha dona engravidou, além de ser deixada de lado, ouvia muitas conversas de os gastos estarem altos e eles não conseguirem me manter, com certo amargor no coração, tristeza e solidão, escolhi deixar o local, fugir dali de novo pelas vielas, até chegar a Hargeon. Onde tudo começou, onde tudo terminou.

Fugindo de uma gata qualquer conheci a guilda e o homem que me colocou ali, parado em minha frente, meu teste rank C fora feito por ele, um combate emocionante em que tive a chance de derrotá-lo e após isto ele me passara uma missão para o rank B, além de me conduzir a liderança da Blue Pégasus e me acompanhar até então, é a quarta pessoa a que devo minha duas vidas. A mercenária sem nome, Halri Deijin, Kuroi Haru, a mulher que me dera o nome de Kuroi Mirai, e, agora Knov. Mas, não podia mais continuar apoiando-me assim, estaria na hora de ir atrás de justiça por aquele assassinato, ainda, que a vítima ainda esteja... viva. Como será ser morto pela pessoa que matou?

- Descanse, volte para seu quarto, tome um banho e tente dormir...

Olhava para o mesmo entendendo que o seu conselho era algo sábio e de fato o faria, mas, antes estaria pensando a respeito de como faria para conseguir ir atrás das pessoas que fizeram aquilo na cidade, sabia que não estariam mais em Hargeon, já tinha vasculhado cada canto da cidade atrás deles, em Magnólia também não, já teria abrangido minha busca por ambas as cidades. Precisava de ajuda para continuar buscando, levaria minha mão ao queixo pensando, antes de enfim dar uma ordem. Não levaria os três comigo, sabia que estavam muito ocupados com assuntos da guilda por ali, assim, restava-me apenas o meu próprio fardo e peso, assim, como se fosse possível, de algum dos nossos talentosos membros, que tinham entrado.

- Eu vou sim meu mordomo-sama... mas por favor, convoque alguém dentre a guilda forte o bastante para me acompanhar. Sei que vocês estão ocupados, não se preocupem em vir. Estarei aguardando essa pessoa amanhã na frente da guilda meio dia.

Dizia sorrindo após a brincadeira que fazia com o mesmo, sabia que este não gostava muito do apelido, mas, com o tempo havia até se acostumado.

- Não deseja mesmo que eu a acompanhe?

- Não, você sempre acaba cuidando da papelada que eu não cuido, não precisa se preocupar, consigo me proteger e ainda estarei com um membro escolhido por você. Certo?

- Certo.

Voltaria ao meu quarto a passos rápidos, precisava de um descanso merecido antes de minha partida. Entraria pela porta direcionando até a suíte ali, logo ligando a água na banheira e me lavando no chuveiro ao lado enquanto esta se enchia, talvez, de fato era estranho que uma gata se banhasse, mas, eu gostava e ainda tinha todo aquele suor para limpar. Eu também não era de todo, uma gata. A sensação da água quente correndo meus pelos era de fato purificadora e todo o shampoo em meu corpo como um todo, seriam os prelúdios de minha entrada na banheira.

- isso é bom...

Ficaria ali algum tempo, apenas sentindo a água me lavando de minhas dúvidas e dores que mancham o negro de meu pelo, deitando as luas sobre minhas pálpebras alguns instantes. Logo estaria saindo, secando-me em uma toalha por ali e preparando-me para deitar, ajeitando os lençóis pela sono agitado e jogando-me ali até onde ficaria não menos que até o sol dar sua graça, diferente dos dias comuns em que sempre saía para dar uma corrida matinal e manter minha velocidade sempre afiada. Uma única ausência não faria falta e ainda tínhamos uma certa caminhada para fazer dali em busca de pistas.

O sol logo apareceria na janela de meu quarto, tocando-me e passando sua energia na pelagem escura, forçando-me a abrir meus olhos. Rolando para o lado e caindo da cama despertaria-me, levantaria um pouco com sono por dormir tarde, caminharia até o guarda roupas para produzir-me. Escolheria um vestido que tinha comprado recentemente, com alças e colo, não que precisasse na forma normal, negros, sempre com faixas envoltas em meu tórax em necessidade do que ocorria quando eu entrava em battle mode, um shortinho branco por baixo da barra e saia do vestido rosados. Em meu pescoço um cachecol do mesmo tom róseo, jogada a extremidade para trás. Uma touca branca e rosa que tinha o volume de minha orelhas apontando sobre estas e minha adaga nas costas na transversal, usaria um dos perfumes que tinha comprado, manipulado um pouco com meus conhecimentos para ficar ainda mais de meu agrado e combinar com meu caráter não humano, de tom adocicado.

- Acho que estou pronta...

Caminharia pela guilda, cumprimentando alguns membros, o local vinha tornando-se movimentado aos poucos novamente, assinaria alguns papéis, receberia alguns membros do conselho com quem conversava e conforme passava o tempo aproximava-se meio dia, o horário do qual conheceria o tal escolhido de Knov para partir comigo em uma expedição atrás de informações. Deixaria tudo pronto, comunicaria também Sheele e principalmente Ichigo, abraçando-a antes de passar um tempo fora. Apesar das lágrimas de Ichigo, sabia que ficariam bem e que Sheele estaria cuidando dela.

- Cuidem-se.

Passos ágeis e logo estaria ali junto ao desconhecido do destino, o convocado já teria chegado, poderia vê-lo por trás, com seus cabelos longos e brancos, assim como sua pele de mesma tonalidade. Seu olho, cujo eu ainda não via no meu campo de visão, ao lado de um chifre, também eram algo que lhe diferenciavam, podia ver que este não era um humano, algo que eu também já não era mais. Será que algum dia, ele também fora um humano como eu fui? Não saberia dizer apenas com aquilo, aproximava-me para saudá-lo e também lhe explicar a situação, que pela forma que Knov estava preocupado, não deve ter explicado.

- Olá Face Powder, é um prazer conhecê-lo, sou a master da guilda que lhe teve convocando aqui através de Knov. Meu nome é Kuroi Mirai, mas me chamam de Kurai ou Blood Moons, como preferir.

Minhas palavras tinham certo tom e simpatia, estendendo a pata esquerda a frente para cumprimentá-lo, podia não ser a forma mais educada, mas, mesmo sendo ambidestra, minha esquerda era a mão de maior uso para mim, ou, pata se preferir chamar assim. Meus olhos fitavam os seus com certa intensidade, mostrando um certo nível de respeito, assim como também o desejo de passar confiança para si sobre mim. Não era algo fácil esperar muito de alguém da nossa espécie por nosso tamanho ser tão reduzido em relação aos humanos, a ele isto também se aplicaria.

- Sei que foi um convite, mas, vou te passar a situação e você avalia se deseja vir comigo...

Minhas palavras acompanhavam um movimento de sentar-me a escadaria e um toque no chão em convite para que este também se sentasse, para que eu pudesse contar um pouco a respeito para este.

- Há muito tempo atrás, um assassinato foi cometido frente a meus olhos, ameaçando alguém que me era de valor... então, o que vou falar tem certa carga pessoal. Mesmo assim, não foi eu apenas a única vítima dos seus feitos em Hargeon, muitos sofreram por seus crimes enquanto eles agiam aqui em hargeon e posteriormente em Magnolia, tenho investigado este certo grupo a um tempo, mas, sempre escapam entre minhas garras. Quero ir em outra busca atrás destes, encontrá-los é uma prioridade para mim, porém, qualquer um a quem eu possa levar justiça, também tem minha atenção. Não virei líder para mofar no fundo de um gabinete, quero fazer algo para melhorar este lugar, torná-lo melhor não só para humanos, mas para outros, como eu e você...

Meus olhos no horizonte não retiravam minha atenção sobre o garoto e suas reações, sabia que era bastante coisa e ainda que resumisse, não daria para explicar tudo, ao menos, não ao princípio para que este não acreditasse em mim, me achasse louca e eu perdesse o possível aliado. Precisava ir com calma.

- Pretendo continuar minhas buscas em Shirotsume, e então em outra cidade e outra, até que encontre alguma pista, estas pessoas deixam marcas por onde passam, basta que nós as encontremos.

Minhas garras balançando no ar como se escrevesse algo mas sem usar magia alguma, para ele não teria nenhum significado, principalmente por desconhecer minhas habilidades, mas, era meu corpo ansioso pelo confronto com meus agressores e sentindo que estaria cada vez mais próximo a minha chance de ceder a mesma sensação que passei aqueles que fizeram comigo.

- Entre os suspeitos que tenho informação, o que cometeu o crime e seu capanga, um usa darkness magic e outro gravitacional... não estão em hargeon e magnólia apesar de passarem pelas duas, são as únicas informações que tenho até agora. E então, está dentro? Tem alguma dúvida?

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Postado em Sab Set 01, 2018 6:30 pm

convocação da mestra
o mundo ainda está cinza
 
J á estava aguardando a algum tempo em frente à guilda, mas ainda faltava pouco mais de 10 minutos para o horário descrito no papel deixado em meu quarto, mas eu estava calmo como sempre, não achei que durante essa manhã que deveria ter sido bastante monótona eu ainda acabaria por relembrar tudo pelo que passei nos últimos anos. Fico me perguntando, quando fiquei tão emotivo? A pouco tempo estava resolvendo um problema de bandidos assaltando pessoas se utilizando do espaço de um beco em Magnolia, e agora estou aqui relembrando meu passado de forma até nostálgica, ao menos em certo modo.

Eu realmente espero encontrar um ponto de apoio ou até mesmo um objetivo interagindo com as pessoas da guilda, talvez seja isso que me falta para voltar a ver esse mundo mais colorido, com mais vida e não apenas morte, como vejo atualmente.

Cada minuto que passava eu estava mais próximo do horário estipulado, mas ao invés de me sentir nervoso com a situação, não sei o porquê, eu apenas me sentia apático, até indiferente. No fim das contas, talvez a culpa disso seja que eu já vi tanto nessa vida que não me surpreenderia com nada que precisassem que eu fizesse. Assassinar? Tudo bem. Torturar? Tudo bem. Espionar? Tudo bem também.

Provavelmente por ver esse mundo em que vivo como algo “cinza”, eu apenas estaria seguindo ordens para ter algum propósito, uma razão para continuar a acreditar que a humanidade ainda tem esperança de melhorar, uma esperança de um futuro melhor.

A hora havia chegado, meio dia em ponto, e não tive que esperar mais, pois logo ouço alguém me chamar, era a mestra da guilda, uma exceed de pelos negros com algumas faixas amareladas pelo corpo, alem de olhos vermelhos profundos, e apesar de não ter calculado de forma muito precisa, parecia ter cerca de metade da minha altura, algo entre 80cm e 1 metro. O nome dela é Kuroi Mirai, e não sei ouvi direito, mas fui chamado de Face powder? Enfim, talvez ela nem soubesse meu nome de uma forma ou de outra e nem sequer me importaria se soubesse e escolhesse me chamar assim.

Entre Kurai e Blood Moons, apesar de não ter certeza do porquê, prefiro Kurai. Depois de se apresentar, percebo que levantou sua pata esquerda, então imaginei que fosse canhota, mas isso pouco importava, apenas estendi a mão com firmeza e a apertei como faria com qualquer um. Também notei um olhar intenso se encontrando com o meu, como o de alguém que deseja ser respeitada e jamais subestimada, claro que imaginei de forma quase automática que isso se deve às características de sua raça, que a classificaria como um ser “fofo”, tanto pelos humanos quanto às demais raças.

Eu nunca fui assim, pois pouco me importa a qual raça ela pertence, já fui muito discriminado por ser um demônio, então senti certa simpatia pelas suas ações, e entendi profundamente aquele gesto, então, apenas segui com atitudes que poderiam ser ditas como padrão no ato de comprimentar alguém, para acompanhar aquele tom gentil e simpático junto de um olhar intenso, de quem é carregado de história para contar…

Não respondi pois não foi me dado a oportunidade, pois aparentemente a mestra estava bastante nervosa, ou mesmo ansiosa, e já foi logo sentando na escadaria próxima, me fazendo um convite silencioso batendo sua mão, ou pata, para que eu a acompanhasse enquanto explicava sobre esse “convite” inusitado.

Ela me fala sobre a história de alguém que lhe foi tirado por um grupo de pessoas, e percebo certa hesitação em sua voz, pois aparentemente não é algo fácil de relembrar. Esse grupo passou por Magnolia e Hargeon, e isso é algo que me deixa intrigado, afinal de contas, sou dos arredores de Magnolia, talvez já tenha cruzado com esse grupo em algum momento, mas por ter passado tanto tempo selado, muitas das minhas memórias estão obscuras e até fragmentadas, então mesmo tentando me esforçar muito, não me recordo de nada relacionado a isso.

Tive uma sensação rara desde que me tornei um demônio: um sentimento de euforia e até comoção com o final da frase que ela estava me dizendo, pois fazia muito tempo que não ouvia um tom tão sincero de alguém que era possível sentir o quanto defendia a justiça. Não, ela não queria apenas a vingança, ela tem um objetivo muito maior, essa vingança seria apenas mais um passo em seu caminho. Agora entendi o porquê a senhorita Sheele falava dela com tanto respeito, afinal, essa mestra é bem incrível.

Não pude evitar de olhar para ela com um leve sorriso, o que era estranho, ela estava comentando sobre procurar assassinos, mas tudo que consegui fazer foi sorrir em empatia, a partir daquele momento, decidi que iria seguir essa mulher, ou gata, ou exceed, o que for, para onde ela quiser que eu vá. Sua determinação e aspiração realmente me comoveu, algo que não acontecia em muito tempo, e antes que pudesse perceber… meu mundo não estava mais tão cinza…

Ela continuou seu discurso expondo que gostaria de ir para Shirotsume para procurar por mais pistas, estranhamente sacudindo suas patas no ar como se estivesse escrevendo algo, e não me importei, talvez fosse algo da sua magia ou mesmo algum tipo de sinal de seu corpo, que eu não compreendia, pois acabei de conhecê-la.

Curiosamente, e talvez fosse uma espécie de ironia, um dos homens que cometeu o crime contra o ente querido da mestra Kurai era praticante de uma magia de gravidade, como eu, enquanto o outro era usuário de darkness magic, tipo de magia que eu conhecia muito pouco, mas tentei seguir o sentido literal do nome para deduzir seus usos.

Depois de escutar sua história, e perceber que na verdade fui convocado para uma missão, pensei por alguns minutos em silêncio, ponderando como iria respondê-la, então me levantei da escadaria para ir até sua frente e fiz algo que provavelmente nunca havia feito, e até foi de certa forma involuntário: fiquei sobre um joelho enquanto a abaixei a cabeça, declarando de forma solene:

- Mestra da guilda Kurai, talvez eu não seja o mago mais qualificado, tampouco o mais forte para estar ao seu lado, mas… eu, aqui, juro solenemente seguir seus comandos e sempre procurar seu bem, seja nessa jornada, ou em qualquer outra.

Percebi que fui um pouco impulsivo, e apesar de expor o que sentia naquele momento de forma sincera, poderia tê-la assustado, então levantei minha cabeça para fitar seus olhos, e voltar a dizer com determinação inabalável:

- Meu nome é Nie Li, mas pode me chamar como quiser. Já fui um humano, e hoje sou um demônio, e desde que passei por essa transformação involuntária, sempre fui taxado como monstro, e de certa forma, apesar de não sermos da mesma raça, entendo seu receio em não ser respeitada por outros. Não tenho pergunta alguma, apenas seguirei seus arranjos.

Me levanto, sempre olhando em seus olhos, pois por alguma razão, ao mesmo tempo que via a justiça pura, também vi o massacre, e tenho que admitir que era reconfortante olha-los. Me arrumando levemente, apenas digo:

- Quando partimos?

No meio do cinza, apareceram dois olhos vermelhos.
   

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Postado em Dom Set 02, 2018 1:31 pm


Fantastic beings: a demon and a cat.

Há poucos dias entrei para a Blue Pegasus. Há uns dois ou três para ser mais precisa, bem menos do que uma semana. Sou bem recente aqui, mas já posso me sentir em casa. Conhecer Nade, o garoto meigo e carinhoso, e também Yusuke, quieto e mais na dele, porém sei que se preocupa com os demais. Tudo aconteceu muito rápido desde que entrei aqui na guilda. Lembro de meus pais, e mesmo fazendo pouco tempo que saí de casa, já posso por a mão no peito ao sentir uma dor de saudade. E claramente também sinto muita falta de meu irmão, meu querido irmão mais velho que sempre fez de tudo para me ajudar e para que eu me sentisse confortável nas situações. Assim como ajudei Akai, aquela pequena garotinha de cabelos negros na primeira missão aqui da guilda, dada por Kuroi, a própria mestra da Blue Pegasus, a qual fiz em conjunto com Nade e Yusuke. Então, essa missão me lembrou de meu irmão. Pois assim como ele fez comigo, eu fiz com a garotinha, ajudando ela a se divertir em uma festa que a princípio seria chata para crianças como ela. E deu certo, assim como meu irmão conseguiu me ajudar, eu consegui ajudar a menina, sendo que ela gostou tanto da noite que me convidou para brincarmos mais outro dia, e claro, comer bastante! Mas claro que eu não poderia me sentir mal, sei que eles desejam o meu melhor, me amam, querem que eu fique bem e acima de tudo querem que eu siga o meu sonho: me tornar uma grande maga! Ah, e também não posso me esquecer dos funcionários, que por muitas vezes cuidavam de mim, eles também foram muito bons para mim, em todas as minhas recordações, posso sentir o amor sincero deles.

— Eu sei que vocês estão orando por mim. Pode deixar, eu jamais esquecei de vocês! Ainda volto para fazer uma visita. Afinal, se não fossem vocês, eu nem estaria aqui. — Olhava para a janela, observando o céu azul pelo horizonte, falando em tom suficiente para que meus sentimentos pudessem ser afagados. Estava agora em Hargeon, a cidade portuária, em um dos aposentos da guilda. Fiquei extremamente lisonjeada por ser acolhida aqui. Eu queria mesmo ficar hospedada nessa cidade, ela é tão boa, e a vista pela janela é linda de mais. Posso ver o tom azul do mar e do céu se encontrando ao final no horizonte, como se um fosse a extensão do outro. O reflexo das poucas nuvens brancas sendo refletidas pelo mar enquanto as gaivotas voam sobre aquela brisa de maresia. O ar fresco e salgado pela janela junto a essa vista é algo impagável.

E bem, por falar em missão, retornando no assunto que antes pensava, como eu poderia me esquecer da missão que agora a pouco havia feito? Acho que foi ontem mesmo, naquela sorveteria. Só não consigo me lembrar exatamente o nome do senhor, cliente da missão, e também dono do estabelecimento. Acho que era algo como Joel, se eu não estiver enganada, deve ser Joel Murf, mas não tenho certeza. Seu sobrenome me lembra algum tipo de doce, o que me faz dar leves risadas como um deboche, mesmo sem querer, pois ele é dono de uma sorveteria, onde há vários doces, e claramente a maior atração sendo o sorvete. E além de seu nome, seus olhos tinham um tom caramelo que faziam lembrar de um doce que gosto bastante: uma deliciosa trufa de mel, com um caramelizado por cima e coberto por chocolate. Só de pensar nessas guloseimas eu fico com água na boca. A coincidência me faz alegre como uma boba, talvez seja só pra mim, porque de certo nem todo mundo deve associar seu nome a um doce assim como eu. Só sendo muito boba mesmo para rir disso, porém eu sempre fui a bobinha mesmo, isso não seria de forma alguma um insulto para mim. Sou bem feliz sendo do jeito que sou, e muito feliz porque a maioria das pessoa que conheci gostam de mim dessa forma. Através da minha infância e história aprendi bastante sobre como dar valor nas coisas que tenho, inclusive nas pessoas que me amam de verdade. Sou muito grata por tudo.

E lembrar dessa missão me fez lembrar de outra coisa, eu fiquei com bastante vontade de levar os meninos, Yusuke e Nade, para tomarem um sorvete lá comigo. Aquela sorveteria é ótima, uma das melhores que já fui, tem sorvetes de todos os tipos, gostos, de cores vibrantes e bastante atrativas. Tenho certeza de que eles irão adorar. Eu preciso compartilhar isso com meus novos companheiros. E... será que a gatinha também gostaria? Não estou muito certa de que gatos podem comer essas coisas, pode ser que faça mal para ela, mas também pode ser que não aconteça nada. Ela é mágica, sabe falar, voar e com certeza deve ter umas habilidades muito fortes, pois para ser a mestre da guilda tem que fazer por merecer, não é? Pois bem, nunca vou saber se não perguntar. Devo então procurar ela e os garotos para fazer o convite. Vamos lá, rumo a sorveteria!

— Tenho certeza de que todos vão gostar dos sorvetes. Talvez Kurai não possa tomar, mas acredito que só um pouco não vá fazer mal. Nem que seja só para ela poder degustar um pouco daqueles doces suculentos! — Falava tomada por grande entusiasmo. A energia me contagiava a cada vez mais que eu pensava em compartilhar aqueles doces com os meus novos amigos. Meus companheiros de guilda merecem provar do mesmo que eu!

Corria pelos corredores da guilda contagiada pela emoção que estava sentindo. Adoro compartilhar coisas novas que foram boas para mim com pessoas que acredito serem legais comigo. Só não sei ao certo onde eu acharia o pessoal. A guilda não é tão pequena, mas com certeza tem muitos lugares que eu não conheço. Onde então eu poderia começar essa busca por eles? Talvez se eu for saindo perguntando para todo mundo que apareceu eu os encontre. Alguém pode ter visto eles, não é mesmo?

— Com licença, alguém ai viu um garoto muito fofo um pouco mais alto que eu de cabelos loiros e olhos roxos? — Pelo nome ninguém deveria saber ainda, entraram junto comigo então assim como ainda não me conhecem não devem conhecer bem aos garotos. — E um de cabelos prateados bem quieto, que só gosta de ficar observando e fala pouco? — Infelizmente ninguém soube me dizer o paradeiro de Yusuke e Nade. Mas se não sabem onde eles estão, devem saber onde Kurai está. — E gatinha, Kurai, sabem onde eu posso acha-la? — Dessa vez obtive mais sorte. Claro que iriam saber onde a gatinha mágica estava, e não poderia ser mais preciso. Os membros da guilda me apontaram a entrada, dizendo que ela estaria ali conversando com um outro membro. Bem, eu só espero que não seja nada de muito importante e ela não estava ocupada de mais, de qualquer forma vou procurar não atrapalhar. Se eu perceber que minha presença é um problema, vou só recuar e deixa-los em paz. Eu só quero fazer um convite, e se não puder agora, faço outra hora.

Apressei meus passos de forma quase eufórica para aonde o grupo de membros me havia apontado. Era a entrada da guilda, só de olhar para ela lembrava da sensação que tive quando cheguei aqui e vi os garotos. Conheci Yusuke, Nade e Kurai. Todos foram muito gentis, até mesmo o menino de cabelos prateados, Yusuke apesar de bem calado aceitou meu abraço muito bem, assim como Kurai, que também não se incomodou com o meu gesto. Amo poder ser eu mesma e não precisar contar minhas vontades assim tão singelas. O que de mal um abraço poderia fazer? Já poderia vez a luz do ambiente se abrir em minha frente através dos portais de entrada. Ao atravessá-lo virei a cabeça para ambos os lados procurando pela mestra. Foi então que eu a vi, aquela coisinha mais fofa do mundo, e estava de fato conversando com alguém. Era um homem, mas não parecia ser um humano, um rapaz moderadamente alto, com cabelos brancos que se alongam até seus ombros, olhos azuis e um corpo não muito forte, mas bem definido. Até esse ponto ele não é diferente de um humano qualquer, porém ao ver sua pele completamente branca e uma carapaça com um chifre negro do lado esquerdo de sua cabeça, bem como seu olho esquerdo com pupila acinzentada e de fundo negro, percebe-se uma raiz proveniente de outra raça, tornando-o bastante intimidador.

Agora estaria com um pouco de receio de me aproximar. Mas creio que ele não represente mal, pois sendo ele um membro oficial da guilda, não iria me fazer nada de ruim. Kurai parece estar conversando tranquilamente, então realmente não tem o que eu temer. E sabe, ele parece ser bem bonito, mesmo sendo diferente, uma beleza única, o que faz dele ainda mais bonito aos meus olhos. Então, que intimidador que nada! Será que ele gosta de abraços, por que se não vai sofrer um pouco na minha mão. Sem mais delongas, correria em direção a gatinha.

— Kuraaaai! Enfim eu te achei! — Gritei indo em linha reta ao encontro da gata. Num movimento súbito me aproximei e a contornei em meus braços. Sentindo aquela pelagem macia e pomposa afagando meus braços. Poria minhas bochechas de encontro as suas, para sentir aquele rostinho meigo e fofo, além do cheio bom que seu pelo tinha. — Sempre tão fofinha... já estava com saudades, Kurai. Sabe, eu queria muito te fazer um convite! — Soltaria a gatinha olhando para ela com uma expressão serena.

Em seguida, olharia para o homem que estava conversando com ela, e com um sorriso grande e singelo falaria de maneira mais simpática o possível.
— Oie, sou Alice Liddell! Espero não estar atrapalhando os dois. Sabe, eu queria muito convidar Kurai e uns amigos para tomar um sorvete em uma sorveteria muito boa. Se quiser, também será super bem vindo! — O brilho em meu olhar poderia expressar o quão empolgada eu estaria naquela situação. Ele poderia ser um novo amigo! E isso me animava bastante. E pelo meu jeito, após o moço se apresentar, eu apenas me jogaria em sua direção para aperta-lo em um grande abraço. — Você é muito lindo, moço. Espero que possamos ser amigos!


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Postado em Seg Set 03, 2018 12:53 pm

Blood Moons

A caça continua
Jaz algum tempo não teria as sensação daquele fim de manhã, início de tarde, como se o vento soprasse, cantasse em um sussurro a meus ouvidos arrepiando meus pelos e fazendo minha espinha estremecer suavemente com seu fite e novamente estaria brincando com meu destino, meu passado, e a voz de Miria que um dia fui tentasse conversar comigo, se comunicar e contar coisas do desconhecido que acontecia comigo aquele momento.

Em outro local que não ali junto de mim e junto de Nie Li, mais uma dessas surpresas reservadas pelo desconhecido e inesperado era reservada a nós, uma garota de fios claros que entrara recente, cujo nome remetia aos contos dentre os mais belos e a bravura daquela que leva o mesmo título, a portadora de um reino encantado cheio de expectativas e maravilhas. Talvez consigo trazia também a guilda e quem sabe, de longo, para aquela missão também o desfecho desses sonhos e fantasias que seu nome carregava em si.

A procura de quatro dos magos daquela guilda, um deles seria a mim e sua pergunta seria não para outros senão aqueles que me acompanham e dos quais eu teria despedido anteriormente. Minhas garotas, as duas as quais tinha adotado quase como filhas e talvez, como se desejassem que mais alguém fosse comigo, cientes de que para as mesmas não seria aceito pois precisaria delas ali elas delatavam onde estaria minha presença, levando a uma certa situação complicada. Não ficaria em desgosto ou chateada com Sheele ou com Ichigo que indicariam a garota ali, bem, porventura sequer saberia que seriam as mesmas que a teriam indicado ter comigo à entrada da guilda ali, mas, se soubesse também entenderia a razão da preocupação das mesmas e como as coisas teriam fluído.

Fato que enquanto a nossa conversa fluía, também a terceira integrante dali aproximava-se e ao final de nosso primeiro contato, entre mim e o demônio Face Powder, a coelhinha saltitante também tinha seus passos mais e mais próximos de nós, com uma proposta não muito contundente com a situação.

Voltando ao cenário em que de fato minha mente e presença estavam para que eu pudesse tomar decisões mais claras e ações relevantes, em torno daquela sensação que tinha na presença do jovem demônio e também de meus próprios instintos. Em primeiro tempo o mesmo mostrava-se atencioso, escutando cada palavra. Sua primeira reação, em algum momento, um sorriso mais sutil, compreendendo também sua reação e a certeza de que tinha o mesmo atento a mim. Compreendia um pouco aquilo, também me era algo comum reagir de forma parecida em certas situações.

Era um ato inesperado que o mesmo tomava ao decorrer dos fatos, levantando-se e caminhando até minha frente, como um cavaleiro de contos medievais ou um dos presentes a távola redonda de Arthur, talvez, remetendo a fantasia que aquela garota trazia em seu nome e contos, o mesmo ajoelhava-se frente a mim com sua cabeça baixa para sua apresentação e juramento que o mesmo fazia. “Mestra da guilda Kurai, talvez eu não seja o mago mais qualificado, tampouco, o mais forte para estar a seu lado, mas… eu, aqui, juro solenemente seguir seus comandos e sempre procurar seu bem, seja nessa jornada, ou em qualquer outra”. Me fazia pensar comigo mesma por um instante, se assim como nos contos que eu lia naquela biblioteca eu devia sacar de minhas costas a adaga e tocar seus ombros, mas, não o faria. Parecia má ideia, talvez, depois de derrubar o conselho, quem sabe. Planos para outros dias que não aquele em que o foco era outro, não a corrupção em macro daqueles que governam mas a corrupção em micro daqueles que cometem crimes ao seu bel prazer e lucro.

“Meu nome é Nie Li, mas pode me chamar como quiser. Já fui um humano, e hoje sou um demônio, e desde que passei por essa transformação involuntária, sempre fui taxado como monstro, e de certa forma, apesar de não sermos da mesma raça, entendo seu receio em não ser respeitada por outros. Não tenho pergunta alguma, apenas seguirei seus arranjos.” Valia ressaltar algumas coisas de sua fala que detinham minha atenção em especial, mudando minha expressão da leve em que fazia pensando em torná-lo meu dom para uma mais séria e pensativa, na verdade até mais aberta a conversar sobre algumas coisas que ainda não teria deixado claro naquela descrição da missão que teria dado, ainda que meus receios e dúvidas continuassem.

- Certo Face Powder, é um prazer conhecê-lo e conhecer o nome que leva consigo, Nie Li, me lembrarei de seu nome.

A primeira era o mesmo, após a descrição de seu nome o mesmo dizia algo sobre antes de tornar-se um demônio ser um humano, descreveu o processo como uma transformação involuntária e apesar de nesse fato, parecer haver algo de distinto entre nós, parecia, pelo modo em que fora descrito que o mesmo participara do processo como o todo e não como eu que havia encontrado e encarado a morte antes de em dado momento acordo no pequeno corpo que agora habito.

Apesar de em comum já ter sido humanos tivemos destinos bem diferentes por nossas formas secundárias, enquanto a mim seria dado a aparência, que em questão de frágil, não diferia muito de minha forma anterior, sendo taxada de escrava antes, agora de animal de estimação e apenas alguém fofa, ou nem isso, alguma coisa fofa. Ele era taxada pelo oposto, como um monstro que as pessoas deviam temer, de certo, a situação dele podia ser ainda pior que a minha apenas pelo sentimento de temor que o mesmo devia sentir dentro daquelas circunstâncias horríveis. Não queria que o mesmo se sentisse assim de forma alguma, na verdade, dentro daquela forma que compunha sua aparência na verdade, meu sentimento estaria bem longe de considerá-lo monstro, era deveras belo e ainda que minha atual raça discernir muito opiniões, carregava comigo os traços e desejos tanto humanos como Exceeds, podia dizer que era belo pela visão de duas espécies distintas e de certo, também devia ser o mesmo para outros demônios. Não tinha conhecido outros, mas seriam tolos se não o achasse, essa é minha opinião.

A terceira coisa seria o fato de comentar de maneira implícita sobre minha insegurança em relação ao seu respeito por minha raça, bem, havia se tornado algo natural que eu buscasse a aparência mais firme e forte o possível para que não comprasse uma imagem fofa mas de poder que represente minha posição. Na maioria das vezes, buscando até esconder meu lado mais lerda e descontraída, mais sutil e avoada, para que, não me menosprezassem nem aos Exceeds de forma alguma. Principalmente, para que não menosprezem a guilda que faço parte e lidero, a Blue Pegasus, por ter alguém como eu de sua líder, isso eu não queria de forma alguma. Mas, quem sabe, com ele, eu pudesse ser mais leve como antes era, quando ainda estava nos meus primeiros dias fazendo amizade com Fang na guilda, outro Exceed que fizera parte conosco e que faz algum tempo não o vejo, assim como… assim como alguém que eu não consigo me lembrar, mas que sinto, esteve aqui, algo como… um dragão? Não importa, o que os traz as lembranças é que naqueles dias, sem peso ou responsabilidade eu era apenas a gata assaltando a cozinha da guilda pelas noites com Fang e treinando manhã após manhã sem me importar muito até onde chegaria, até o momento, quando ainda rank C, fui cogitada a líder da guilda e comecei a trilhar um caminho e trajetória mais sérios para que pudesse honrar as expectativas de Knov para com o cargo que o mesmo almejou conferir-me.

O caráter do pensamento em fim, era apenas o de que, queria finalmente mostrar-me mais para alguém dali, para algum daqueles faziam parte, não esconder o meu lado mais “humana”, mostrar a garota que sequer queria ser maga e apenas divertir-se a cada dia, a garota que foi assassinada mais ainda gritava dentro de mim por dias melhores que aqueles que servia de escrava. Dias em que eu pudesse finalmente brincar de ser uma criança como as outras, ainda que minha puberdade batesse a porta e certos outros interesses também começassem a surgir para mim.


- Em verdade lhe digo Face Powder, sou muito grata a tudo que disse e suas disposição, de verdade…

Um sorriso que talvez não mostrava muito tempo vinha em acompanho de minha fala, um sorriso que talvez só escapou de meus lábios anos antes daquele ocorrido, quando ainda era Miria, quando Deijin me elogiou por ter feito bem as vendas dos itens que o mesmo fizera e me levou para tomar sorvete em um dos locais de Hargeon, no qual posteriormente trabalhei sem sequer me lembrar de outrora. Quem diria que sorvete, também seria o assunto que seguiria dali, com a chegada de outra pessoa que me impedia de prosseguir e me abrir para ele contando sobre os dia em que meus fios carregavam em toda sua extensão a cor das marcas em meu pelo.

- … eu consigo entender um pouco o que houve com você, há muito tempo eu também era hu...

“Kuraaaai! Enfim eu te achei!” Um grito interrompeu meus pensamentos e o começo da abertura de minha história, antes descrita em minha narrativa, a garota cujos contas eram esperados interrompia um pouco a linha de pensamento anunciando sua presença de forma primorosa, trazendo minha atenção, e, como creio eu era possível que também a de Nie Li, cortando um pouco do clima para que eu continuasse com o primeiro assunto, ponderando se o fazia mesmo na presença dela ou não. “Sempre tão fofinha… já estava com saudades, Kurai. Sabe, eu queria muito te fazer um convite!” Vinha um pouco de encontro com o que dizíamos, de ser um tratamento que vinha junto a minha espécie, mas, bem, havia algo de realmente mal? Ou, talvez, aceita como mestra dentro disso eu devia apenas reconsiderar e estes me aceitariam como mestra deles mesmo sendo eu mesma, sendo apenas a criança deixando aos poucos este traço e tornando-me uma adolescente, como uma outra qualquer, não sabia ainda. Talvez não fosse o mais aconselhado.

- Olá Alice… e qual seria esse convite?

As palavras que seguiam-se não era as mais direcionadas a mim, na verdade, a garota que estaria em mim abraçada dirigia-se em suas palavras ao Face Powder, Nie Li, conversando com este e o elogiando, tinha um certo sorriso em minha face ao ver isto. Talvez ela fosse melhor no que eu não conseguia fazer tão fácil, mostrar para ele que ele jamais seria visto como um monstro ali, que era alvo de admiração e confiança. Aquela garotinha ainda tão nova com suas palavras doces, carregava a sabedoria que os adultos insistem em perder, a sabedoria de aceitar o próximo pelo que são e enxergar o mundo todo com sua beleza e formosura, não por padrões impostos.

- Talvez esta não seja a melhor minha cara, estamos partindo em um certo trabalho…

Levo uma pata em sua cabeça acariciando seu cabelo e soltando-me de seus braços virando de frente para a mesma vendo seus olhos cintilantes e suas intenções claras de não simplesmente sair, era arriscado trazê-la conosco, mas, talvez nada acontecesse e se caso aconteça eu consiga protegê-la. Nie também estaria conosco aumentando nossa força para que não fosse tão fácil algum mal nos ser feitos, respirava de forma aprofundada cogitando cada aspecto dos lados que deveria pensar, ponderar cada risco e lucro. Seria uma boa experiência para uma jovem maga como ela partir em uma missão com dois magos de rankeamento e cargos superiores, quem sabe, talvez, até ajudasse seu desenvolvimento, ascendendo seu talento latente escondido dentro de si. Estava decidida acerca daquilo que cogitava.

- … mas… bem, se estiver livre e de acordo, pode vir conosco nesta jornada. É uma missão grande e sem recompensa financeira, mais riscos que ganhos, cabe a você decidir se quer saber mais a respeito e partir conosco para Shirotsume town. Está de acordo Face Powder?

Viraria novamente para o homem que partia comigo, afinal, dependia também de sua opinião esta decisão, levá-la significaria protegê-la. Por sua inexperiência ou por sua personalidade um pouco intensa, afobada talvez, precisávamos ficar atentos aos riscos que ela poderia correr dentro da empreitada por uma cidade que era desconhecida por ambos. Não teria o mesmo peso e intensidade do olhar de antes, mais uma conferência como se aguardasse deste seu parecer a respeito daquilo respirando de forma intensa.

- Bem, nosso tempo é curto, vou explicar algumas coisas que ainda preciso dizer e independem da decisão ou da presença de alguém que ainda não esteja certa na missão. Pode ser que haja combate, então é melhor seja ciência nossa a habilidade dos demais, só depois podemos partir… começando de mim, antes você me viu com um certo movimento no ar, isso é parte de minha magia, eu escrevo…

Minha voz de timbre grave novamente volta a um tom mais sério, afinal, estaríamos traçando um pouco as estratégias e alinhando como nos comportamos em expectativa do que os demais poderiam fazer, para que quando precisássemos, não fosse nenhuma surpresa e tudo corresse tudo bem. Minhas garras à mostra começavam um deslize pelo ar em algo qualquer, letras translúcidas de uma magia que não trazia tanto poder consigo, porém, cujo resultado de fato poderia impressionar e mostrar que haviam poucos limites para o que podia criar. Uma pedra brilhante de certo conhecida pelos mesmos ainda que pudessem duvidar a princípio, surgia no local, de grande porte caindo ao chão da entrada. Diamond.

- … e alimentada por minha mana as letras tomam forma, esta é Diamond, em outras palavras, diamante. Solid script é o nome dela, uma magia para aqueles dedicados a estudos e buscar cada vez mais conhecimento para que também suas criações sejam mais abrangentes. Além disso…

Novamente concentraria-me e voltaria as escritas, porém, escreveria sobre a magia que antes fazia com o começo semelhante, diferente apenas por seu final no qual um sufixo seria adicionado para que o efeito da magia fosse outro e demonstrasse até onde ia de fato minhas capacidades para com aquilo. Diamondless. Nas mesma letras translúcidas, porém, ao invés de criar algo como antes, o que decorria-se era que o diamante antes criado desaparecia, como se nunca estivesse ali, como se nunca houvesse existido.

- … também posso anular a forma de algo, dependendo do que for escrito e até criar fenômenos com certas limitações, como podem notar, em forma e aplicação. Em geral sou uma combatente melhor dando suporte a outros do que sozinha, não que, sozinha eu também não consiga lidar até certo ponto. Posso mostrar o que quero dizer…

Levaria a pata ao queixo e logo depois mirando Nie Li em meu olhar, o face powder era um bom alvo para aquilo, assim acreditava, apesar de não ter visto a respeito de sua magia. Novamente começaria um deslize minha pata pelo ar, em tons azuis desta vez e quando pronta a escrita, lançava-a sobre o jovem demônio de idade em incógnita de centenas, de anos. Wizard. O mesmo poderia sentir ao toque de seu efeito suas capacidade mágicas aumentando e uma força tomando conta de si, suas magias com aquilo naturalmente tornariam-se mais poderosas.

- … desta forma, eu posso auxiliar outros, ou, usar em mim mesma para algum proveito. Por ultimo… e também, talvez mais estranho para vocês, minha raça possui uma certa habilidade, apesar de não ser o mesmo para todos, algo como… bem, melhor mostrar.

Afastaria-me um pouco evitando novos abraços da garota Alice Lindell enquanto faria aquilo que exigia um pouco de espaço. O que antes seria amarelo em meu pelo brilharia em um certo tom de azul, enquanto gradualmente meu tamanho ia-se ampliando de forma consideravelmente relevante, de meus noventa centímetros, a ponta de minhas orelhas chegariam a tocar a marca dos dois metros de altura, enquanto a extremidade de minha cabeça em torno de um metro e setenta e seis centímetros. Minha forma também seria consideravelmente mais humana e de alguma forma misteriosa e mágica, meu vestido também manteria seu tamanho em conjunto, o que, não acontecia com a arma em questão que deslizava de minha costas para minha cintura como um cinto, com um movimento de braço no processo, como uma adaga presa na cintura. Por baixo do tecido, pela diferença de tamanho em minhas costas era mais perceptível uma faixa de tecido enrolada quase como um sutiã que segurava os seios que nessa forma possuía, assim como também, mais partes de meu corpo tornavam-se mais… “humanas”.

- Esta forma é conhecida como battle mode, ao menos, eu sinto que é algo assim. Descobri sobre ela recentemente, mas, concentrando-me bem eu consigo despertá-la e me torno um pouco mais… poderosa, eu diria. No mínimo, maior.

A última frase seria acompanhada de uma certa gargalhada de minha parte achando um pouco de graça, seja pelas expressões que certamente demonstrariam certa surpresa pela mudança de forma ou, que por agora via Alice e como para um ser humano, ela seria de uma estatura bem baixa, ainda que, mais alta que eu seria nos dias de Hikari. Não sabia ao certo qual seriam os conceitos aplicáveis a mim naquele parâmetro, mas, me sentia de fato bela e confiante quando ascendia aquele estágio, como se fosse apenas natural me sentir cheia de algo que talvez perdia quando não, a confiança para enfrentar o desconhecido de frente.

- Bem, apenas para mostrar pois, há um certo gasto enérgico e mantê-la é bem exaustivo, então, de volta às origens…

O que antes fora um crescimento novamente tornava-se o avanço para minha altura e forma original, as marcas amarelas e meus amados noventa centímetros de minha aparência quase pura felina. Balanço meus ombros e trago novamente o coldre de minha adaga para minhas costas que, neste tamanho é quase uma espada para mim e cai mais bem neste local. Observo também que parte do veneno na lâmina já foi gasto, mas, não vale a pena repor no momento, ao menos, assim acredito, esperando não estar errada e essa carga fazer falta.

- Não irei forçá-los a mostrar o que são capazes de fazer, porém, é algo que pode ser a diferença quando tivermos de pensar rápido para agir.Deixo a escolha de vocês.

Diria sorrindo de maneira sutil e abrindo espaço para que falassem, sendo negativa ou positiva e me prontificando a observar ali o que seria feito ou não pelos mesmos, além, de, ainda estar adepta a espera e resposta de Nie Li a respeito da ida ou não de Alice conosco, já que era uma decisão importante levar conosco a senhorita Lindell.

Voltaria então ao movimento discursivo de antes, apenas para explicar um pouco a respeito novamente da missão, dando também mais detalhes, sendo motivada pelos ventos uivantes de minha alma, minhas vidas incessantes aconselhando-se e conflitando-se a abrir-me com estes em busca de algo ou alguém, que pudesse aceitar minha estranha verdade.

- Voltando aos detalhes, o assassinato em questão que estou investigando aconteceu faz alguns anos. Em torno de quatro ou cinco para ser mais específica, não tenho a informação precisa disto. A vítima era uma garota não muito mais jovem que você Alice, ela estava protegendo seu irmão quando foi morta por ambição destes que perderam clientes para o talento do rapaz. Pelo que lembro do tamanho de sua organização acredito que estejam conectados a alguma guilda ilegal, é estas que estamos buscando. Independente de não ser o caso de ser a mesma guilda, encontrando alguma que adote esses crimes hediondos, também não planejo poupá-los. Me seguiriam mesmo que eu comece uma guerra contra aqueles que fazem isso? Se sim, então partimos agora.

Mais coisas poderiam ser ditas pelo caminho, mas, até aquela altura já era bastante informação que teria os dado. Se viessem, isto incluía Alice, os passos que saíam da guilda já rumavam para a cidade gelada que eu tinha como primeira meta, esperandos er acompanhada e segurando um pouco meu ritmo para que não fosse difícil acompanhar, mas, acelerando o passo pela pressa de minha chegada que desejava que fosse o mais breve possível, junto destes. Podia sentir em minhas costas os olhares dos três, preocupados, mas, também confiantes de meu retorno. Eu o faria ser certo, honraria a confiança de cada membro.

- Na volta, quem sabe Alice, nós passamos e tomamos um sorvete. De fato, tenho agora uma certa vontade tomá-lo, mas, como uma parabenização de nosso retorno, o que acha? Gosta de sorvete também Nie Li? Espero que sim.

Um sentimento nostálgico me invadia nessa partida, algo ali fosse tão próximo, como se outros dias voltassem. Algo na presença de Nie Li me lembrava a respeito de Halri Deijin, o tal irmão a quem protegia, ainda que sem laços de sangue, como agora também o era. Havia mais semelhanças entre eles senão serem andarilhos, ao menos, anteriormente? Talvez, quem sabe, o demônio me desse as cores que faltam ao meu mundo… vermelho.


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Postado em Seg Set 03, 2018 5:41 pm


A jornada se inicia
"Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo." • Sakyamuni
• Um mundo cinza •
O
que é empatia? É a capacidade de se colocar no lugar do outro, de conseguir simular emoções ou de se identificar algo semelhante a si mesmo em outra pessoa. Pela própria definição da palavra, sempre acreditei que poucos seres conseguiriam sentir esse tipo de relação comigo, afinal, tive uma vida dura cheia de batalhas, discriminação, preconceito, solidão e ódio, e sendo bem realista, quantos passaram por sequer metade do que passei? Por isso fiquei me perguntando durante o restante de minha interação com a mestra da guilda, de que seria impressão minha, ou quando a dei aquele sorriso, senti que Kurai havia entendido meu sentimento de empatia? Talvez não vou saber a não ser que pergunte, mas creio que este não seja o melhor momento, quem sabe mais tarde, durante a jornada seja uma situação mais propícia, de uma forma ou de outra a vigem muito provavelmente não será curta, terei muito tempo para pergunta-la.

Depois que me apresentei, recebi uma resposta bastante amigável da mestra da guilda - "Certo Face Powder, é um prazer conhecê-lo e conhecer o nome que leva consigo, Nie Li, me lembrarei de seu nome." - E apesar de acompanhar aquele estranho "apelido", se é que posso chamar assim, senti algo a mais naquelas palavras, como um reconhecimento silencioso, até mesmo um respeito por minhas ações anteriores, que eu havia julgado serem de alguma forma exageradas ou até mesmo exageradamente pomposas e espalhafatosas, mas sinceras. Como eu havia dito e pensado antes, não me importo em como ela me chama, desde que possa ver aqueles pequenos, mas belos olhos vermelhos, acredito que estará tudo bem, afinal, rótulos não são importantes, sempre fui chamado de monstro, demônio assassino, fera horrenda, demônio infernal, criatura horrível, e afins, então mais um tipo de nome, ainda mais um tão inofensivo quanto esse, realmente não incomoda. No final da contas, "Face Powder" já não me parece tão ruim... chega até a ser... carinhoso? Não sei, talvez já esteja pensando um pouco demais sobre a escolha de apelidos da mestra da guilda, nada disso importa verdadeiramente, ela pode me chamar do que quiser e aceitarei de bom grado.

Pensei também na ironia da situação, pois aqui estava eu, um demônio com um chifre e uma carapaça negros na cabeça, com um olho esquerdo cinza com fundo também negro, taxado como monstro homicida pelo humanos, e em minha frente estava a pequena Kurai, com seu pelo negro acompanhado de detalhes amarelos, grandes olhos vermelhos, e mesmo com uma adaga nas costas, ainda dava esse sensação de ser um "bichinho fofo", ou quem sabe "algo fofo", não acho que ser de outra espécie deve ter dado muitas vantagens para ela no quesito preconceito, assim como eu, e mesmo sendo de mundos completamente diferentes, parecia um ligação predestinada, quase como se nossas almas tivessem saído de nosso corpos e se abrasassem em comunhão, uma abraço de entendimento, até mesmo de compreensão. Pensando em tudo isso, ri internamente, pois a vida... é realmente engraçada, quem diria que depois de 723 anos de luta, solidão e sofrimento, eu encontraria tal ser em meu caminho, alguém que a primeira vista já teria me feito sentir diferente, ou melhor, alguém que teria me feito sentir.

O pequeno Nie Li de 7 anos a muito havia morrido e sido enterrado nos confins de minha alma, talvez até tenha sido apagado e corroído durante os 500 anos de confinamento, provavelmente apenas resquícios flutuavam em meio a minha alma manchada pelo massacre e ódio, pequenos pedaços de um ser que só queria se divertir e brincar na floresta com seus amigos, crescer e seguir os passos de seu pai trabalhando na carpintaria da vila, ter uma namorada, uma esposa, até um filho eventualmente, quem sabe? Seria uma vida ótima do ponto de vista de um humano comum, mas quem esperava que esse pequeno garoto foi brutalmente assassinado por aqueles que mais amava, que mais procurava proteger, apenas por ter se tornado um pouco diferente deles? Acho que seria mais correto dizer que, quem esperava que esse pequeno e amável garoto em um ataque de fúria massacraria toda sua vila, pessoas que mais amava e queria proteger por terem inicialmente acabado com o seu coração humano? Mesmo sendo minha própria história, as vezes sindo que é quase como uma lenda, uma história triste e melancólica contada por grupos sentados ao redor de fogueiras tentando assustar seus pares, quase como uma brincadeira, dizendo para si mesmos que isso jamais aconteceria na realidade, e que os outros estavam sendo bobos por estarem com medo dessa história impossível.

Depois da morte desse pequeno garoto é que nasceu definitivamente o demônio sanguinário Nie Li, uma criatura sem coração, cruel, sem sentimentos, sem empatia, que não podia ver um humano que o mataria, ou pelo menos era assim que viam na época, apesar de apenas eu saber que nada disso era e nem é verdade. Eu sinto, é bastante difícil acontecer, mas eu sinto, pela falta de identificação e conexão com outras pessoas, talvez esses sentimentos tenham ficado enterrados junto com os restos da alma daquele pequeno garoto, e foram cada vez mais fundo durante meu isolamento de 500 anos, fundo o suficiente para que minha própria alma se assemelha-se a um antigo campo de guerra, de terra batida e seca, salpicada com sangue, tanto meu quanto dos meus inimigos, fraturada e perfurada por armas que representam cada um dos humanos que já matei em minha vida. Em meio a esse cenário obscuro, no exato lugar em que esse pequeno rapaz foi enterrado, eu finalmente tive a sensação de uma pequena planta avermelhada com apenas 2 pedúnculos que levavam a duas flores de mesma cor, e se assemelhavam a um par de olhos aparecer, como um sinal de que aquela terra não está tão morta, e tampouco perdeu sua habilidade de cultivar novos sentimentos. Talvez só precisasse do ambiente certo para crescer.

Chamei aquela flor simbolicamente de Kurai. No meu mundo cinza, uma flor vermelha nasceu.

Depois que me transformei em demônio, só tive um amigo, ou devo dizer... aprendiz? o jovem garoto pássaro, e apesar do apelido que lhe dei, é apenas um humano que acha que é um pássaro devido a sua criação, e se não me engano seu nome é Sasory ou algo do tipo, que por algum razão me chamava sempre de grande corvo branco, e me adotou como mestre por gostar na minha magia gravitacional. Pensando bem, ele realmente achava que eu era um corvo? não sabia como reagir na época, mas como agora, eu também não ligava para títulos os nomes, então também não me importei com aquele. Como será que ele reagiria se ele soubesse que finalmente entrei em um, como diria ele, "ninho"? e que agora mesmo tinha criado um afeto tão grande por um ser que escolheria de bom grado dedicar minha vida para protegê-lo? Começo a me perguntar, será que o garoto está bem? Faz algum tempo que não o vejo...

Pego em meio a meus pensamentos introspectivos sobre o presente e lembranças do passado, ou talvez devesse chamar de tormentos, novamente tenho minha mente acalmada ao ser encarado por aqueles olhos vermelhos, situação que ainda é um mistério para mim, quando foi que passei a ser tão... complexo? sempre fui bastante simples e direto, do tipo que se não mexerem comigo, não mexerei com eles, e se me ameaçarem, irei assassina-lo a todo custo, meus pensamentos sempre foram bastante lineares, sem espaço para dúvidas ou questionamentos, apenas decisões rápidas e frias com base no meu entendimento da situação. Sendo tirado de meus devaneios, ouço algumas palavras vindo da mestra da guilda novamente - "Em verdade lhe digo Face Powder, sou muito grata a tudo que disse e suas disposição, de verdade…" - Por alguma razão ela abriu um sorriso, meu coração pulou uma batida nesse momento, e posso jurar que senti meu rosto um pouco mais quente do que o habitual, isso deveria acontecer? Bom, nunca aconteceu antes, o que é esse sentimento? Mas antes que pudesse pensar muito sobre isso, ela continua - "eu consigo entender um pouco o que houve com você, há muito tempo eu também era hu..." - Fiquei intrigado com o final da frase, talvez tenha demonstrado isso com alguma expressão facial involuntária, mas ela acabou a frase de forma abrupta nesse momento por ter sido interrompida por um grito de uma garota que se aproximava de nós a uma velocidade estonteante, e assim como eu, Kurai teve sua atenção tomada pela menina - “Kuraaaai! Enfim eu te achei!” - Provavelmente era algum outro membro da guilda, quem sabe também fazia parte da missão? De uma coisa tenho certeza, a interrupção abrupta da garota fez Kurai reconsiderar continuar o assunto anterior, então apenas observei a situação se desenrolar sem atrapalha-las.

Aquela era uma bela garota, ao menos nos padrões humanos, dotada de longos cabelos loiros, os quais tem seus fios dourados quando banhados pela luz do sol, refletindo delicadamente seu tom de ouro, sendo extremamente lisos e bem volumosos, escorrem pela estrutura da garota e chegam a altura de sua cintura. A menina tem uma pele alva, porém bem rosada em alguns pontos como em suas bochechas, sem nenhum sinal de imperfeição, dando um ar de doçura a ela, assemelhando-a uma boneca. Seus olhos são grandes e em sua expressão, paira um olhar meigo e acalentador, atribuídos por uma cor azul que varia entre tons de ciano e piscina de acordo com a iluminação. Apesar da pouca idade, Alice é agraciada por um corpo curvilíneo, bustos fartos, silhueta sinuosa e bem voluptuosa. Além de  estar usando uma presilha de formato de borboleta da mesma cor de seus olhos, adereço que chamou minha atenção. A garota tem cerca de 1, 60 metros de altura, um pouco mais baixa que eu.

- "Sempre tão fofinha... já estava com saudades, Kurai. Sabe, eu queria muito te fazer um convite!" - disse a garota entusiasmada ao extremo, enquanto abraçava a mestra da guilda com bastante carinho e acariciava seus pelos, toda essa animação deve ser algo da personalidade dela, ou é apenas uma reação por estar muito feliz? Fico me perguntando, mas acho que isso não importa - Olá Alice… e qual seria esse convite? - Respondeu Kurai de forma amigável, o que me faz achar que se conhecem a algum tempo por conta da intimidade demonstrada pela garota, que aparentemente se chama Alice, nome que me lembra um dos poucos livros que me leram quando eu era uma criança humana, ou ao menos alguns poucos trechos dele, em que havia uma princesa chamada Alice, moradora de um castelo e era salva por um belo príncipe do terrível... monstro... agora, pensando bem, não gosto mais tanto dessa história...

Antes que a garota pudesse finalizar seu convite, olha para mim com um grande sorriso singelo no rosto, falando animadamente - "Oie, sou Alice Liddell! Espero não estar atrapalhando os dois. Sabe, eu queria muito convidar Kurai e uns amigos para tomar um sorvete em uma sorveteria muito boa. Se quiser, também será super bem vindo!" - Creio que queria se mostrar amigável, e devo admitir que obteve sucesso, já que quase todos que se aproximaram de mim tinham terror em seus olhos, mas nos olhos dessa garota só havia sinceridade, então a retribuí da mesma forma:

- Olá senhorita Liddel , meu nome é Nie Li, é um prazer conhece-la! mas o qu-

Antes que pudesse terminar minha fala, fui surpreendido por um abraço repentino, e esse gesto veio acompanhado de uma fala que me deixou bastante perplexo - Você é muito lindo, moço. Espero que possamos ser amigos! - Como eu estava de frente para Kurai, pude ver um sorriso se formar em seu rosto, e novamente meu coração pulou outra batida, eu anda não entendo o por que disso acontecer cada vez que ela sorri, mas logo fui tragado de meus pensamentos quando olhei para baixo e vi a garota pendurada em mim. E pode-se imaginar que não fui muito elogiado ao longo de minha vida, então não tive a melhor das reações, mas ao menos foi espontâneo:

- Err... obrigado senhorita Liddel... - digo levando minha mão para trás de minha cabeça fazendo uma expressão meio envergonhada - A senhorita também é bastante bonita

Falei de forma um pouco rígida, mas espero que ela tenha notado que foi sincero. E depois que a garota me soltou, Kurai colocou sua pata sobre sua cabeça e voltou a interagir com ela - "Talvez esta não seja a melhor hora, minha cara, estamos partindo em um certo trabalho…" - Creio que ela disse isso esperando que Alice fosse embora e mesmo estando de costas para mim, tenho quase certeza de que a garota não tinha intenção alguma de sair, pois seu corpo não se moveu 1 centímetro sequer. Olhei para Kurai, que parecia pensativa, provavelmente considerando se a permitiria nos acompanhar nessa jornada, afinal, pela própria natureza do objetivo da missão, o perigo poderia estar sempre a espreita, e acredito que a maior preocupação da mestra é em relação a Alice, afinal de contas, ela teria que se responsabilizar por sua proteção. Eu não disse nada, nem mudei minha expressão, seguiria de acordo com as vontades de Kurai de uma forma ou de outra - "… mas… bem, se estiver livre e de acordo, pode vir conosco nesta jornada. É uma missão grande e sem recompensa financeira, mais riscos que ganhos, cabe a você decidir se quer saber mais a respeito e partir conosco para Shirotsume town. Está de acordo Face Powder?" - Kurai se dirigiu a mim ao final da frase, e é claro que eu não recusaria, pois a mestra da guilda silenciosamente já havia permitido que nos acompanhasse, então apenas assenti positivamente e dei um singelo sorriso em resposta. Foi bom sentir que ela me considerou antes de aceitar leva-la conosco, isso demonstra uma boa liderança.

Kurai continuou com seu discurso - "Bem, nosso tempo é curto, vou explicar algumas coisas que ainda preciso dizer e independem da decisão ou da presença de alguém que ainda não esteja certa na missão. Pode ser que haja combate, então é melhor seja ciência nossa a habilidade dos demais, só depois podemos partir… começando de mim, antes você me viu com um certo movimento no ar, isso é parte de minha magia, eu escrevo…" - Pensando de forma mais direta agora, realmente não sou familiar com o tipo de magia da mestra da guilda, o que seria? Conhecer as magias uns dos outros antes de ir é de suma importância na hora de um combate, para que ninguém se surpreenda em meio a luta. E realmente eu havia me perguntado o porquê de todos os acenos e movimentos de suas patas no ar anteriormente, então acontece que sua magia tem esse tipo de método, que aparentemente se tornou algum tipo de hábito em seu dia a dia... Olhei com bastante atenção quando ela escreveu "Diamond" em pleno ar, que acabou se transformando em um objeto feito de uma pedra brilhante semelhante a um diamante, e pelo peso, foi ao chão no mesmo instante, e então ela continuou sua explicação -" … e alimentada por minha mana as letras tomam forma, esta é Diamond, em outras palavras, diamante. Solid script é o nome dela, uma magia para aqueles dedicados a estudos e buscar cada vez mais conhecimento para que também suas criações sejam mais abrangentes. Além disso…" - Então realmente o objeto que foi criado a partir do mana da Kurai se tornou um diamante verdadeiro? isso é bem impressionante, mas ainda mais impressionante é o que fez em seguida, voltando a escrever no ar, no início repetindo os passos de antes, escrevendo "Diamond", mas dessa vez adicionando uma última sílaba "less", e aquela palavra que antes se tornou diamante, dessa vez fez com que o diamante que acabara de cair no chão desaparecesse sem vestígios.

A magia da mestra é impressionante, poder criar algo do nada e poder "deletar" as coisas é incrível, tem aplicações infinitas e diversos meios de uso, eu ao menos gostei bastante. Ela então continuou sua explicação sobre a magia - "… também posso anular a forma de algo, dependendo do que for escrito e até criar fenômenos com certas limitações, como podem notar, em forma e aplicação. Em geral sou uma combatente melhor dando suporte a outros do que sozinha, não que, sozinha eu também não consiga lidar até certo ponto. Posso mostrar o que quero dizer…" - pelo tipo de magia que Kurai havia demonstrado, imaginei que ela realmente preferisse um papel de suporte nas batalhas, mas só percebi o potencial disso quando ela apontou sua pata para mim e começou a escrever no ar novamente, mas agora a palavra foi "Wizard", então a luz azulada da palavra se afundou em meu corpo, e imediatamente senti meu poder mágico se elevar abruptamente, imaginei naquele momento que qualquer magia que eu lançasse seria muito mais forte do que antes, mas Kurai continuou sua fala antes que eu pudesse testar esse poder - "… desta forma, eu posso auxiliar outros, ou, usar em mim mesma para algum proveito. Por ultimo… e também, talvez mais estranho para vocês, minha raça possui uma certa habilidade, apesar de não ser o mesmo para todos, algo como… bem, melhor mostrar." - Kurai se afastou por alguns metros e após se concentrar por alguns instantes, as marcas amarelas em seu corpo começaram a brilhar em tons azuis, ao mesmo tempo que seu corpo gradualmente crescia em tamanho de forma considerável, de seus noventa centímetros, a ponta de suas orelhas chegariam a tocar a marca próxima dos dois metros de altura, enquanto a extremidade da sua cabeça alcançaria em torno de 1,75 metros. Essa forma de Kurai também é consideravelmente mais humana e de alguma forma misteriosa e mágica, o vestido que estava usando anteriormente também manteve seu tamanho em conjunto, o que, não acontecia com sua adaga, que deslizava de suas costas para a cintura como um cinto, com um movimento de braço no processo, como uma adaga presa na cintura. Por baixo do tecido, pela diferença de tamanho, uma faixa de tecido enrolada quase como um sutiã que segurava os seios que nessa forma possuía, assim como também, mais partes de corpo da mestra da guilda tornavam-se mais… “humanas”. Finalizando a transformação, Kurai complementa - "Esta forma é conhecida como battle mode, ao menos, eu sinto que é algo assim. Descobri sobre ela recentemente, mas, concentrando-me bem eu consigo despertá-la e me torno um pouco mais… poderosa, eu diria. No mínimo, maior."

- Battle Mode... - murmurei de forma inconsciente.

Sem que eu pudesse perceber, meu sangue começou a ferver sob a minha pele, meu coração disparou por alguns instantes, como se tivesse sido estimulado pela transformação que acabei de ver, o que me deixou com a pergunta, será que tenho uma transformação do tipo? meu corpo tem vontade de se libertar, mas parece que não sou forte o suficiente, então segundos depois meu corpo se estabiliza novamente e volto a calma habitual. Mas não pude deixar de engolir em seco quando dei um segundo olhar para Kurai nessa forma de batalha, ela estava... ainda mais bonita... e sem dúvida aquela era a forma em que se sentia o mais confiante, eu pude ver o brilho em seus olhos, e não sei quando, esbocei um sorriso bobo naquele momento,  fiquei feliz de ver que aquele ser podia me surpreender ainda mais. Pouco tempo depois de ter completado a transformação, Kurai volta a dizer - "Bem, apenas para mostrar, pois há um certo gasto enérgico, e mantê-la é bem exaustivo, então de volta às origens…" - acompanhando essas palavras, a transformação se inverte, e volta a sua forma anterior, arrumando sua adaga nas costas, que agora parecia mais um espada devido ao seu tamanho, Kurai volta a dizer - "Não irei forçá-los a mostrar o que são capazes de fazer, porém, é algo que pode ser a diferença quando tivermos de pensar rápido para agir. Deixo a escolha para vocês." - e voltou a abrir um sorriso, me fazendo ficar mais suave novamente. Kurai abriu espaço para que eu e Alice mostrássemos do que somos capazes, então me adianto a frente dizendo:

- Com licença senhorita Alice, permita-me demonstrar minha magia, por favor, tomem cuidado - Disse confiantes enquanto dizia lentamente - Segredos da gravidade - Campo gravitacional aumentado - com o aumento da gravidade local num raio de 15m a partir do meu corpo, senti meu peso aumentar e a dificultar meus movimentos, mas não mantive a magia por muito tempo, pois é bastante custoso mante-la, e poderia machucar Alice ou mesmo Kurai, então expliquei - Eu uso a Gravity Magic, e basicamente tenho poder de influenciar a gravidade em uma área definida, ou criar pulsos de gravidade, para repelir inimigos ou para aproxima-los também. Como ainda careço de força, não posso utilizar magias de maior força de ataque... por enquanto.

Após mostrar minha magia, abro espaço para Alice, que mesmo se escolher não demonstra-la, continuaria a ouvir o discurso de Kurai - "Voltando aos detalhes, o assassinato em questão que estou investigando aconteceu faz alguns anos. Em torno de quatro ou cinco para ser mais específica, não tenho a informação precisa disto. A vítima era uma garota não muito mais jovem que você Alice, ela estava protegendo seu irmão quando foi morta por ambição destes que perderam clientes para o talento do rapaz. Pelo que lembro do tamanho de sua organização acredito que estejam conectados a alguma guilda ilegal, é estas que estamos buscando. Independente de não ser o caso de ser a mesma guilda, encontrando alguma que adote esses crimes hediondos, também não planejo poupá-los. Me seguiriam mesmo que eu comece uma guerra contra aqueles que fazem isso? Se sim, então partimos agora." - Como havia prometido antes, apenas seguiria os arranjos da mestra da guilda, e mesmo que quisesse ir ao inferno buscar os assassinos, eu a seguiria, então apenas me curvei levemente dizendo:

- Irei para onde comandar, Lider da Guilda, até ao inferno se necessário - Olho diretamente nos olhos de Kurai liberando levemente minha aura de intimidação de nível mestre junto a um sorriso, para demonstrar meu ímpeto.

Eu estava preparado para seguir os comando da mestra da guilda, e é claro, se Alice decidir nos acompanhar, protege-la para que a missão seja um sucesso. Por alguma razão eu estava bastante animado, acho que é provavelmente pela oportunidade de matar novamente, e mesmo eu não gostando de admitir, minha alma agora anceia por vidas, ainda mais vidas de lixos que cometem assassinatos. Então apenas preparo para iniciar a viagem, quando ouço mais uma fala de Kurai - "Na volta, quem sabe Alice, nós passamos e tomamos um sorvete. De fato, tenho agora uma certa vontade tomá-lo, mas, como uma parabenização de nosso retorno, o que acha? Gosta de sorvete também Nie Li? Espero que sim." - Fico um pouco perplexo com o convite, mas ainda mais perplexo com uma coisa, que saí involuntariamente de minha boca:

- Errr... O que é sorvete? - pergunto de forma envergonhada, pois parece que elas gostam muito disso, mas sincero, pois realmente não sei o que é, provavelmente deve ter sido inventado nos últimos 500 anos em que eu estava selado na caverna, será que é bom?

Em meio a meu mundo cinza, cabelos dourados apareceram também.



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Jūryoku no himitsu - jūryokujō no zōka (Segredos da gravidade - Campo gravitacional aumentado):

Nome: Jūryoku no himitsu - jūryokujō no zōka (Segredos da gravidade - Campo gravitacional aumentado)
Rank: D
Base: Suporte
MP Gasto: 20 + 10 por turno ativo
Duração: Até 3 posts
Alcance: 15m a partir do usuário em todas as direções
Descrição: Utilizando o poder da Gravity Magic, o usuário cria um campo gravitacional em torno de si, multiplicando o valor o valor da gravidade local por 1,5x, diminuindo a velocidade de movimento dos alvos atingidos pela técnica.
OBS: A magia cria um debuff de - 2m/s para todos os afetados pela área da técnica (inclusive a si mesmo), se a força mágica do usuário for maior que sua resistência mágica do(s) alvo(s).
OBS: Por consequência do aumento de 1,5x da gravidade, tudo na área fica com peso 50% aumentado.
Nie Li
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Nie Li

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Postado em Ter Set 04, 2018 10:15 pm


Fantastic beings: a demon and a cat.

Kurai estava fofa como sempre. Seus pelos negros e macios em contato com a minha pele chega davam um certo arrepio. Uma felina de pelos negros e olhos ardentes em tons como as das estrelas brilhantes que iluminam as noites mais escuras, assim também uma marca circular em sua testa. Possui uma forma atlética, conferindo-lhe certa agilidade assim como uma calda longa e flexível, além de felpuda para um bom equilíbrio e desenvoltura durante um voo como uma espécie de plumagem que adere ao vento. E era tão pequenina, tanto que me encantava em imaginar que um ser tão fofo e meigo quanto ela ocupasse um cargo de patente tão algo quanto o de um mestre da guilda. Isso traz grandes responsabilidades, liderar uma associação para que ela seja forte e imponente como a Blue Pegasus, não é uma tarefa fácil, é no mínimo digno de admiração. E a querida felina parece desenvolver tão bem esse papel, eu a aprecio sinceramente e verdadeiramente. De tal forma que quanto mais tempo passo nessa guilda mais quero poder me dedicar a ela, e mais me sinto animada para crescer e me tornar forte como Kurai. Só de imaginar a admiração que conseguiria de minha família ao me tornar uma pessoa tão importante quanto essa gatinha, é de me fazer suspirar. Seria algo de verdade muito bom, apesar de que não baseio minha vida nesses anseios. Eu sei bem o quanto meus pais me amam de verdade e não iriam se importar caso eu não viesse a me tornar alguém de influência assim, só de eu já estar feliz já é o bastante para que eles fiquem felizes comigo. E por isso eu digo e afirmo ter uma ótima família, a qual merece todo o reconhecimento e amor que eu possa oferecer a eles. E não digo só de meu pai e minha mãe, mas também do meu querido irmão mais velho, assim como todos os funcionários que trabalhavam lá na casa de meus pais. Todos tão preocupados comigo. O que me leva a pensar em escrever uma carta para eles, não sei bem quanto tempo vou demorar para voltar para casa, mas acho que seria super válido fazer como um diário, ir escrevendo cartinhas para eles, contando minhas descobertas aqui na guilda. Por que eu não tive essa ideia antes? Nossa, me sinto até uma idiota de não ter imaginado em fazer mais cedo. Acho que hoje mesmo vou escrever um texto para eles. Contar sobre todo mundo que eu conheci aqui. Já poderia até começar a imaginar no que iria dizer nos primeiros parágrafos, a como poderia começar a introduzir tudo o que tem me acontecido desde então. Pois aconteceram tantas coisas, e de maneira tão rápida, que eu acredito que teria que parar por um tempo para imaginar e colocar tudo certinho em uma ordem cronológica para anotar e explicar a eles. Se bem que... bem provável que eu desista e vá logo visitar eles de uma vez. Assim eu conto tudo pessoalmente que é melhor, não é? Pelo menos eu acredito que sim, até porque mesmo que eu me atrapalhe toda contando tudo, meu pais já estão acostumados com esse meu jeito meio doido, de falar mais do que a boca dá conta, e acabar me atropelando toda para contar as coisas.

Enfim, tantos devaneios se iniciaram enquanto eu me afagava na pelagem macia de Kurai, a gatinha magnífica. Olá Alice… e qual seria esse convite? ela me respondeu, de maneira bem simpática. Uma das coisas que eu mais amava nela era isso de não se importar muito comigo a apertando forte dessa maneira que faço. Porém com meu jeito totalmente esprivitado, eu mal consegui me concentrar ainda olhando para a gata. Então logo ao me virar para o grandão de corpo branco e fiz o meu convite, chamando ele também para participar da comilança de sorvete. Possivelmente seria mais um amigo a se fazer. Olá senhorita Liddel , meu nome é Nie Li, é um prazer conhece-la! mas o qu- ele ia me respondendo quando logo acabei por interrompê-lo em meio ao abraço que inevitavelmente lhe daria. Err... obrigado senhorita Liddel... A senhorita também é bastante bonita ele pareceu se envergonhar ligeiramente. Será que não estava acostumado com elogios? Um homem tão bonito quanto ele deveria ser elogiado sempre. E não digo isso de forma maliciosa, espero também que ele não interprete dessa forma.

— Ai nossa, muito obrigada mesmo! — Fiquei meio corada pela retribuição do elogio. Espero que não seja apenas por educação que ele tenha dito isso, e sim porque realmente achou o que disse. De qualquer maneira, apenas sorri e considerei seu elogio. E na verdade ele não pareceu estar mentindo, pois ele passa a imagem de um homem que realmente fala o que pensa, que é sincero acima de tudo. E eu espero que seja assim mesmo. Kurai parece confiar nele, pela forma com eles eles conversavam, então por que não confiar também? Sorri alegremente com os olhos levemente fechados para ele. “Talvez esta não seja a melhor hora minha cara, estamos partindo em um certo trabalho…” Trabalho? Logo pensei, então se tratava de um assunto sério mesmo? Achei que não iria atrapalhar em nada, e que minha presença não era nenhum tipo de incômodo para o que estava acontecendo ali. Muito pelo contrário, eu só tinha a intenção de trazer boas novas e quem sabe alegrar um pouco mais o dia deles. Então, eu deveria sair dali? Deixar eles e ir embora? Isso de certa forma acabaria por entristecer um pouco o meu semblante, que antes estava tão alegre. Contudo, antes que eu pudesse me virar e sair dali, ela continuou: “… mas… bem, se estiver livre e de acordo, pode vir conosco nesta jornada. É uma missão grande e sem recompensa financeira, mais riscos que ganhos, cabe a você decidir se quer saber mais a respeito e partir conosco para Shirotsume town. Está de acordo Face Powder?” Uma missão? Então não é simplesmente qualquer tipo de trabalho, eles estavam indo embarcar em uma aventura, e Kurai estava cogitando a minha participação! Meus olhos de imediato começaram a quase lacrimejar, de forma que estava quase de certo chorando. Mas ainda faltava o apoio de Nie, o homem branco, o qual a felina se referiu como Face Powder. Por que mesmo que ela iria se referir a ele assim? Começo a acreditar que ela gosta de dar apelidos aos membros, pois ela comumente me chama como Coelhinha, enquanto que também arranjou apelidos para Nade e Yusuke, o Titereiro e o Cavaleiro Fantasma, respectivamente. Deve ser uma forma carinha de se referir aos membros de sua guilda. Contudo, sem remediar, após as palavras proferidas pela felina, olhei ligeiramente para Nie Li, e ele por sua vez apenas assentiu as palavras de Kurai em meio a um singelo sorriso, o qual me levou quase ao delírio.

— Então, isso quer dizer que... eu estou mesmo em uma missão com você?! Poxa, eu nem acredito que estarei ao lado da própria mestre em uma missão! Eu nem preciso dizer que eu super aceito, não é?! — Expressei com um ar cintilante. Meus olhos conseguiriam brilhar ainda mais após essa notícia. Eu que antes achei que estava atrapalhando, que vim com um inocente convite para ir tomar sorvete, jamais imaginaria sair daqui com uma missão para fazer ao lado de Kurai. Então, antes que eu pudesse continuar a manifestar a minha alegria, a gatinha magnífica continuou em sua explicação: “Bem, nosso tempo é curto, vou explicar algumas coisas que ainda preciso dizer e independem da decisão ou da presença de alguém que ainda não esteja certa na missão. Pode ser que haja combate, então é melhor seja ciência nossa a habilidade dos demais, só depois podemos partir… começando de mim, antes você me viu com um certo movimento no ar, isso é parte de minha magia, eu escrevo…” assim como fez quando entrei para a guilda, Kurai tinha em mente que soubéssemos mais um pouco da minha um do outro. Ela ainda não tinha mostrado a sua, então logo fiquei atentamente olhando para os movimentos da gata. A felina de pelagem negra a partir de uma de suas unhas começou a desferir no ar, como se estivesse usando a própria pata para de fato escrever algo, como ela mesma havia dito. Não consegui entender muito bem o que ela estava escrevendo de início, mas depois a palavra foi tomando forma junto a uma luz cintilante, e então consegui ver seu resultado final, “Diamond”, escrito em pleno ar. Após o término da magia, a palavra tomou realmente forma literal do que estava escrito, fazendo um amontoado de diamante cair no chão. Eu olhei admirada, boquiaberta. Meus olhos poderiam refletir o brilho daquele tanto de diamantes, nunca havia ficado tão próxima de uma quantidade tão grande de uma joia tão rara e valiosa assim. Já vi diamantes antes, minha mãe possui várias joias lindas de pedrarias com alguns desses minérios preciosos encravos. Mas nunca em uma quantidade tão grande assim. Tenho certeza que Nie também ficou impressionado. Logo ela continuou a explicação a respeit de sua magia: “… e alimentada por minha mana as letras tomam forma, esta é Diamond, em outras palavras, diamante. Solid script é o nome dela, uma magia para aqueles dedicados a estudos e buscar cada vez mais conhecimento para que também suas criações sejam mais abrangentes. Além disso…” Sendo assim, o nome de sua magia é Solid Script. E pelo o que vi, se ela pode realmente criar o que quiser com o significado literal das palavras, imagina quantas coisas ela não é capaz de fazer? As possibilidades são enormes. Só ficava cada vez mais encantada com a gata. E logo após suas palavras, ela continuou a escrever mais alguma coisa, da mesma maneira que antes, com sua garra em pleno ar. Porém, conforme eu pude perceber, essa vez seria um pouco diferente, ela apenas estava escrevendo ao final da palavra Diamond, não parecia estar de fato iniciando outra palavra do zero. Diamondless foi a palavra final, alterando assim o significado da palavra através de um sufixo, o que acabou por fazer todos os diamantes sumirem. “… também posso anular a forma de algo, dependendo do que for escrito e até criar fenômenos com certas limitações, como podem notar, em forma e aplicação. Em geral sou uma combatente melhor dando suporte a outros do que sozinha, não que, sozinha eu também não consiga lidar até certo ponto. Posso mostrar o que quero dizer…” Ela ainda tinha mais coisas a mostrar e a explicar. Mas para tudo que eu estava ficando mais de cara ainda, com essas inúmeras possibilidades Kurai se especializou em dar suporte? Então, assim como eu, ela usa sua magia da melhor forma para oferecer ajuda aos aliados, assim como eu! Como havia pensado antes, essa gatinha é realmente uma inspiração muito forte para mim. Logo da mesma maneira que fez com as outras palavras antes, ela começou a escrever outra, sendo como resultado “Wizard”, ela pareceu mirar em direção a Nie Li, o qual rapidamente foi abraçado pela imagina. Posso sentir que de alguma forma seu poder mágico aumentou, semelhante a uma carta minha que somada ao meu poder mágico também tem a capacidade de fortalecer um alvo, contudo por se tratar de uma técnica de Kurai, esse fortalecimento deve ser ainda maior. “… desta forma, eu posso auxiliar outros, ou, usar em mim mesma para algum proveito. Por último… e também, talvez mais estranho para vocês, minha raça possui uma certa habilidade, apesar de não ser o mesmo para todos, algo como… bem, melhor mostrar.” Ainda tem mais uma? A felina se afastou um pouco para demonstrar sua próxima habilidade. Ela pareceu se concentrar por alguns instantes, e então as marcas de seu corpo, antes amarelas, começaram a mudar para um tom azul cintilante. E na mesma medida em que ocorria a munda de cor, seu corpo gradativamente ia mudando de tamanho. A estatura de Kurai começava a aumentar, seu corpo não era mais de uma simples gatinha, agora era mais robusto e com traços semelhantes ao da anatomia humana. Ela passou de um felino para uma criatura humanoide. "Esta forma é conhecida como battle mode, ao menos, eu sinto que é algo assim. Descobri sobre ela recentemente, mas, concentrando-me bem eu consigo despertá-la e me torno um pouco mais… poderosa, eu diria. No mínimo, maior."

— Uau! Ai, scorro, é tão linda!!! — Expressei ao ver o resultado final da forma humanoide de Kurai, a chamada Battle Mode. A habilidade não só a tornava um ser maior como também parecia lhe conferir mais poder. São realmente habilidades maravilhosas, dignas de uma mestre de guilda. “Bem, apenas para mostrar, pois há um certo gasto enérgico, e mantê-la é bem exaustivo, então de volta às origens…" claramente a habilidade tinha o seu custo, não seria tão fácil assim liberar um grande poder sem oferecer nada em troca, não é verdade? Kurai sabe melhor do que ninguém suas capacidades e limites, então se uma maga tão poderosa quanto ela prefere não manter essa forma por muito tempo, é porque realmente deve conter grande poder investido. "Não irei forçá-los a mostrar o que são capazes de fazer, porém, é algo que pode ser a diferença quando tivermos de pensar rápido para agir. Deixo a escolha para vocês." A gatinha continuou, e então realmente ela estava fazendo como antes, quando quis que mostrássemos do que somos capazes. Para Nie, esperando que ele tomasse a atitude primeiro, e assim, sem que eu esperasse por muito tempo, o mesmo tomou a iniciativa, dizendo: “Com licença senhorita Alice, permita-me demonstrar minha magia, por favor, tomem cuidado” Tomei alguns passos de distância, o que seria sua magia? Peguei-me em meus pensamentos a respeito das condições mágicas dele, porque para que ele tenha pedido distância, das duas uma: ou ele não consegue controlar bem o seu poder, ou mesmo que ele saiba controla-lo ainda é algo que pode ser extremamente devastador. Duvido que seja a primeira opção, então fico com a segunda mesmo. Após meus passos de distância, Nie Li continuou, falando: “Segredos da gravidade - Campo gravitacional aumentado” Gravidade então? A partir de suas palavras, do nada comecei a sentir meu peso aumentar, como se estivesse algo me puxando com força para o chão, de maneira que meus joelhos levemente se dobraram, e eu já estava casa para sair ali mesmo, porém antes que acontecesse da mesma forma que do nada o efeito começou, do nada ele se desfez. Eu uso a Gravity Magic, e basicamente tenho poder de influenciar a gravidade em uma área definida, ou criar pulsos de gravidade, para repelir inimigos ou para aproxima-los também. Como ainda careço de força, não posso utilizar magias de maior força de ataque... por enquanto. Como eu havia pensado, não é que ele não consiga controlar a sua magia, mas sim que ela tem um efeito muito devastador. Pude então perceber que agora seria a minha vez de demonstrar a minha magia.

— Pois bem, é a minha vez, não é? Minha magia não deve ser tão forte quanto a dos dois, principalmente a sua Nie, não sei se eu conseguiria criar efeitos tão devastadores quanto você. — Olharia para Nie Li, com uma das mãos chegando próxima a uma bolsa minha, que estava na lateral de minha cintura. — Mas acho que posso ser versátil como você, Kurai! —— Nie, comece você. Escolha uma carta! — Esperaria que ele puxasse uma carta. Logo após ele escolher uma, olharia para ele como quem diz “vai lá, pode olhar”, e assim ele mesmo revelaria seu verso, mostrando a gravura. A carta que Nie retiraria seria a denominada The Arrow, a qual tinha a imagem de uma pequena garota segurando um arco e flecha. — Uau, combina com você. A carta The Arrow pode representar bastante o quão destemido alguém pode ser, apesar da beleza que ela revela em seu efeito. Como uma rosa, ela é bela, porém tem seus espinhos. — Expliquei brevemente como eu enxergava a carta, e então parti para a mostra da minha magia. Peguei novamente a carta, segurando-a com os dedos indicador e médio, e então de forma breve concentrei meu poder mágico na carta, a qual começou a brilhar intensamente. Logo, desferi um corte em meio ao ar com o objeto mágico, criando um rastro brilhante de magia no topo de minha cabeça, pois estava mirando o céu. De imediato o brilho da carta se intensificou e deu origem a vários rastros de luz, uns dez para ser mais exatos. Tais rastros eram como flechas luminosas que seguiram em espiral, uma entrelaçando pelo caminho da outra, como se estivessem dançando. Até atingirem uma altura limite, por volta de uns quinze metros, e ali mesmo se desfizeram. — Viram? Por isso eu digo que são belas, porém perigosas. Afinal de contas, é uma técnica ofensiva, né? — Dei algumas risadas, olhando os feixes se desfazerem, dando espaço a pequenos fragmentos de brilhos como um pequeno pó magico, pouco a pouco sendo varrido pelo vento. Após isso, ainda teria duas cartas em minha outra mão, visto isso as estendi para Kurai dizendo: — Toma. Agora é a sua vez. Escolha uma carta como Nie fez, Kurai! — Exclamei em bom tom para a felina, esperando que ela fizesse o mesmo que o homem branco. Retirando uma das cartas, esperaria que ela revelasse sua gravura, assim como fora feito antes. A carta escolhida por Kurai seria a The Shield, em sua gravura teria um escudo ornamentado por penas e envolvido por correntes. — Ah, essa é a The Shield! E sabe, combina com você, Kurai. Assim como já pude perceber, está aqui para proteger seus aliados, e oferecer abrigo a aqueles que precisam, assim como fez comigo, e acredito que tenha feito o mesmo com o grandão branco aqui do meu lado... quer dizer... não me leve a mal, Nie! Desculpe, eu de forma alguma quis te ofender. E eu falo sério quando digo que você é lindo! — De imediato me senti mal pelo o que falei. Não disse por mal, de verdade, mas depois de ter dito veio a minha mente que talvez ele pudesse ficar ofendido comigo. Por isso junto as desculpas, iria em direção a ele para abraça-lo novamente, de olhos fechados, esperando que me desculpasse e não pensasse nada de errado. — Por favor, não me leve a mal! — Dito isso me afastaria um pouco dele, deixando o abraço. E voltaria a Kurai para pegar a carta, e faria como antes, passando parte de meu poder mágico para o objeto, o qual brilhou assim como o outro. Então, uma espécie de cúpula translúcida se formou acima de nós três, guardando eu, Kurai e Nie Li ali dentro. — Bom, era bem sugestivo o que essa carta iria fazer, não? Assim consigo proteger a mim mesma ou a meus aliados. — Depois de minhas falas a cúpula de energia mágica se desfaria, sumindo da mesma forma que as flechas, reduzindo-se a pequenos focos de luz. Ainda havia uma carta em minha outra mão, a qual eu mesma revelaria. — E por último... The Dash! E assim, acho que esse animalzinho da gravura é bem afobado como eu. — Na gravura da carta The Dash tinha um animal esguio que lembrava uma raposa, e ele parecia estar correndo de maneira rápida. Com um sorriso meio malicioso, olharia para Nie Li. Mais uma vez passaria o meu poder mágico para a carta, a qual seria tomada por um brilho intenso de poder, e logo eu a apontaria para Nie, o qual seria o alvo da magia. Uma aura de cor laranja tomaria conta do corpo do mago, e provavelmente ele poderia se sentir mais rápido e ágil do que o de costume. — Assim como Kurai também foco minha magia em dar suporte aos outros. Bem, minha magia está em parte nessas cartas. Card Magic. Tenho outras também, as quais guardo em minha bolsa. A partir delas posso atingir vários efeitos, inclusive posso unir duas cartas para criar um combo ou um novo efeito. Claramente meu poder mágico é fraco comparado ao de Kurai, então meu suporte não é tão efetivo quanto o dela. — Após minhas palavras, esperaria que Nie tivesse aproveitando para provar um pouco do bônus que lhe fora fornecido, pois em seguida o cancelaria, e a aura colorida aos poucos sumiria de seu corpo. Não tinha muita mana para ficar usando muitas cartas seguidas e ainda manter seus efeitos por muito tempo. Agora, já teria mostrado minha magia, então deixaria a felina prosseguir com seu assunto.
“Voltando aos detalhes, o assassinato em questão que estou investigando aconteceu faz alguns anos. Em torno de quatro ou cinco para ser mais específica, não tenho a informação precisa disto. A vítima era uma garota não muito mais jovem que você Alice, ela estava protegendo seu irmão quando foi morta por ambição destes que perderam clientes para o talento do rapaz. Pelo que lembro do tamanho de sua organização acredito que estejam conectados a alguma guilda ilegal, é estas que estamos buscando. Independente de não ser o caso de ser a mesma guilda, encontrando alguma que adote esses crimes hediondos, também não planejo poupá-los. Me seguiriam mesmo que eu comece uma guerra contra aqueles que fazem isso? Se sim, então partimos agora." Um assassinato? As coisas começaram a ficar mais pesadas do que eu estava imaginando. Mas faz sentido, afinal para a própria mestra estar envolvida, não seria qualquer missão besta como as que estou acostumada a fazer. “Irei para onde comandar, Lider da Guilda, até ao inferno se necessário.” Nie complementou a mestra, apontando estar com ela para o que der e vier. E eu? Não quero ser nenhum tipo de problema ou peso morto na missão, mas por outro lado é uma oportunidade única. E eu prometi a minha família que iria desbravar o mundo, iniciar minha jornada e... — Estou disposta! Pode contar comigo, Kurai. Se você acredita que eu consigo. E eu também sei que minha família acredita que eu consigo. Então eu também acredito nisso! Vamos lá!!! — Gritaria de entusiasmos, momentaneamente segurando a mãos dos dois e as erguendo.

"Na volta, quem sabe Alice, nós passamos e tomamos um sorvete. De fato, tenho agora uma certa vontade tomá-lo, mas, como uma parabenização de nosso retorno, o que acha? Gosta de sorvete também Nie Li? Espero que sim." Ela complementaria. Mostrando que não havia se esquecido do sorvete. Eu realmente estou apaixonada por essa gata! Ela é de mais, realmente incrível! Com certeza eu vou querer sim tomar sorvete quando voltarmos. Mas antes que eu pudesse responder, Nie respondeu de uma forma um tanto quanto envergonhada: “Errr... O que é sorvete?” Meus olhos se arregalariam para o homem, enquanto que eu saltaria em sua direção, segurando suas duas mãos e olhando profundamente em seus olhos.

— Como assim? Você não sabe o que é sorvete? Pois bem, deixa eu te explicar: sorte é, simplesmente, e puramente... — Pausaria, fechando os olhos e respirando profundamente. Uma inspiração de longos três segundos, enchendo completamente meus pulmões e induzindo minha concentração. — UM DOS MELHORES DOCES DO MUNDO!!! — Gritaria a medida que arregalaria os olhos para o homem. Como ele não conhecia uma das melhores coisas que tem por aí a venda. Eu mesma poderia passar o dia todo me esbaldando com potes e mais potes desse doce maravilhoso. — Pois você vai ver, eu prometo que não vai se arrepender. Assim como eu prometo te levar para comer o melhor sorvete do mundo! — Daria um grande sorriso para Nie Li, e então lhe daria mais um abraço, logo soltando suas mãos e apertando suas costas. — E além disso, tenho que te apresentar para os meus amigos: Yusuke e Nade. Eles são ótimos, e tenho certeza que vão adorar te conhecer. Yusuke é mais quieto e reservado, ele tem cabelos prateados e é muito gato. O Nade já mais tranquilo e comunicativo, ele é loirinho dos olhos roxos, uma gracinha! Vamos todos comer sorvete!!! Não é mesmo, Kurai?


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Postado em Sex Set 07, 2018 10:46 am

Blood Moons

A caça continua
Um certo sentimento de satisfação e alegria faziam a composição ressonante de meus pensamentos, vê-los ali de fato me alegrava e fazia meu coração sentir-se acalentado. Minhas pupilas vibrantes, estremecendo era o marco e barreira que seguravam as lágrimas que pareciam querer escapar do canto de meus olhos que vagam entre o humano e felino, sendo presentes as glândulas lacrimais que me permitem como estes e como também era eu antes afogar-me em minhas próprias lágrimas. Não o faria entretanto, tomando todo o ar que poderia e buscando uma certa firmeza ainda que aos poucos deixasse que meu verdadeiro comportamento transparecer um pouco mais em minha voz e ações.

Era isso que o sussurro de minha alma incessante e uivante desejava, aquele vento que balança meus pelos e orelhas, que estremecem o bigode felino de meu rosto, que balançam os fios alvos do jovem a minha frente e trazem meu olhar a admirá-lo e perceber que realmente, como posteriormente seria dito por Alice mas com palavras completamente distintas das que usarei aqui. Sua aparência de fato era instigante, o caimento de seus fios longos e suas feições, seu semblante, que transitam entre o humano e o sobrenatural, seus olhos prateados que em seu tom tão gélido carregam o calor de mil almas, de uma vida longa e árdua e de agora encontrar uma nova razão e destino para o desenrolar de sua vida que está sempre transformando-se. A minha eu de outrora, a garota agitada e com uma lábia e tanto que naquele dia foi assassinada, agora inerente ao novo corpo mas ainda livre e com suas expressões e opiniões vindas de experiências, taxas hormonais e uma fisiologia completamente distinta. Se a vida fosse retilínea para essa garota que um dia eu fui, foi alma e corpo que compôs a minha  história hoje eu seria uma adolescente em torno de meus quinze anos, os números sempre são um pouco confusos e nublados, para minhas lembranças algo difícil de determinar, ainda assim, o que importava, nos sussurros do eco daquelas correntes de ar era o claro interesse além do comum pelo jovem vindo dessa parte do que também sou. Da garota humana, da Mirai que tinha tanto em comum com a coelhinha e suas cartas. De minha parte atual e fisiologia atual, como uma Exceed de onze anos, também em minha própria adolescência descrita e tomada de maturidade precoce por minha posição, não entendia bem qual poderia ser minha posição em relação ao garoto meio humano e meio demônio, de verdade, não entendia bem neste critério qual seria nenhum dos interesses. Sabia comigo que um Exceed também não seria o que era necessário para despertar-me para este lado, afinal, já teria encontrada alguém de minha própria espécie, do sexo masculino e também com interesse para comigo que eu não pude retribuir ao mesmo de forma alguma, vendo-o somente como um amigo. Por hora, dentre as almas de uma alma só, com vivência e experiência, apenas o que veria seria isto também para com Nie Li, aquele que estaria a frente. O futuro não cabe a mim e o destino escreve-se a cada passo dos envolvidos, quem sabe, dependendo de como flua o rio de nossas ações este desfecho se altere e eu possa ver com os olhos de Miria e não com as luas de sangue que agora são meu contato com o mundo.

Seria estranho o fato de dialogar comigo mesma em meu interior? Entre Mirai e Miria as distintas versões de minhas vidas que conectam-se, tão próximas e de certa forma, semelhantes ou até idênticas, afinal, somos a mesma vidas, mas, distintas por nosso fenótipo, pelas experiências que vivenciamos a garota que era uma mercadora a procura de viver sua vida normal ou, a gata de pelos negros que em seus primeiros anos de vida começou a busca por magia e que seguiu até tornar-se em apenas um ano líder de uma guilda entre as grandes. Além de, é claro, a minha dúvida explícita que por vezes busco não pensar a respeito, mas, o que fazia meu corpo antes de ser eu a assumi-lo, ele existia? Ou foi criado do nada por algo além de minha compreensão para que eu assumisse e voltasse a dar meus passos por esta terra, uma segunda chance. Poderia ser que havia outra alma que morreu entre o lixo das vielas em que acordei que cedera sua oportunidade para mim? Quem sabe um dia, investigando meu passado como um todo conseguisse saber algo a respeito disso, porém, este dia não seria hoje.

Hoje, apenas continuo o retrato de minha observação pelos olhos de ambas experiencias, ver Alice, me ver em Alice enquanto aquele vento cobria seus fios loiros e os balançava carregava consigo uma certa dor, uma estranha sensação de algo perdido. Talvez, mesmo dentre todo orgulho e ressalto de minha atual espécie, resquícios da humanidade e desejos humanos, não me incomodava de fato, mas, era interessante tomar nota de que minha curiosidade alcançava a possibilidade de novamente eu ser humana como ela era, como antes eu era. Pelo menos, o que de fato se estabelecia era uma certa vontade de contar a respeito disso tudo que passava em minha mente durante o simples ato de um elogio mútuo que ambos faziam-se, levando-me a questionar-me se também eu compartilhava destes mesmos sentimentos em relação a suas aparências. Ao charme quase infantil da garota de olhos claros de um intenso azul, se os meus pareciam vertidos em sangue os seus levavam consigo a inocência e pureza do céu, a maleabilidade e possibilidade do oceano e uma doçura, uma doçura tal que relembra o tom claro e castanho do mel que fora tomado em meu olhar para hoje tornar-se como são.

Seriam capazes eles de me verem assim naquelas condições, um interesse que poderia transcender apenas uma amizade pura e simples, um olhar que poderia me enxergar além de uma felina estranha, cuja espécie tomou ciência como humanos e dado o dom de dialogar, de raciocinar e sentir conforme o mesmo os fazem e também o possível uso de magia como os mesmos empregam acaba sendo aceitos, mas, que no fundo ainda não são vistos de forma alguma como iguais, ao menos, para a maioria dos humanos e demais espécies cujo ajunte era tão difícil de tramar. Ainda que conseguissem ignorar por completo as diferenças de espécies, me ver como mais do que uma criatura meiga, como uma criança e me ver como a mulher que minha idade cada vez mais traz a tona, afinal, ainda que de forma muito sutil meu envelhecimento é ligeiramente mais rápido que o de seres humanos normais e em vivência, mais de dez anos me vêm de brinde de uma outra vida que eles desconhecem da existência, poderiam eles me ver a sério e não por aquela aparência imbuída a apenas noventa centímetros. Poderiam eles me verem além de uma membro da mesma equipe e guilda? Além da mestre e administradora do local que os auxilia conforme seu avanço atrás das ações de fato, nas sombras e seguindo cada vez mais uma rota para representar ainda mais uma figura. Eles conseguiriam olhar para mim com os olhos que conseguiriam olhar para uma Miria adulta e dotada de tudo que esta teria, com um corpo humano de formas bem trajadas, ainda que singelas, talvez simples, mas, de uma mulher adulta humana que poderia ser atrativa em principal para Nie Li que era do sexo oposto e parecia ter seu maior apreço acentuado na hétero relação, ao menos, aferido por seu comportamento e quem sabe, uma visão diferente para a garota Alice. Poderiam eles terem um interesse que se caracterizaria no romântico por alguém como eu sou? Ainda mais e além, poderia eles terem algum interesse em mim que se encaixaria no âmbito sexual?

Seria egoísta eu pensar nisso, de fato, pois ainda que os mesmo deitassem sobre estes desejos, se contra todas possibilidades estes pudessem sentir o que eu acreditava em melancolia, no que se tratava daquele momento em ênfase e traço, ser impossível para meu martírio. Ainda que chegássemos a tanto e o estranho fato de uma relação e sentimentos compartilhados, os olhos em preconceito e julgamento dos seres que habitam sobre esta terra seriam sobre nós com a força que pudessem. Ainda que eu fosse capaz de resistir, que já esteja acostumada ao julgamento alheio e declínio de suas opiniões, seja como Exceed ou como uma escrava, sempre a escória da sociedade de que faço parte. Não poderia fazer o mesmo com o meu parceiro ou parceira em questão, afinal, não suportaria o egoísmo de expor o meu amado ou amada aos mesmos sofrimentos e depreciamos que já carrego comigo, ainda piores que os já presentes. Já dizia o sábio, um diferente é divertido aos olhos dos demais, se dois diferentes se unem o que era engraçado e fofo vira nojento e motivo de repulsa. Afinal, como seria o amor entre um humano e um Exceed, entre um demônio e um Exceed, como seria a vida sexual destes, as pessoas não conseguem simplesmente aceitar que este diferente ocorra e atacam por não ser a forma que julgam ser certa. Então, como poderia eu expor alguém que sentisse algo assim a estes infortúnios? Não poderia.

Fato era que eu deveria parar de pensar nisso apenas por um elogio bobo entre dois seres, mas, em algum lugar lá no fundo me entristecia, sentia algo, uma vontade de sentir, de amar como eles também o faziam. Não somente por eu já ter sido humana, mesmo minha parte felina daquela raça tão diferente a que faço parte, sente, se apaixona, clama pelo calor de algo assim. Sem regras ou limitações, ainda que minha mente creia ser errado agir por um impulso meu coração se apaixona pela ideia de amar, de sentir e roga pela oportunidade, ainda que seja tão complicado para que isso ocorra meu corpo se aquece na ideia de um toque que seja mais do que apenas o carinho a uma pelúcia, uma gata de pelúcia que Alice fazia comigo, por conseguir provocar o mesmo rubor que transparecia em sua face quando Nie Li a retribuía em seu elogio. Não era a mesma coisa quando falavam de minha beleza, não tinha o mesmo sabor.

Ainda assim, ainda que preenchida pela frustração e melancolia do início daquela conversa, como descrito ao início de minha própria narrativa, a lágrima que ameaça seu decaimento, era de alegria de fato. Afinal, era graças aos dois que conseguia libertar um pouco desse meu lado que tanto prendo, buscando ser a master durona e firme que sempre cuida deles sem me deixar abalar, com eles e em suas presenças ainda que no interior de minha essência e âmago, libertar-me um pouco de minhas próprias correntes que me prendem em meu próprio mundo cinza. Como diria o sábio, quem sabe, dentro de meu mundo cinza, surge uma luz esbranquiçada e o dourado do sol, acalmando-me e voltando minha atenção para ouvir e ver destes as coisas que seguiam e que seriam tão importantes para a execução de nossa missão, a tal demonstração proposta por ninguém senão eu mesma para um melhor desfecho de nossa trabalho. Que assim eu acreditava, não deixaria que nada de mal ocorresse aos dois que havia decidido levar não somente na missão, mas, também no cantinho mais especial de minha alma, o meu coração.

O garoto demônio seria o primeiro tomando a frente, concordando com a presença da garota mais em seus gestos que em suas palavras, sem dizer um único verso da composição lírica e acalenta daquele cenário, no silêncio esboçando mais, como se não somente a concessão de sua permissão fosse dada, como também um apoio, um incentivo a ela de tentar que não podia ser descrito e apenas sentindo em sua aura. Eu podia sentir de alguma forma isto, ou, talvez fosse apenas resquício do ciúme em que antes mergulhava intensamente em meio às alegrias que compensam mais pensar. Um único comentário seria dado por este durante minha perfórmance. Não haveria sequer uma palavra da solid script, eu conseguia compreender que para quem olha aquela magia pode não ser tão interessante e também não havia necessidade de falar nada a respeito, mas, como uma certa carência que cresce em meu âmago gostaria de que alguma coisa fosse dita, sem saber bem o por quê deste desejo, mas, no anseio de pelo menos uma piada qualquer como “com essa magia criando diamante dá para ficar rica” que fosse, apesar de não ser bem verdade, já que, diamante puro não tem grande valor de mercado. O que realmente vale dinheiro é aqueles com impurezas e parte em grafite, visto que seu brilho chama a atenção quando nessas condições, por ironia, pureza lhe fazia tornar-se mais translúcido e por consequência o decaimento do valor de mercado.

Pensamentos perdidos tendem a perder-se ainda mais, como terminei afinal avaliando o preço entre as formas distintas do mineral diamante em meio a conversa? Não sabia mesmo, mas, compreendia que aquela era uma mania estranha de quem dedicava seus estudos a química, levar tudo para o lado científico e teórico. Não desgostava disso, era a educação ideal para alguém tão curiosa quanto eu, mas, por vezes, preferia evitar explicar coisas como eu só estaria me sentindo daquela forma por alterações hormonais e reações químicas em meu corpo pela idade, que resultaram em biológicas e me levavam a pensar nos outros sexualmente falando, que tudo aquilo seria somente por estar entrando na puberdade, no meu período mais fértil e considerar que os sentimentos que surgiam vinha de coisas mais oriundas ao desconhecido e misteriosas, é mais gostoso pensar e sentir assim que deixar-se levar em completo pela ciência.

Seu comentário, prosseguindo minha linha de pensamento confusa e estranha hoje, seria a respeito do battle mode, algo que, descrito assim pode ser até cômico, como se apenas estivesse memorizando o nome que eu havia lhe descrito e bem, de fato ele precisava fazê-lo, afinal, fôra eu que pedi a estes que se familiarizassem com o poder dos demais para que quando e se entrarmos em combate fosse algo mais simples, porém, como antes já havia descrito e pensado, realmente eu gostaria de algo mais rico que “battle mode”, como se afasta esse ciúmes repentino de outras raças por poderem ser considerados belos e eu nem em meu battle mode escapar de apenas fofa, isso é de fato estranho para mim no dia que hoje se passa e ainda que o melhor não fosse continuar pensando nisso, é melhor gastar as baterias do meu coração no começo antes de partir para que depois não me distraia e compromenta o desenrolar da missão, que era tão importante.

A garota em contraposta e ainda tão semelhante, sempre animada e eufórica aceitava para si já sua presença em meu convite, teria ela sentido também no agir de Nie Li que ela já fazia parte? Não sabia de fato. Sabia que em meio a suas palavras “Então, isso quer dizer que... eu estou mesmo em uma missão com você?! Poxa, eu nem acredito que estarei ao lado da própria mestre em uma missão! Eu nem preciso dizer que eu super aceito, não é?!” ao menos já sentia-me lisonjeada pelo aspecto de ela estar tão feliz de ir em uma missão comigo, era uma garota tão cheia de vida e intensa que me dava vontade de viver como ela, me jogando de cabeça nas coisas que aparecem sem me importar com os riscos ou a falta de uma recompensa monetária, apesar que, por falar tanto de seus pais talvez ainda não tenha sido também a responsável por seu próprio sustento, não que isso seja ruim, mas, é uma parte triste de ser viva que ao ponto que as responsabilidade vêm à tona e acumulam-se nós começamos a ter uma visão limitada como um animal de carga, só indo atrás do que está em nossa visão cegos para comer mais um dia, como antes era comigo nas vielas. Agora, inspiro-me na garota tão iluminada para, quem sabe um dia, ser um espírito tão livre quanto o dela. No momento tudo que queria era ter esse espírito livre para comigo sorrindo de forma singela sempre que ela falava algo com um timbre carregado de tanta inocência e alegria.

Era um fato dado após isto, a não recusa de Nie Li, o Face powder demônio e a aceita quase instantânea de Alice, a coelhinha, que, agora após isto aquela não seria mais uma missão a dois e sim uma missão a três, o que tinha seus lados bons e ruins aos quais, aos poucos, pretendo ponderar e reafirmar para um melhor êxito o que for positivo. Enquanto o negativo é que um grupo de pessoas maiores chama mais atenção, os prós é que teríamos mais de uma abordagem para conversar com as pessoas daquele local e buscar de forma mais ampla em mais locais. Alice querendo ou não era do tipo carismática, que com sua alegria acaba envolvendo as pessoas a seu redor e levando-as a fazer coisas conforme sua própria vontade, então, seria ótimo se ela pudesse conseguir estas informações para nós com mais facilidade, nem que seja uma negativa a cerca do assunto.

Alice, Coelhina, Nie Li, Face Powder. Não sabia onde eu teria pego aquela mania de certo, de apelidar as pessoas por suas características marcantes, entretanto, imagino que isto aconteceu nos dias em que eu ainda era uma escrava, afinal, a maioria dos donos não chamavam estes pelos nomes e alguns, que traziam as crianças bem novas ou de berço para aprender o serviço deles, sequer tinham um nome, assim, quando nos referimos entre nós usávamos estes apelidos para nos identificar. Consigo me lembrar de uma das que tinha mais contato, uma ruiva de cabelos curtos e forma corporal bem definida que conversava comigo as vezes e a melancolia de sua voz, enquanto eu a chamava de maquinista maromba o meu para si seria prisão livre, sentia como me ver naquela condição era um pouco passível de inveja e sofrimento para quem tinha condições de escravidão piores que as minhas, e, por isso mesmo, sempre procurava conversar e animá-la.

Se Nie Li dentro daquelas condições me trazia esta lembrança de Halri Deijin pelas semelhanças, a garota Alice me trazia um pouco das lembranças da maquinista maromba, sempre animada e positiva, ainda que as condições fossem ruins e sentia em sua voz a certa tristeza citada, também não a via desistir, sonhava em um dia ser livre e viajar pelo mundo de trem em trem. Não soube se ela conseguiu, na verdade, eu não estava lá para que pudesse ver tal desfecho sendo libertada e honrando meu apelido antes que tivesse chance, espero que ela esteja feliz como a garota em minha frente que desperta suas lembranças.

A reação da garoto de fios loiros como a luz que a mesma emanava, tinha um comentário mais extravagante para com minha transformação, “Uau! Ai, scorro, é tão linda!!!” Me pergunto um pouco em qual sentido, de novo, mas relevo para evitar um ciclo de loops intermináveis, apenas sorria abaixando um pouco a cabeça lisonjeada com o elogio e findando a tal apresentação que eu fazia para os mesmos sobre minhas capacidade mágicas, sentindo também me concentrando se haveria muito desgaste de minha mana para aquilo, porém, não seria o caso naquele momento me preocupar com isso, ainda tinha bastante mesmo se a luta fosse naquele exato momento.

No que prosseguia, Nie Li seria o primeiro a mostrar um pouco a respeito do que seria capaz de fazer mostrando um pouco sua magia, o que seria enfatizado em sua fala onde pedia para que a garota que estava perto se afastasse também, ficando nós como uma espécie de triângulo de pessoas(joga um olho no meio e pah, iluminatis). “Com licença senhorita Alice, permita-me demonstrar minha magia, por favor, tomem cuidado”, eram suas palavras antes de sua ação decorrida que teria minha atenção mais íntima quando este o fazia. “ Segredos da gravidade - Campo gravitacional aumentado”, o mesmo dizia antes de, Utilizando o poder da Gravity Magic, criar um campo gravitacional em torno de si, multiplicando o valor o valor da gravidade local por 1,5x, diminuindo a velocidade de movimento dos alvos atingidos pela técnica, não que eu soubesse estes números, mas, acreditava que seria mais ou menos isso como a sua magia poderia ser descrita.

- Triste ironia…

Balbuciava em um tom extremamente baixo, que, se desatento sequer poderia ser ouvido aquilo, mas, era de fato minha opinião. De duas pessoas que conheci em minha jornada dispostas a me ajudar, uma seria de Darkness magic e a agora, Nie Li que também era de gravity remetendo aos dois que eu estaria a procura, o que, de fato, poderia causar algum desconforto neles quando citado em minhas falas tais criminosos por usarem de uma mesma habilidade que eles. Não gostava nada de causar sentimentos ruins neles, simplesmente por esta coincidência e buscaria no que seguia, após o mesmo contar um pouco a respeito em suas palavras, “Eu uso a Gravity Magic, e basicamente tenho poder de influenciar a gravidade em uma área definida, ou criar pulsos de gravidade, para repelir inimigos ou para aproxima-los também. Como ainda careço de força, não posso utilizar magias de maior força de ataque... por enquanto.”, apenas dar minha opinião a respeito de forma tranquila e dedicada a impulsioná-lo, sem que, no processo nenhuma mentira precisasse ser contada de forma alguma.

- É uma linda magia Face Powder, quem a faz bela é o mago que a usa, e, deveras poderoso és, apenas precisa confiar um pouco mais nisso. Diria que se aproxima da força de um mestre de guilda em geral, se evoluir mais vou acabar sendo deixada para trás.

Sorria de forma gentil comentando com este e o elogiando, de forma sincera, pensando também nas possibilidades de ataques e defesas combinadas que poderia ser feitas entre nós, não que fosse difícil cogitar combos com aquela magia, mesmo a minha primeira magia de solid era relacionada a tais efeitos gravitacionais. Era de fato sublime aquela forma de controle que o mesmo conseguia exercer do qual minha Ungravity, que apenas seria uma magia que a partir de uma palavra em um centro de ação excluiria efeitos gravitacionais dentro de uma zona sem retirar efeitos mecânicos, ele poderia abranger-se a muitas mais saídas e ações que eu não poderia sonhar em fazer com minha solid script, até encontrar uma palavra que se adeque. Fora isso, em minha opinião outrora dita, e sentida a cada instante, toda magia nas mãos certas é bela, é os seres que corrompem a sua formosura.

“Pois bem, é a minha vez, não é? Minha magia não deve ser tão forte quanto a dos dois, principalmente a sua Nie, não sei se eu conseguiria criar efeitos tão devastadores quanto você.” Seria a deixa da iniciativa de Alice que também se mostraria adepta a mostrar um pouco a cerca de sua magia, antes mesmo de usá-la trazendo um comentário um tanto curioso para mim, talvez, para o Face Powder também. “Mas acho que posso ser versátil como você, Kurai!” Versátil como eu, bem, trazia uma certa curiosidade a respeito do mistério que a mesma propunha, apenas enfatizado pela forma que esta começaria a sua apresentação seguinte indo até Nie Li( matando o triângulo illuminati) e pedindo que o mesmo escolhesse uma das cartas de seu baralho. Seria a garota uma cartomante? Ou seria uma mágica? Quem sabe?

“Uau, combina com você. A carta The Arrow pode representar bastante o quão destemido alguém pode ser, apesar da beleza que ela revela em seu efeito. Como uma rosa, ela é bela, porém tem seus espinhos.” Suas palavras que sugeriam que seria mais para uma cartomante que uma ilusionista, além de é claro a confiança de quem afirma conhecer mais a alguém que si mesmo, era necessária para que o alvo fosse envolvido no jogo de truques e conversa que induzia as coisas a serem reais. Tinha uma certa vocação para aquilo e a lábia, que eu já teria afirmado que a mesma teria e reafirmo nesta constatação. Novamente elogiando-o e dizendo que ele era belo, tsc, alguém pra dizer que sou gostosa? Não, eu sabia que isso não aconteceria, era o jeito aceitar, observar e torcer, será que eu seria uma boa vela? Eu já era baixinha, então pra candelabro era a vela ideal.

Sua magia então seria mostrada e me daria a compreensão de “tão versátil quanto” assim que a mesma usava-a na prática. A magia seria dada a partir da carta e de acordo comum com sua descrição em si, assim como sua aparência, the arrow, o que me fazia pensar a respeito curiosa, ainda que não fosse o meu tipo de interesse e versatilidade era inegável eu assumir aquilo no que seguiria em um sorriso confiante e uma voz firme e surpresa para a garota.

- Coelhinha… não é tão versátil quanto a minha, é ainda mais versátil que a minha.

Não estaria mentindo, via infinitas formas de uso para aquilo e conhecia o quão poderoso podia ser possuir muitas possibilidade, afinal, cada verso de um mesmo poema carrega consigo seu poder, se todos falam de um mesmo assunto, lhe toca de uma certa forma que traz sua atenção e apreço, porém, você consegue ter uma ideia razoável de qual será o seu desfecho, quando cada verso fala de um assunto diferente, de uma forma diferente, você simplesmente não sabe mais o que esperar daquilo, e, tudo lhe surpreende enchendo-se de informações e pontos diversos. Nunca se sabe o que pode sair dali e o final sempre é ditado pela autora e não pelos leitores, levando para magia, o que mais se poderia querer do descrever o final de uma batalha mágica sem que seu adversário consiga imaginar ou antecipar o que estaria por vir. Uma caixinha mágica de surpresas, ou, deveria dizer um baralho mágico de surpresas?

“Viram? Por isso eu digo que são belas, porém perigosas. Afinal de contas, é uma técnica ofensiva, né?” Eram as as suas falas que prosseguiram do que ela tinha feito, uma enxurrada de flechas sem alvo apenas para demonstração e novamente um elogio, um elogio, tá, vou sair dessa carência enquanto narro. Talvez não. Como fogos de artifício ao céu, acompanhados pelas risadas da jovem coelhinha estas desapareciam acima de nós, e, bem, se aquele pó mágico caindo tivesse dano, pelo menos eu seria a última a saber (piada consigo mesma, orgulho de ser baixinha, só digo isso), não o teria na verdade. Seria interessante ter, pra um cunho estratégico, cinto que em algum lugar gosto destes pós de cunho estratégico.

Eu seria a próxima no experimento cartomante que ela estaria executando para mostrar sua magia, a carta não seria outra se não “the shield”, quando a mesma falava “Toma. Agora é a sua vez. Escolha uma carta como Nie fez, Kurai!”, pega por mim conforme suas instruções e seguindo com sua explicação a respeito daquela carta, “Ah, essa é a The Shield! E sabe, combina com você, Kurai. Assim como já pude perceber, está aqui para proteger seus aliados, e oferecer abrigo a aqueles que precisam, assim como fez comigo, e acredito que tenha feito o mesmo com o grandão branco aqui do meu lado... quer dizer... não me leve a mal, Nie! Desculpe, eu de forma alguma quis te ofender. E eu falo sério quando digo que você é lindo!”, ela tinha talento para aquilo e de fato era coerente com a realidade, apesar de eu talvez não ser tão boa quanto ela pensava que eu fosse, afinal, naquele momento o que passava em minha mente era, “sério, até na minha vez tem elogio para ele? To pistola”. É, eu realmente estava me sentindo cada vez mais de vela, apesar das idades serem discrepantes, não era como se isso fizesse lá muita diferença em um mundo onde criança engravida e senhoras permanecem sozinhas por escolha própria. Bem, quanto ao que ela dizia ainda, pensar no efeito que uma magia cujo nome era the shield, me fazia aferir que neste caso teríamos efeitos bem parecidos se eu apenas retirasse de sua magia a palavra The, prosseguindo apenas com shield, não, a anterior também poderia acontecer tirando o The, já possuo algo bem similar com Bullet, bem, não vêm ao caso e também não pretendo copiar as ideias de outra pessoa, apenas pensando a respeito. “Por favor, não me leve a mal!” Prosseguia ela pedindo desculpas ao demônio de tons alvos novamente.

- O escudo? Poxa, eu preferia a caneta, mas se foi o que veio para mim, aceito os ensinamentos de Leona…

Dizia em um tom bem humorado, brincando com aquilo e interagindo com a piada que poderia ser entendida ou não, conhecia minha inabilidade para aquele tipo de fala mas, as vezes as piadas podem ser tão não engraçadas que se tornem divertidas e os façam rir, bem, prefiro acreditar neste talvez e considerar que sim. “Bom, era bem sugestivo o que essa carta iria fazer, não? Assim consigo proteger a mim mesma ou a meus aliados.” Bem, sim, seria sugestivo mas proteger mais de um alvo era de fato algo interessante, não imbuído a minha versão que poderia ser feita, bom, eu já havia ponderado a dela ser ainda mais versátil que a minha para isto então, nenhuma surpresa até ali.

“E por último... The Dash! E assim, acho que esse animalzinho da gravura é bem afobado como eu”, bem, era inegável dizer que ponderar uma certa “previsão” em cartomancia sobre si mesma era um pouco estranho, mas, mesmo que uma certa risada escapasse fazia sentido o que ela dizia e mais uma das asas de sua magia seriam mostradas. Nie Li seria novamente o alvo, bem, agora ele possuía mais força mágica e mais velocidade, alguém dá mais? Podia imaginar que o efeito seria velocidade pelo nome e pela forma na carta ser de uma raposa, conhecem outra raposa rápida por aí? Eu não, mas, sei que raposas são animais rápidos e espertos.

“Assim como Kurai também foco minha magia em dar suporte aos outros. Bem, minha magia está em parte nessas cartas. Card Magic. Tenho outras também, as quais guardo em minha bolsa. A partir delas posso atingir vários efeitos, inclusive posso unir duas cartas para criar um combo ou um novo efeito. Claramente meu poder mágico é fraco comparado ao de Kurai, então meu suporte não é tão efetivo quanto o dela.” Isso não era bem verdade, podia sentir na mana, nossos efeitos em Nie foram similares em parâmetros, ou seja, ela não teria ficado para trás de minha Wizard, em relação a minha Electroshield sua The Shield seria até melhor que a minha, de fato, era uma garota muito promissora que só precisaria de um pequeno empurrão para tornar-se uma lenda no meio mágico.

- Bem, discordo em ser inferior a mim quando se trata em suporte bruto, é muito talentosa.

Desta para a descrição da missão, ouvia de Alice “Estou disposta! Pode contar comigo, Kurai. Se você acredita que eu consigo. E eu também sei que minha família acredita que eu consigo. Então eu também acredito nisso! Vamos lá!!!” assim como também de Nie viria seu parecer “Irei para onde comandar, Lider da Guilda, até ao inferno se necessário”. De formas bem distintas, sendo o demônio mais suscinto reforçando a fala de outrora “juro solenemente seguir seus comandos e sempre procurar seu bem, seja nessa jornada, ou em qualquer outra.” Contaria com o seu apoio e também o de Alice que trazia consigo em sua fala também algo sobre sua família, que, quem sabe posteriormente esta não pudesse me contar mais a respeito. Adoraria ouvir.

“Errr... O que é sorvete?” De fato, a pergunta era um tanto divertida e me fazia cair e gargalhada impedindo qualquer oportunidade que eu poderia ter de responder, por mim, faria isso Alice Lindell, de forma bem enfática, devo dizer. “Como assim? Você não sabe o que é sorvete? Pois bem, deixa eu te explicar: sorte é, simplesmente, e puramente…” começava ela em sua forma sempre espoleta e intensa, como uma fala sem fim sobre o que bem, eu também gostava, “UM DOS MELHORES DOCES DO MUNDO!!!”, talvez eu discordasse dessa parte, mas não vinha ao caso e certamente era o que mais me trazia lembranças de outros tempos, “Pois você vai ver, eu prometo que não vai se arrepender. Assim como eu prometo te levar para comer o melhor sorvete do mundo!”, o melhor do melhor do mundo, aquelas referências, aliás, voltei a ser vela, de novo, sério? “E além disso, tenho que te apresentar para os meus amigos: Yusuke e Nade. Eles são ótimos, e tenho certeza que vão adorar te conhecer. Yusuke é mais quieto e reservado, ele tem cabelos prateados e é muito gato. O Nade já mais tranquilo e comunicativo, ele é loirinho dos olhos roxos, uma gracinha! Vamos todos comer sorvete!!! Não é mesmo, Kurai?”

- Eu? Digo, é, isso… vamos sim, Cavaleiro Fantasma, Coelhinha, Titereiro, Face Powder e Blood Moons… todos juntos, ah, Blood Moons sou eu mesma kkk podemos chamar o Garoto Pássaro e também a Miss UFC, além de Mordomo-sama, da Half Purple Taste e da Ichigo.

Engasgava um pouco pelo pensamento cortado e pelo elogio ser abrangido a mais rapazes, garota, ta ousada… apesar que um destes, é, não vai querer não. Ta é de olho no outro boy, posso sentir. Ah, por que Ichigo não tem apelido? Bem, porque Ichigo significa duas palavras que já lhe caem bem, morango por sua fofura e inocência, e, quinze, e ela tem quatorze, então logo ela fará Ichigo, sacaram? Não precisa de apelido. Acreditava ainda que poderia ser que eles não teriam conversado muito com os que falei, mas, ao menos agora sabia que ainda mais magos estariam por ali para conversar, treinar e fazer amizades com estes.

Seria finalmente a hora de partir, caminhando por entre uma cidade e outra rumo a Shirotsume Town, a cidade gélida em que ainda não teria tido a graça de pôr os pés, no caminho entretanto, mais algumas coisas poderiam ser conversadas e longe dos demais da guilda, confiando neles, talvez, eu poderia abrir o jogo. Não, o fato é que já não aguentava mais guardar segredo sobre aquilo e deixá-los de fora.

- Bem… preciso contar algo para vocês, acho justo que saibam…

Já estaríamos fora da cidade e o clima tornava-se cada vez mais frio conforme nos encaminhávamos para o norte de Fiore, talvez pelo frio eu não pensasse direito? Não, não era o caso, era a hora de em fato abrir-me com eles e revelar os segredos que guardava apenas para mim, e, para Halri também. Em uma voz trêmula e insegura, pararia minha caminhada um instante, me virando para trás para olhá-los diferente de quando seguia a frente dando o caminho para nossa jornada.

- Eu disse antes que uma garota foi assassinada, que eu estava lá mas que não lembro quanto tempo faz ao certo… há uma razão para esses conflitos de informação estranhos…

Não sabia se dizendo assim eles poderiam ter uma ideia, ou, se no fim daria outras pareceres ou insegurança, como se tudo fosse uma mentira mesmo não sendo o caso, mas, confiar em mim cabia a eles assim como confiar neles naquele momento era minha decisão.

- A vítima daquele assassinato… bem… fui eu. Em outro momento de minha vida, ou, de minhas duas vidas eu fui uma humana, a minha aparência…


No mesmo momento erguia uma pata a frente desfigurando a forma felina e dando lugar a uma forma humana completamente distinta, o que eles poderiam ver naquele momento seria uma garota de olhos castanho mel, carregados de certa inocência que claramente os distinguia dos vermelhos de antes, lábios sutilmente largos porém finos e um nariz pequeno combinando com o rosto de um caráter mais arredondado. Meus cabelos estavam loiros, de um tom próximo mas diferente aos de Alice, com fios presos em dois coques para amenizar o volume expressivo que este possuía, como fora ensinado por minha antiga dona. Inclinaria um pouco meu corpo e face envergonhada, trajando a mesma vestimenta e falando como se por aquela forma.


- Bem, eu era assim. Fui escrava boa parte de minha vida, a princípio de minha própria família e depois de uma mercadora, bem, essa última quem me libertou e me salvou daquele destino. Encontrei um jovem e juntos, como irmãos, começamos trabalhar com vendas de forjas, de utensílios a armas, até que isso despertou a inveja de demais, e em retaliação, nos tentaram mal, eu morri recebendo uma magia para Halri em seu lugar…

Afirmar sua própria morte era algo que poderia de fato trazer estranhamento e descrença para os dois, afinal, quem acreditaria em uma história como aquela? Ainda assim, contava para estes em busca de que eles pudessem ter fé em mim e nas minhas palavras.

- Um dia, acordei sem minhas memórias em um corpo completamente distinto, já não era mais humanas. Voltei a comer o lixo que a sociedade tinha a oferecer até ser adotada como bicho de estimação, assombrada a noite pelos pesadelos de uma outra vida, no princípio bem confusos e hoje, são semelhantes a lembranças lúcidas. Já encontrei Halri uma vez após isso, mas, ambos consumidos pela culpa de não conseguir nos proteger estamos um pouco distantes. Ele acha que falhou em me proteger, mas, eu falhei com ele, deixando-o triste e amargurado por todos esses anos, se eu apenas fosse mais forte, aquilo não teria acontecido. Na casa de minha antiga dona aprendi magia e quando ela teve um filho os gastos estavam altos, fugi para Hargeon para não imbuí-la da culpa de me expulsar ou se sacrificar para manter tudo, onde tudo começou, usando o que aprendi para entrar na guilda, o resto vocês devem ter uma ideia.

Sorria de uma forma um pouco triste, exitante e incerta, afinal, eles deviam achar que eu era louca por aquela história, Talvez eu fosse, ou, não duvidaria que eu mesma achasse caso me ouvisse.

- Bem, isso é um resumo de tudo… não acreditam não é? Ainda vão me seguir?

Minhas palavras acompanhavam um vento gélido tocando minhas orelhas, a de verdade, forte e vindo de minhas costas tocando o rosto e cabelos dos mesmos de forma intensa forçando-os fechar os olhos e quando me vissem novamente, já estaria de costas, como Mirai e não mais Miria.

- O que me dizem? Acreditam em mim?



Informações:
Vestimenta:

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Armas:

Adaga Venenosa (5/6 Cargas)(nas costas diagonalmente)

Magias:






Subordinados:

Sheele


Ichigo

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Bloom
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Bloom

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Postado em Ter Set 11, 2018 2:36 pm


A jornada se inicia
"Cada homem deve ser inabalável e deve ser seu próprio universo. Somos espíritos em evolução, o que explica a frase 'errar é humano'. Somos espíritos imortais, o que desmente a frase 'a vida é curta'" • Sakyamuni
• Um mundo cinza •
O
que são essas pequenas luzes? duas esferas vermelhas e uma faixa dourada, ali flutuando em meio aquele mundo cinza, aparentemente por razão alguma, e ainda assim, cheias de significado. As primeiras representando a beleza de um mundo cheio de história, sangue e sofrimento, com um toque sutil e contraditório de algumas existência sque por definição não deveriam estar ali: inocência e amabilidade, mas não a pura inocência de uma criança, natural e espontânea, mas sim uma inocência que foi reprimida por conta desse contexto conturbado de uma história que eu apenas consigo sentir, mas não faço a menor ideia de como se desenrola, e também não uma amabilidade de capacidade de amar, mas sim de desejo, desejo de amar e ser amada, não pelo que pode ser ou já foi, mas sim pelo que é. A faixa já passa um sentimento diferente, uma alegria infinda, que parece não se importar com o quanto o mundo pode ser injusto, que parece nem saber que flutua em meio aquela imensidão de cinza, que aos meus olhos, apenas representa a crueldade e frieza do comportamento humano, bem como a ordem natural sem noção de justiça, apenas de instinto e sobrevivência. Curioso contraste de sentimentos e ideais que esse conjunto belo de luzes consegue assimilar aos meus olhos, mas não acho justo resumir tão belas representações quase que naturais dessas intenções a apenas dois símbolos luminosos, eu tenho que olhar para suas personificações, a mestra da guilda, Kurai, para aquelas luzes vermelhas, e a jovem Alice, da faixa dourada.

Por alguma razão, aqueles olhos vermelhos, que passavam uma sensação de ressonância com minha história de vida, longe de ser pelos mesmos motivos, já que provavelmente não há um ser vivo que tenha passado pelo que eu passei, mas que não perde seu efeito de forma alguma, me atraem a observá-los, e ao ver que estavam se formando dois pequenos aglomerados de lágrimas em seus olhos, meu coração suavizou, pois mesmo sem conhecer a mestra da guilda a fundo, consigo entender que para demonstrar esse tipo de sentimento em frente a outras pessoas, deve ser bastante raro, mas antes que aqueles aglomerados virassem filetes de lágrimas, ela consegue se segurar, talvez por não querer tornar aquela cena tão emocional ou talvez por que ela tem uma posição de poder a honrar, afinal, se todos já a achavam fofa e bonitinha da forma normal, provavelmente as pessoas achariam que é fraca se a vissem chorando por aí. Isso é bem idiota, eu sei, mas é como o mundo funciona, e sempre foi assim. Manter cargos de poder quando sua aparência gera uma impressão contraditória ao posto que você ocupa, gera diversos problemas, como subestimação e desafios constantes de autoridade, deve ser bem ruim lidar com essas coisas.
Não sei dizer se toda essa sensação de proximidade com Kurai realmente significa algo a mais, e nem sei se ainda eu tenho a capacidade de sentir esse algo a mais depois de ter me tornado um demônio, mas nunca se sabe, não quero forçar nada de forma alguma, se for para ser, será. Mas isso me abre uma nova pergunta, como é... sentir isso? Paixão, que os humanos falam, normalmente é um termo aplicado a um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. É uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre qualquer coisa, mas também é aplicado com frequência para determinar um vívido interesse ou admiração por um ideal, causa ou atividade. Em suma, é um sentimento de excitação incomum ou de forte emoção. A palavra paixão é utilizada principalmente no contexto de romance ou de desejo sexual, embora, em geral, implique em uma emoção mais profunda ou mais abrangente do que sugere o termo "luxúria". Por isso me pergunto, isso tem a ver com uma atração sexual, pois meu corpo sim respondeu de forma instintiva ao vê-la, ou talvez com essa devoção por conseguir ver nela, o que eu não vejo em mim: esperança e justiça nesse mundo cinza, manchado de sangue e culpa, mesmo depois de ter sofrido com um passado talvez tão conturbado e obscuro quanto o meu.  

Em contrapartida, algo que raramente vi em minha jornadas, existe a jovem Alice, que aparentemente não entende, ou mesmo se importa com essas coisas complexas sobre a vida e tem essa alegria sem fim, fazendo um contraste forte com minha falta de fé e ceticismo em relação aos outros indivíduos, e até mesmo à minha personalidade mais fria e discreta. Mas quem diria que ela até mesmo diria que sou bonito? Nem ao menos eu era tratado com respeito, quem dera ser elogiado. Fico feliz de ver que alguém me achar bonito, até meio pasmo, mas não sei como reagir a esse tipo de situação, então apenas tento retribuir a gentileza dela com mais gentileza. E não me entenda mal, ela de fato é bastante bonita, então não quero que pense que foi forçado, só não estou acostumado com essa situação, aí tudo que eu consegui fazer, foi elogiá-la de forma meio rígida. Espero que ela não tenha tido a sensação de ser mentira, essa jovem garota parece ser alguém que se importa com a sinceridade, então apenas fui direto e sincero em minhas palavras.

Não importa se é uma ou outra, eu não gostaria de ver nenhuma delas triste ou magoada comigo, ainda mais por um mal entendido como esse, tanto que momentos depois, quando Kurai me olhou procurando minha aprovação à adição de Alice na equipe, nem sequer proferi um som, não era necessário, pois confio plenamente que a mestra da guilda, se a entendi bem, jamais faria algo sem planejar antes, colocando a mim e Alice em risco, então com toda a certeza, ela deve ter calculado cada tipo de variável, cada pró e contra leva-la conosco. Por essas e outras razões, nunca houve motivo para negar esse pedido, pois se ela achasse que não seria conveniente a companhia da jovem garota, teria dito diretamente a ela. Sou bastante indiferente a isso, desde que ela seja de ajuda, não há problemas.

Percebi algo quando demonstrei minha magia, Kurai disse em um tom bem baixo, mas como eu estava prestando atenção em suas reações, acabei ouvindo - " triste ironia..." - imagino que ela quis dizer que é a ironia da situação é que entre as pessoas que estamos caçando, uma usa magia gravitacional também, algo que para mim não fazia a menor diferença, assim como tem vários usuários de magia de fogo por aí, cada um é diferente, afinal, magia em si não é boa ou ruim, quem a usa é. Mas percebi, depois que expliquei meus poderes, que Kurai deve ter achado que me ofendi, como se ter a mesma magia dos assassinos transforma-se em algo ruim, tanto que ela até voltou a falar com tom mais brando - "É uma linda magia Face Powder, quem a faz bela é o mago que a usa, e, deveras poderoso és, apenas precisa confiar um pouco mais nisso. Diria que se aproxima da força de um mestre de guilda em geral, se evoluir mais vou acabar sendo deixada para trás." - Deixando de lado esse apelido que aparentemente será usado daqui em diante, fico lisonjeado com o elogio, mas tenho noção de minhas próprias capacidades, e não tenho interesse em me testar contra um líder de guilda nesse exato momento para comprovar o que Kurai declarou, então em resposta apenas sorrio de volta para ela, rebatendo seu próprio sorriso.

Logo, Alice pula para frente anunciando que iria mostrar sua magia -  "Pois bem, é a minha vez, não é? Minha magia não deve ser tão forte quanto a dos dois, principalmente a sua Nie, não sei se eu conseguiria criar efeitos tão devastadores quanto você." - sorrio em entendimento, mas como ainda não sei sua magia, não posso julgar, então apenas espero que continue a demonstração, em seguida ela se volta para Kurai e declara - "Mas acho que posso ser versátil como você, Kurai!" - realmente é interessante, já que a magia da mestra é bastante versátil, é ótimo ter alguém que também pode ajudar de diversas formas os outros membros da equipe, e de forma animada, ela se vira para mim dizendo -"Nie, comece você. Escolha uma carta" - cartas? interessante. Vejo algumas cartas na minha frente sendo seguradas pela Alice, então sem muito critério de escolha, pego uma carta qualquer, mas assim que olho para Alice, vejo os sinais com os olhos de que ela quer que eu olhe a carta que peguei, sigo suas indicações e vejo que no verso da carta havia uma gravura de uma garota com um arco e flecha, apesar de não entender por hora, Alice logo sana minhas dúvidas - "Uau, combina com você. A carta The Arrow pode representar bastante o quão destemido alguém pode ser, apesar da beleza que ela revela em seu efeito. Como uma rosa, ela é bela, porém tem seus espinhos." - mais e mais elogios, nem sei como reagir a essas coisas, como disse no inicio da narrativa, mas não podia deixar de sorrir levemente em resposta, até por que eu não fazia ideia do que fazer em relação ao elogio. Rapidamente ela pogou novamente a carta, segurando-a com os dedos indicador e médio, a qual começou a brilhar intensamente momentos depois. Logo, ela desferiu um corte em meio ao ar com a carta, que se seguiu por um rastro brilhante de magia no topo da sua cabeça, pois estava mirando o céu. De imediato o brilho da carta se intensificou e deu origem a vários rastros de luz. Tais rastros eram como flechas luminosas que seguiram em espiral, uma entrelaçando pelo caminho da outra, como se estivessem dançando. Até atingirem uma altura limite, por volta de uns quinze metros, e ali mesmo se desfizeram. Logo ouço uma fala da Kurai - "Coelhinha… não é tão versátil quanto a minha, é ainda mais versátil que a minha." - seguido por uma resposta de Alice - "Viram? Por isso eu digo que são belas, porém perigosas. Afinal de contas, é uma técnica ofensiva, né?" -  Bastante impressionado também com a versatilidade da magia, assim como quando vi a solid script da Kurai, digo de forma encorajadora:

- Que magia interessante pequena Alice, tenho certeza que nos ajudará bastante em nossa jornada. Minha magia não é tão extravagante ou sequer tão luminosa ou bela quanto a de vocês pode ser. - sorrindo levemente eu declaro, afinal não era uma mentira de todo, e queria treinar essa coisa de elogiar os outros, por que não começar por essas duas pessoas? Os elogios nem precisam ser inventados, pois são sinceros, então é só falar.

Se voltando para Kurai novamente, Alice estende a mão segurando as duas cartas restantes, dizendo - "Toma. Agora é a sua vez. Escolha uma carta como Nie fez, Kurai!" - como eu, Kurai puxou uma das cartas, mas como não tinha visão do meu ângulo, apenas esperei, pois provavelmente haveria uma demonstração de seu efeito de uma forma ou de outra. Logo minha dúvida some, pois Alice anuncia e explica sobre a carta em questão - "Ah, essa é a The Shield! E sabe, combina com você, Kurai. Assim como já pude perceber, está aqui para proteger seus aliados, e oferecer abrigo a aqueles que precisam, assim como fez comigo, e acredito que tenha feito o mesmo com o grandão branco aqui do meu lado... quer dizer... não me leve a mal, Nie! Desculpe, eu de forma alguma quis te ofender. E eu falo sério quando digo que você é lindo!" - para quem que não se importa em ser chamado de Face powder, grandão branco não é nada demais, e sequer mudei minha expressão sendo chamado assim, mas por alguma razão ela voltou a se desculpar, talvez isso seja algum tipo de ofensa? não sei, mas ela voltou a me abraçar e botou mais enfase na fala dessa vez - "Por favor, não me leve a mal!" - realmente já não tinha levado a mal no começo, quem dera agora.

Depois dessa cena, a mestra da guilda logo comentou a carta em sua mão - "O escudo? Poxa, eu preferia a caneta, mas se foi o que veio para mim, aceito os ensinamentos de Leona…
"
- eu não entendi a referência que Kurai estava usando nessa fala, mas preferi me abster de comentar, pois desconheço muitas coisas ainda, afinal, acordei do meu selamento de 500 anos a pouco tempo, nem me familiarizei com todas as novidades nem de longe. Alice voltou sua atenção para Kurai e pegou a carta de sua mão, que em seguia começa a brilhar como da última vez, liberando uma cúpula translúcida cercando nós três, que imagino ser defensiva, de acordo com a carta. Só agora percebi que o nome das cartas é bem sugestivo aos seus efeitos, o que não é problema algum, para comprovar meus pensamentos uma fala de Alice complementa o uso da carta - "Bom, era bem sugestivo o que essa carta iria fazer, não? Assim consigo proteger a mim mesma ou a meus aliados." - depois dessa fala, a cúpula se desfez em pequenos fragmentos de luz, assim como a primeira magia demonstrada por ela.
Ainda havia mais uma carta na mão de Alice, e logo ela começou a explicar sobre ela - "E por último... The Dash! E assim, acho que esse animalzinho da gravura é bem afobado como eu." - ela fez uma carta sobre... ela mesma? Essa menina é doida. Antes que eu pudesse fazer qualquer comentário, vi um olhar acompanhado de um sorriso malicioso na minha direção, quando a carta começou a brilhar e foi apontada em minha direção, logo uma aura laranja tomou conta de meu corpo, e fiquei com a sensação de estar ligeiramente mais... ágil? Essas magias de suporte são realmente impressionantes. Alice passou a explicar o cerne de sua magia - "Assim como Kurai também foco minha magia em dar suporte aos outros. Bem, minha magia está em parte nessas cartas. Card Magic. Tenho outras também, as quais guardo em minha bolsa. A partir delas posso atingir vários efeitos, inclusive posso unir duas cartas para criar um combo ou um novo efeito. Claramente meu poder mágico é fraco comparado ao de Kurai, então meu suporte não é tão efetivo quanto o dela." - senti na pele as duas magias de suporte, e apesar de realmente o suporte de Alice ser levemente mais fraco em relação ao de Kurai, não fica muito longe de qualquer forma. A mestra da guilda confirmou minha intuição logo em seguida - "Bem, discordo em ser inferior a mim quando se trata em suporte bruto, é muito talentosa." - acompanhando o elogio, me declaro de forma simples:

- Bem, eu senti os efeitos das duas técnicas, então posso garantir que a mestra da guilda está correta, você tem muito talento Alice. - dou um pequeno sorriso para Kurai, esperando que ela entenda que é apenas um encorajamento e nada além disso, afinal, a mestra da guilda por si só já é formidável.

Depois das formalidades em relação aos detalhes e aceitar a missão, eu não esperava que minha simples e genuína pergunta de "o que é sorvete?" geraria tamanha comoção entre as duas. Kurai caiu na gargalhada como se não houvesse um amanhã, enquanto que Alice pegou em minhas mão e explicou de forma apaixonada - "Como assim? Você não sabe o que é sorvete? Pois bem, deixa eu te explicar: sorte é, simplesmente, e puramente..." - ela fechou os olhos, como se estivesse puxando de sua alma a próxima frase - "UM DOS MELHORES DOCES DO MUNDO!!!" - ela me olhou com olhos arregalados, parecia realmente a melhor coisa já inventada no mundo, eu nem tive tempo de falar, quando ela voltou a confirmar - "Pois você vai ver, eu prometo que não vai se arrepender. Assim como eu prometo te levar para comer o melhor sorvete do mundo!" - com mais um sorriso, ela volta a me abraçar e continua seu discurso apaixonado - "E além disso, tenho que te apresentar para os meus amigos: Yusuke e Nade. Eles são ótimos, e tenho certeza que vão adorar te conhecer. Yusuke é mais quieto e reservado, ele tem cabelos prateados e é muito gato. O Nade já mais tranquilo e comunicativo, ele é loirinho dos olhos roxos, uma gracinha! Vamos todos comer sorvete!!! Não é mesmo, Kurai?" - eu estava atordoado com a quantidade de animação, elogios e maluquice dessa garota na minha frente, mas apenas fiquei lá com um sorriso bobo no rosto. Kurai logo que conseguia tomar um ar pelas risadas, respondeu Alice - "Eu? Digo, é, isso… vamos sim, Cavaleiro Fantasma, Coelhinha, Titereiro, Face Powder e Blood Moons… todos juntos, ah, Blood Moons sou eu mesma kkk podemos chamar o Garoto Pássaro e também a Miss UFC, além de Mordomo-sama, da Half Purple Taste e da Ichigo." - qual é a de todos esses apelidos? vou ter que anotar pra saber quem é quem. E pensando bem agora, é tão natural que a Alice elogie tantas pessoas assim? começo a pensar se esses elogios não são meio genéricos, mas como não me importo muito com isso, deixo para lá. Garoto pássaro seria o menino Sasory? interessante... faz tempo que não vejo ele.

A viagem finalmente começa rumo a Shirotsume Town, e em meio a conversas aleatórias para nos conhecermos um pouco mais, Kurai fala de forma meio... incerta? - "Bem… preciso contar algo para vocês, acho justo que saibam…" - ela parou abruptamente no caminho, se virando para nós e como estávamos a seguindo, provavelmente queria a nossa atenção e seria algo sério, eu fiquei até um pouco curioso sobre o que se tratava aquela frase vaga e a parada abrupta, mas de uma forma ou de outra me abstenho de comentários e espero que ela se pronuncie novamente - "Eu disse antes que uma garota foi assassinada, que eu estava lá mas que não lembro quanto tempo faz ao certo… há uma razão para esses conflitos de informação estranhos…" - ela disse com voz um pouco insegura, ao que parecia era algo que ela considerava muito antes de falar, e não contava facilmente - "A vítima daquele assassinato… bem… fui eu. Em outro momento de minha vida, ou, de minhas duas vidas eu fui uma humana, a minha aparência…" -  A vítima foi... ela? será que ela passou por algo parecido comigo mesmo? e não foi apenas uma impressão no fim das contas? Ela colocou sua para para frente e lentamente sua aparência foi sendo substituída por uma forma humana completamente distinta da felina anterior, é uma garota de olhos castanho mel, carregados de certa inocência que claramente os distinguia dos vermelhos de antes que só era possível identificar com certa observação mais profunda, lábios sutilmente largos porém finos e um nariz pequeno combinando com o rosto de um caráter mais arredondado.Os cabelos ficaram loiros, de um tom próximo mas diferente aos de Alice, com fios presos em dois coques para amenizar o volume expressivo que este possuía. Nessa forma humana, ela voltou a explicar - "Bem, eu era assim. Fui escrava boa parte de minha vida, a princípio de minha própria família e depois de uma mercadora, bem, essa última quem me libertou e me salvou daquele destino. Encontrei um jovem e juntos, como irmãos, começamos trabalhar com vendas de forjas, de utensílios a armas, até que isso despertou a inveja de demais, e em retaliação, nos tentaram mal, eu morri recebendo uma magia para Halri em seu lugar…" - ela foi escrava? aparentemente não temos um passado tão diferente quando tocamos no ponto do sofrimento.

Ao ouvir a história até esse ponto, tudo que consegui foi sorrir, um sorriso genuíno e claro, se houve algum momento em que me senti mais próximo da mestra da guilda, foi aquele. Talvez ela confundisse isso com algum tipo de deboche, e eu até gostaria de desmentir isso, mas esperei ela finalizar sua explicação -  "Um dia, acordei sem minhas memórias em um corpo completamente distinto, já não era mais humanas. Voltei a comer o lixo que a sociedade tinha a oferecer até ser adotada como bicho de estimação, assombrada a noite pelos pesadelos de uma outra vida, no princípio bem confusos e hoje, são semelhantes a lembranças lúcidas. Já encontrei Halri uma vez após isso, mas, ambos consumidos pela culpa de não conseguir nos proteger estamos um pouco distantes. Ele acha que falhou em me proteger, mas, eu falhei com ele, deixando-o triste e amargurado por todos esses anos, se eu apenas fosse mais forte, aquilo não teria acontecido. Na casa de minha antiga dona aprendi magia e quando ela teve um filho os gastos estavam altos, fugi para Hargeon para não imbuí-la da culpa de me expulsar ou se sacrificar para manter tudo, onde tudo começou, usando o que aprendi para entrar na guilda, o resto vocês devem ter uma ideia." - ela disse tudo isso com um semblante meio triste e incerto. Acho que considerando esse tipo de história, provavelmente alguém teria uma reação de desconfiança inicialmente, mas como eu passei por algo semelhante, só consegui rir comigo mesmo e mostrar um sorriso idiota por fora.

Ela ainda parecia meio receosa, quando disse em tom sério - Bem, isso é um resumo de tudo… não acreditam não é? Ainda vão me seguir? - mas antes que pudêssemos fazer algo, o vento gelado do norte golpeou meu rosto diretamente, me forçando a fechar os olhos por alguns segundos, e quando os abri, ela já estava de volta em sua forma felina de costas para nós e voltou a dizer - O que me dizem? Acreditam em mim? - fiquei impressionado pela forma que ela contou tudo isso, foi bastante corajoso de sua parte, então não fiquei me segurando mais, me abaixei lentamente e de forma bastante inesperada, acredito eu, pois até para mim foi algo anti natural, a abracei colocando meus braços ao redor de sua cintura e apoiando minha cabeça em seu pequeno ombro em seu lado esquerdo, dizendo em conforto com um pequeno sorriso:

- Não só eu acredito na história, como acredito que você é pelo menos umas 10 vezes mais incrível do que eu achava que era. Como eu disse antes, vou segui-la até o inferno se necessário.

Ainda com aquele sorriso no rosto, me afasto lentamente e inicio uma mudança na minha aparência, meu chifre e carapaça se encolhem até sumirem em meio a meus cabelos, que agora ficam pretos, o olho esquerdo cinzento com fundo preto fica azul como o direito e minha pele passa a ter tons mais comuns, diferente daquele pálido anterior e digo complementando:

Aparência:

[/i]


- Essa seria a minha aparência se eu ainda fosse humano, pois quando me transformei em demônio, só tinha 7 anos de idade. Não fique assim mestra da guilda, esse mundo pode te surpreender! E devo dizer, não importa qual aparência você tenha, seja a humana de antes ou a felina de agora, ambas são lindas! nunca ache o contrário! E se alguém for ousado o suficiente para dizer uma coisa contrária a isso, não se preocupe, vou acabar com todos eles! - digo com um sorriso largo, pois foi a primeira vez que encontrei alguém com uma história parecida com a minha.

Meu mundo cinza começou a derreter.


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Nie Li
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Nie Li

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Postado em Ter Set 18, 2018 10:44 am


Fantastic beings: a demon and a cat.

Nie e Kurai eram tão fofos, cada um do seu jeito. Será que todos aqui na guilda são tão bondosos dessa forma? Não tive a oportunidade de conhecer todo mundo ainda, sou bem nova aqui, mas já conheço, vejamos... Nade, o Titereiro, como a Kurai gosta de chamá-lo, um meigo garoto de cabelos loiros e olhos roxos, dotado pela magia de marionetes, Doll Play Magic, bastante divertido e amigável, uma graça de pessoa, e com quem eu treinei várias vezes. O Yusuke, aquele garoto mais calado e centrado, de cabelos prateados e olhos vermelhos, com uma marca em seu rosto, ele ostenta um ar bem melancólico e tenho certeza que consegue colocar medo em muitas pessoas, mesmo que não seja isso que eu sinta quanto estou perto dele. Kurai o chama de cavaleiro fantasma, unindo essa parte de sua personalidade com a sua magia, Reequip The Knight, bem interessante, ele pode ficar mudando de roupa, quem não gostaria disso? Eu adoraria ter essa magia para ficar trocando minhas vestes quando eu quiser, o que me leva a pensar se seria possível também alterar meus penteados, mudar a posição da minha presilha e afins. Será que tem como? Vou guardar essas dúvidas para perguntar a ele quando tiver uma próxima oportunidade. Espero ter essa chance logo.

Esses devaneios a respeito da minha de meu amigo me fizeram acreditar na possibilidade de aprender Reequip posteriormente, sei que quando um mago atinge um certo grau de força consegue aprender uma nova magia. Então, será que The Knight seria uma boa pedida? Porque como eu havia dito, deve ser muito legal sair trocando de roupas com apenas um estalo de dedos, ou nem isso na verdade. E eu gosto tanto de trocar de roupas que com certeza iria adorar tem todo o meu guarda roupa na palma de minha mão. Além de ser algo muito divertido e prático é também uma grande economia de tempo, não que eu tenha preguiça de me arrumar. Mas imagina, eu no meio de uma missão, já cansada daquele look, estalo os dedos pronto, roupa nova, penteado novo.

Voltando um pouco de meus devaneios, como eu disse antes, Nie e Kurai estavam sendo extremamente simpáticos comigo. Ambos parecem ter realmente gostado da minha demonstração de magia através das cartas. E não é querendo me gabar nem nada, mas fiquei bem orgulhosa de mim, foi muito divertido o jogo de cartas que eu fiz, inclusive os significados caíram quase como uma luva. Digo quase porque Kurai achou que ao invés de um escudo, uma caneta a representaria melhor, o que é uma pena porque não tenho nenhuma carta com a representação de uma caneta. Todavia eles foram muito generosos em seus comentários. Tanto um quanto o outro deixaram claro que tenho grande potencial e talento, e por isso quem sabe um dia conseguiria ultrapassar o poder deles. Disseram coisas como Bem, eu senti os efeitos das duas técnicas, então posso garantir que a mestra da guilda está correta, você tem muito talento Alice.

— Nossa gente, muito obrigada de verdade. Mas não tenho a intenção de passar nenhum de vocês. Eu só quero ter força o suficiente para proteger as pessoas que eu gosto.  — Apenas respondi em meio a um sorriso meio bobo e envergonhado, com as bochechas levemente rosadas. Afinal, estava sendo elogiada pela própria mestra da guilda, e um membro de alta patente. Dificilmente não ficaria envergonhada.

Eu realmente não tinha essa ganância pelo poder. Posso aparentar ter esse jeito meio bobo e infantil, mas eu sei muito bem que pelo mundo aí a fora as pessoas podem ser muito más, a ponto de cometerem absurdos, passando por cima de outras vidas, com o objetivo de conseguir cada vez mais e mais poder. Por que a guerra pelo dinheiro se não o próprio poder? Tive a sorte de nascer em berço de ouro, ter morado em uma grande mansão, repleta de empregados para me servir, e ter tido desde pequena tudo do bom e do melhor. Tudo bem que ter uma magia poderosa não te torna necessariamente rico dessa maneira, mas está no conjunto da ambição pelo poder. E eu estou longe de qualquer um desses tipos de cobiça. Como eu disse, tudo o que eu quero e realmente me preocupo é em retribuir todo o amor que recebo, e espelhar toda a felicidade que sinto quando acordo e me deparo com esse céu azul maravilhoso. Então meu poder não é para nada mais e nada menos do que trazer proteção a todos os que precisam, principalmente às pessoas que amo e que me fazem bem, como meus amigos e colegas de guilda. Porque isso lembra exatamente de minha família, sabe, como sempre digo, eles foram muito bons para mim, e eu acredito que família não se trata apenas de pai, mãe, irmão, tia, tio, avô, avó e etc... não só de laços de sangue, mas principalmente de amor. Uma família se trata desse sentimento de ternura, ela se une pela vontade de um cuidar do outro. E amigos de verdade são exatamente isso, eles cumprem esse papel que normalmente é designado apenas para familiares, que é o de cuidar, dar carinho e proteger. Eu quero fazer esse papel pelas pessoas que amo, pelos meus amigos, e por todos que merecem. É por isso que eu luto, e por isso que eu quero me tornar uma maga forte, não para um desejo pessoal, mas por algo mais altruísta. Pelo menos é nisso em que o meu mundo se baseia, e acredito que para Kurai e até mesmo para esse moço esbranquiçado também.

Eu? Digo, é, isso… vamos sim, Cavaleiro Fantasma, Coelhinha, Titereiro, Face Powder e Blood Moons… todos juntos, ah, Blood Moons sou eu mesma kkk podemos chamar o Garoto Pássaro e também a Miss UFC, além de Mordomo-sama, da Half Purple Taste e da Ichigo. Kurai me respondeu logo após eu reafirmar a ida à sorveteria. Era intrigante que ela não chamou nenhum dos membros por seus nomes, muito pelo contrário, atribuiu uma apelido para cada. E ainda mencionou mais uns dois apelidos que provavelmente são de membros que eu ainda não conheço. Garoto Pássaro seria o que? Um um menino metade pássaro, tipo um bestial, um ser híbrido? Ou talvez não, porque meu apelido é Coelhinha e eu não sou uma simples humana. E a Miss UFC? Seria uma mulher bem bombada? Toda essa conversa me deixaria extremamente animada para poder conhecer esses e outros que de certo ainda não conheço. Com toda certeza adoraria que todos nós tivéssemos esse momento juntos, ainda mais saboreando um delicioso sorvete!

Momentos após encerrarmos aquele assunto do doce maravilhoso, demos início a viagem. O destino seria Shirotsume Town, uma cidade de campo. Nunca fui lá, mas já ouvi falar a respeito. Como por exemplo, há muitas mansões por lá. E sei que meus pais tem alguns amigos que residem em Shirotsume. Mas bem, eles tem amigos de todos os cantos do Reino de Fiore, então acho que isso não conta muito. De qualquer forma seria bom conhecer a cidade, e isso me deixava ansiosa. Embora não estivéssemos indo para uma excursão de turismo. Compreendo que nosso propósito seja uma missão, e que por isso devo estar atenta. Estou ciente de minha atual posição, sou fraca comparada à Kurai e ap Nie. Não quero ser um peso para eles, portanto, vou me esforçar ao máximo para que isso não aconteça!

Bem… preciso contar algo para vocês, acho justo que saibam… A mestra parecia ter mais coisas a contar. E pelo visto era coisa séria, a julgar pela sua atitude de parar no caminho e se virar para nós. Eu disse antes que uma garota foi assassinada, que eu estava lá mas que não lembro quanto tempo faz ao certo… há uma razão para esses conflitos de informação estranhos… Sua voz não se mostrava mais tão serena quanto antes. Minha expressão se fechou um pouco, sabia que as coisas ficariam mais sérias agora. O clima ficaria mais tenso, conforme ela iria falando. Eu chegava a sentir um pouco de medo em ver o semblante de Kurai. E claramente Nie também havia percebido a seriedade da fala da felina. A vítima daquele assassinato… bem… fui eu. Em outro momento de minha vida, ou, de minhas duas vidas eu fui uma humana, a minha aparência… Como assim a vítima do assassinato foi ela? Ela tá morta então? Quer dizer que a líder da guilda Blue Pegasus é um fantasma? Fiquei toda arrepiada após a confissão de Kurai. E o pior é que ela realmente parece estar falando a verdade, do jeito que fala, dificilmente estaria brincando com isso. Eu só não consigo entender como é possível ela estar aqui, aparentemente viva, conversando conosco, liderando uma guilda, aperfeiçoando cada vez mais sua magia, sendo que ela acabou de dizer que está morta! Mas bem, pode ser que ela esteja falando em um sentido figurado também, não é? Olha, sinceramente não sei mais nem no que pensar.

Kurai tomou passa a frente, e como em um passe de mágica, em um piscar de olhos a aparência daquela pequena gatinha de pelos negros não estava mais lá. Em seu lugar estava uma garota completamente diferente da felina que estava em minha frente anteriormente. Uma garota de olhos castanho cor de mel, carregados de certa inocência que claramente os distinguia dos vermelhos de antes que só era possível identificar com certa observação mais profunda, lábios sutilmente largos porém finos e um nariz pequeno combinando com o rosto de um caráter mais arredondado. Os cabelos ficaram loiros, de um tom um tanto quanto parecido com os meus, com mechas presas em dois coques para amenizar o volume expressivo que este possuía, e lembravam um par de orelhas felinas. Fiquei boquiaberta com ela. Seria outra maneira de sua Battle Mode? Bem, eu era assim. Fui escrava boa parte de minha vida, a princípio de minha própria família e depois de uma mercadora, bem, essa última quem me libertou e me salvou daquele destino. Encontrei um jovem e juntos, como irmãos, começamos trabalhar com vendas de forjas, de utensílios a armas, até que isso despertou a inveja de demais, e em retaliação, nos tentaram mal, eu morri recebendo uma magia para Halri em seu lugar… Ok, eu definitivamente estava pra ter minha mente explodida com tanta informação, e o pior de tudo é que eram informações difíceis de se digerir. Então recapitulando: ela era uma humana, escrava, que tinha a aparência dessa garota em minha frente, mas que atualmente se encontra na forma de uma felina com asas que fala… e… sei lá, não sei mais o que pensar disso. Só continuaria boquiaberta mesmo, porque nem sabia o que dizer, no máximo iria balbuciar um gaguejo.

Um dia, acordei sem minhas memórias em um corpo completamente distinto, já não era mais humanas. Voltei a comer o lixo que a sociedade tinha a oferecer até ser adotada como bicho de estimação, assombrada a noite pelos pesadelos de uma outra vida, no princípio bem confusos e hoje, são semelhantes a lembranças lúcidas. Já encontrei Halri uma vez após isso, mas, ambos consumidos pela culpa de não conseguir nos proteger estamos um pouco distantes. Ele acha que falhou em me proteger, mas, eu falhei com ele, deixando-o triste e amargurado por todos esses anos, se eu apenas fosse mais forte, aquilo não teria acontecido. Na casa de minha antiga dona aprendi magia e quando ela teve um filho os gastos estavam altos, fugi para Hargeon para não imbuí-la da culpa de me expulsar ou se sacrificar para manter tudo, onde tudo começou, usando o que aprendi para entrar na guilda, o resto vocês devem ter uma ideia. As palavras de Kurai eram ditas em um tom um tanto quanto melancólico, com certeza essas história não lhe trariam lembranças muito boas. A vida dela foi muito difícil pelo visto, e por algum motivo eu me sinto culpada. É triste ver que muitos não tiveram uma boa vida, assim como eu, gostaria que todos tivessem tido a oportunidade de ter o amor incondicional que tive e tenho. Bem, isso é um resumo de tudo… não acreditam não é? Ainda vão me seguir? Realmente, se eu visse essa história em um livro, com certeza iria acreditar que seu escritor usou de meios ilegais para conseguir a inspiração de escrevê-lo. Mas vindo de Kurai, e tomada por todas as circunstâncias a volta, eu de verdade estava acreditando nas palavras da felina, quer dizer, humana, ou pensando bem, ex humana que agora é felina. Após outro piscar de olhos a garota de cabelos loiros com coques voltou a ser aquela felina de pelos escuros. O que me dizem? Acreditam em mim? Eu imagino que ela esteja preocupada pensando que seria difícil de alguém acreditar em sua história. Vou ser sincera que não entendo muito bem o que aconteceu, e acho que ela também não. Só sei que acredito nela. E com certeza que ir nessa aventura.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Nie tomou a frente, aproximando-se da felina e em um ato inesperado, abaixou-se envolvendo a gata em um abraço, repousando sua cabeço no ombro de Kurai. Não só eu acredito na história, como acredito que você é pelo menos umas 10 vezes mais incrível do que eu achava que era. Como eu disse antes, vou segui-la até o inferno se necessário. Dizia o branco grandão ainda abraçando Kurai, com um sorriso no rosto. E logo se afastou, e então sua forma também começou a mudar. A cor de sua pele foi alterando-se de um total branco para uma cor de pele mais comum, como um humano normal, a cor dos cabelos também mudando para preto e escondendo aquela espécie carapaça e chifre na lateral da cabeça, bem como alterando seu olho esquerdo para que fique como o olho direito, de uma cor azul profundo, parecendo apenas um rapaz comum por volta de 23 anos. Essa seria a minha aparência se eu ainda fosse humano, pois quando me transformei em demônio, só tinha 7 anos de idade. Não fique assim mestra da guilda, esse mundo pode te surpreender! E devo dizer, não importa qual aparência você tenha, seja a humana de antes ou a felina de agora, ambas são lindas! nunca ache o contrário! E se alguém for ousado o suficiente para dizer uma coisa contrária a isso, não se preocupe, vou acabar com todos eles! Ele disse “como se eu ainda fosse humano”? Quer dizer então que ele é outro que morreu e mudou de corpo e sei lá mais o que? E eu? Sou a única aqui que só tenho uma aparência? Tô sinceramente muito confusa com os dois. E Nie estava feliz, nitidamente feliz, com um sorriso no rosto olhando para Kurai. Ele parece ter se enxergado na felina. Não entendo muito bem, mas não deve ser qualquer dia que você encontra uma pessoa que deixou de ser humana e agora tem mais de uma aparência.

— Nossa, eu realmente não sei nem o que dizer direito pra vocês dois. De verdade, é tanta informação de uma vez só. Mas enfim, assim como Nie, eu também acredito em você, Kurai. E com certeza quero, mais do que nunca, embarcar nessa aventura com vocês dois!  — Saltitava de alegria com um sorriso no rosto. — Mas, Kurai e Nie… agora eu tenho uma dúvida. Vocês falaram que “eram” humanos. Então, o que são agora? Vocês por acaso são fantasmas?  — Perguntaria inocentemente com um semblante confuso.


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Postado em Seg Set 24, 2018 11:36 am

Blood Moons

A caça continua
Me perguntava se alguma vez já havia me sentido daquela forma, não como exatamente uma aceitação, bem, isso também, visto que nem o próprio Halri Deijin conseguiu olhar a gata que sou agora e sentir nela que de fato é quem eu sou, buscando no interior de mim algo que não sou mais, buscando no interior de mim a Miria que morreu naquele incidente sem entender que de fato sou ela, porém, o meu corpo agora é este e eu passei por todas as coisas que passei após aquilo, não posso mais ser a garota simples do interior, sou quem sou agora e a sensação de aceitação quase me deixa embriaga daquele tato que Nie li tem para comigo tomando um pouco do meu ar e atenção. Seria um pouco diferente quanto a Alice mas não julgaria, ela não teria nenhuma vivência de nada parecido de forma anterior, acreditar de todo era difícil e no fim a reação dela era bem próxima de Halri e deixo claro, não sinto mágoas ou ressentimento na dúvida de nenhum dos dois, eu mesma não acreditaria em mim, acreditar era um feito e tanto da parte do demônio.

Aquela rodada de conversas e constatações assim como as demais, começava com as afirmações que se perderam em meio às conversas progressivas e incessantes do cenário, ainda sobre as magias e coisas que os demais diziam, coisas como "- Que magia interessante pequena Alice, tenho certeza que nos ajudará bastante em nossa jornada. Minha magia não é tão extravagante ou sequer tão luminosa ou bela quanto a de vocês pode ser." Palavras de elogio e a busca de um sentimento conjunto que eu entendia bem, os prelúdios do que fora citado, um concordo com meu próprio elogio da parte do demônio "- Bem, eu senti os efeitos das duas técnicas, então posso garantir que a mestra da guilda está correta, você tem muito talento Alice." Assim também seguia com sua gratidão a pequena, empolgada como sempre, "— Nossa gente, muito obrigada de verdade. Mas não tenho a intenção de passar nenhum de vocês. Eu só quero ter força o suficiente para proteger as pessoas que eu gosto. — " Até que por fim, chegaríamos ao ápice daquela empreitada, quando de fato eu me expunha para ambos.

“- Não só eu acredito na história, como acredito que você é pelo menos umas 10 vezes mais incrível do que eu achava que era. Como eu disse antes, vou segui-la até o inferno se necessário.” Eram as palavras do garoto que me faziam suspirar um pouco, seguraria as lágrimas que insistiam em sair ainda que fosse tão difícil, balançaria minha cabeça e um sorriso tão involuntário escaparia que era quase natural, o que era aquela estranha sensação de aconchego. A sensação de seus braços me envolvendo eram de fato uma surpresa para o homem tão contido que ele demonstrava ser, mal tinha reação, mal conseguiria retribuir, na verdade, não conseguiria de fato o deixando quase solo no ato um pouco paralisada e nervosa com tudo.

Nenhuma palavra seria dita por mim um tempo em contraste com meu feitio tão tagarela, apenas o silêncio e os sons ressonantes de batidas que ecoavam por mim mente se acelerando um pouco, o mesmo se afastava, mostrando sua aparência humana, de fato bela e com algo que trás do fundo de sua alma uma certa pureza perdida, como se estando naquela forma os resquícios do garoto ainda tentassem se manifestar, ainda que achasse sua forma demoníaca tão ou mais bela que aquela em verdade, admirava a inocência que aquela transparecia, me deixando um pouco menos nervosa. Mas por que eu estava nervosa?

“- Essa seria a minha aparência se eu ainda fosse humano, pois quando me transformei em demônio, só tinha 7 anos de idade. Não fique assim mestra da guilda, esse mundo pode te surpreender! E devo dizer, não importa qual aparência você tenha, seja a humana de antes ou a felina de agora, ambas são lindas! nunca ache o contrário! E se alguém for ousado o suficiente para dizer uma coisa contrária a isso, não se preocupe, vou acabar com todos eles!” Certamente, todos passaram por coisas que mal podem descrever, para o garoto, talvez as coisas… não, era certo isso, todos eventos, todo o tempo que antes se passou, sua história ainda não me contada de todo seria ainda mais carregada e difícil que a minha, eu sentia isso, mesmo assim era ele me amparando, parece irônico não é mesmo?

“— Nossa, eu realmente não sei nem o que dizer direito pra vocês dois. De verdade, é tanta informação de uma vez só. Mas enfim, assim como Nie, eu também acredito em você, Kurai. E com certeza quero, mais do que nunca, embarcar nessa aventura com vocês dois!” A garota saltitava de alegria com um sorriso no rosto, um tanto quanto inesperados, tipo, porque. Não importava, me tirava de meu clima um pouco mais melancólico no ato me levando a uma conduta, por hora, bem mais leve sorrindo junto a mesma ”— Mas, Kurai e Nie… agora eu tenho uma dúvida. Vocês falaram que “eram” humanos. Então, o que são agora? Vocês por acaso são fantasmas?”

Não sabia exatamente a reação de Nie mas para mim, era impossível não dar uma gargalhada tão natural que nem parecia que tudo antes aconteceu, as lágrimas antes presas se soltavam um pouco por razões diferentes, juntas ao sorriso e logo passava a pata as limpando e prosseguindo.

- Me pegou, eu sou!

Faria uma cara de espanto como que acompanhando a brincadeira e buscando ver a reação da garota a minha afirmação falsa caminhando em sua direção com os olhos bem arregalados, próxima sorrindo de novo e desmentindo a brincadeira.

- Bem, na verdade não. Apesar disso, talvez eu seja uma espécie de reencarnada, então não negaria por completo a existência de espíritos, quem sabe, pode haver vários aqui ao redor de nós, não? Mas eu não, só troquei um corpo por outro involuntariamente.


Olhava para Nie, curiosa ainda com seu uso por ser parecido com o meu mas, era diferente, não parecia uma ilusão, era real de toda forma, conferindo eu caminhando em silêncio até o mesmo e dando um toque em si para ver se a ilusão se desfaria. Não era o caso, então, só me faltava acreditar.

- Para Nie acho que um pouco diferente, este ainda é seu corpo de quando ele era humano só que mudado para o demônio que agora é, ouvi um pouco disso de Knov, a respeito de humanos transformados em demônios em uma de minhas missões. Estou errada?


Não haveria problema estar, mais uma curiosidade irrefreável que me guiava, afinal, também queria saber se havia ainda mais algum mistério naquilo e como de fato as coisas funcionavam, para eles que sofreram e passaram por isso, o quão diferente era para mim que mudei por completo de corpo, não somente uma transformação de coisas dentro de meu corpo afinal, meu corpo original mesmo, este morreu naquele evento em Hargeon.

- Aquela aparência minha, bem, ela era uma ilusão para mostrar para vocês como era minha imagem antes, eu poderia fazer isso, por exemplo, para me transformar em você Alice, veja bem.

No mesmo momento levantaria uma mão mudando novamente minha aparência, este ato apenas para indicar que usaria da magia, transformando-me perfeitamente em Alice, apesar de a aura ainda ser um pouco diferente por ela ser tão alegre e extrovertida, um pouco diferente de mim e da forma como ajo. Caminharia até ela, levando a mão a sua face, porém, não sentiria o tato daquele toque de forma alguma, como se não existisse a matéria que antes via a imagem se desfaz dando espaço novamente a minha aparência comum.

- Não é caso de Nie, você viu, certo? Que eu o toquei e nada ocorreu, isto por motivo que essa forma dele é verdadeira. Ela de fato existe.

Abriria novamente um espaço para que pudessem conversar um pouco e por seus pontos, principalmente Nie ao qual cortei explicando as coisas, afinal, eu tinha ciência que eu era bem tagarela e que, se não tomasse o devido cuidado transformaria tudo em um grande monólogo de minha parte para com os dois, os atropelando por completo, então fecho um pouco a minha matraca e continuo andando enquanto os dois me acompanham adentrando mais na cidade.

Meu próprio estado psicológico me preocupava um pouco de forma que esperava que isso não interferisse na execução de tudo ali de forma negativa, afinal, colocá-los em risco por trivialidades não era de meu feitio. Logo estaríamos a par da cidade gelada, onde, apesar do clima um tanto quanto desgastante as coisas pareciam bem tranquilas, pacatas no geral. Além de poder sentir como se outra versão de mim perambulava por ali, mas, isso devia ser só impressão mesmo.

- Bem, vamos nos separar um pouco, eu vou para norte, Alice, pode cobrir sudoeste para mim? Nie, você fica com o sudeste, assim, como estamos em três podemos cobrir uma área mais extensa daqui em triangulação atrás de informações.

Logo depois de dizer isto tomaria minha parte da rota em busca de informações e de maneira implícita de me acalmar também, um tempo para pensar um pouco a respeito de tudo o que ocorreu, muita coisa se passou e mudou sem que eu possa me dar conta ao longo dessa jornada e preciso alinhar meus pensamentos.

Caminho tocando minhas patas sobre o solo coberto pela neve, respirando com uma certa dificuldade, mas, nada incomum visto uma de minhas missões pelo norte gélido daquele local que fôra muito mais árduo do que aquele, quase, passeio por Shirotsume. “Vocês sabem algo de estranho ocorrendo?” “Crimes estranhos tem chamado a atenção?” “Viram dois homens juntos, um que usa uma magia que molda sombras e outro que molda gravidade?”, todas perguntas em vão, talvez, como era de se esperar, não estavam por ali também. Apesar de que até ouvi sobre uma luta de um homem com sombras e uma mulher com gelo, mas, imagino que seja o jovem que conheci antes pelas descrições.

Chego à uma lanchonete, me sento e faço um pedido por ali, um chocolate quente para espantar aquela sensação fria e me aquecer, balançando minhas pernas no ar e vendo como as coisas corriam por ali, uma última esperança de informação no lugar. Logo meu pedido chega, levo aos lábios tomando, pensando a respeito de Alice e Nie, se ambos estão tendo sucesso onde estão.

Recentemente, uma técnica de guilda foi criada por mim, a primeira daquele cunho, ao menos em minha regência, uma técnica para deixar pela história de nossa casa, penso, desta forma que talvez aqueles que no momento são os de mais confiança, o demônio de olhos prateados Face Powder, assim como também a garota de fios loiros e olhos como o céu limpo, a coelhinha, possam ser os mais indicados a que eu deixe um pouco de nosso legado.

Não tenho muito tempo para isso entretanto, no meio do meu copo, devaneios e pensamentos a respeito disso, um alvoroço se estabelece no lugar, uma discussão entre um homem e um dos atendentes. Me chama a atenção apesar de ficar quieta a priori, ao menos, até que o homem empurrasse o garçom contra a parede e tirasse minha paciência por completo. Seria este alguém entre os que procuro?

Me levanto de maneira calma apoiando meu copo sobre o balcão, caminhando até o local do desentendimento enquanto o mesmo vocifera contra o trabalhador local, “eu sou um mago de mais alta classe e você acha que pode me tratar assim?”. Poderia o garçom de fato ter feito algo deselegante? Algum desrespeito? Ainda assim não justificaria o ato do rapaz, mas, acima disso o mesmo afirmou ser um mago de alta classe, poderia ser uma dark guilda? “Eu apenas disse que o senhor precisava se dirigir ao caixa para fazer seu pedido”. Ah, foi isso, não posso crer, mentira, posso sim, já imaginava algo assim.

- Hey rapazes, para que essa briga? Se você é um mago deveria se portar como tal.

- Quem você é para me dar lição?

- Eu faço as perguntas aqui então se puder ficar bem calado, vai poupar a conta de um hospital mais tarde. Qual a guilda que você envergonha com esse comportamento?

Não responder poderia ser um indício de que o mesmo seria de uma guilda ilegal, ou, ainda que não fosse revelar a quem ele segue poderia me dar margem para cuidar do assunto de maneira mais diplomática, de qualquer forma saía ganhando. Isso, se o mesmo resolvesse responder.

- Volta pro zoológico coisa estranha, eu sou braço direito do master, vai pagar por ir contra uma guilda filiada ao conselho.

O mesmo esbravejava levantando a manga da sua blusa mostrando uma marca, mas, é, não conheço. Talvez seja só uma gravura mal feita, ou, bem, uma guilda menor. Isso não vêm ao caso, o que vem ao caso? Bem.

- Er… Fique bem quietinho, filiada ao conselho é? Então não é de uma guilda negra… Assim espero ao menos certo. Você disse que é amigo do master de sua guilda, então, deixe-me apresentar. Sou Kuroi Mirai… líder da Blue Pegasus, uma das guildas maiores.

Diria com um olhar frio, após o uso de stop o mantendo paralisado no ar em uma velocidade que talvez o mesmo nem consiga acompanhar, claramente, irritada pela provocação do mesmo e mostrando a marca no meio de minha cauda. Não continuaria por ali, sem soltá-lo deixaria o ambiente deixando para o estabelecimento a escolha de como agir, um mago arrogante de uma guilda qualquer não era minha responsabilidade.

Voltaria para o centro, em busca de encontrar novamente os três no ponto de encontro, pensando em como as coisas tinham seguido, eu precisava para com esse problema de ego. Ao mesmo tempo que poderia parecer convencimento por meu cargo, na verdade era a insegurança por quem sou, irritada por chamarem a mim de bicho de zoológico, poxa, de estimação por ser gata, mas zoológico.

Estou cansada, com sono de fato depois de tanto andar e ainda com o chocolate quente, minhas pálpebras se fecham parcialmente, minha mente nubla um pouco, quase sinto que vou apagar ali mesmo, mas, em um vislumbre do meus pesadelos que marca um susto enquanto caminho, me fazendo reagir de maneira intensa em desespero marcado por meu ato seguinte.

Meu sangue serve de minha sonolência e fúria, misturados no sono inerte que me abate, meu corpo toma suas proporções quando me mostro mais empenhada e derrotar algo, meu tamanho que aumenta progressivamente a um caráter quase humano, como antes, transformando-me novamente em meu battle mode.

Há algo errado entretanto, algo está diferente, eu posso sentir, como se não estivesse tão alta, e, além disso sinto uma brisa gélida tocando meu corpo, há uma razão para isso, não há mais pelos em meu corpo e nem em minha face, com feições bem mais delicadas. Que sensação é essa em minha cabeça, chifres? Ainda assim tenho orelhas como as de uma gata, isso é estranho, porém, nada comparado a quando finalmente abro meus olhos novamente.

Meus olhos rubros, se abrindo enquanto corro pra frente em um híbrido entre sonolenta e acordada, abrem-se bem próximos aos de Nie Li, assustando-me, envolta por seus braços e olhando-o de baixo, ainda que nesta forma diferente de antes quando nossas alturas se davam bem próximas. Em tanto quanto assustada um tanto quanto envergonhada, o calor de sua respiração em minha face, em meio ao ar gélido e nossos lábios tão próximos, ao menos, antes de me afastar empurrando meu corpo atrás a partir do seu e balbuciando em uma voz oscilante.

- Des-desculpa, olá Nie, te-teve sorte na sua busca?

Falava sem notar que por minha aparência este podia nem me reconhecer, talvez, o timbre de minha voz ainda inalterado fosse capaz de ajudar. Porém, quais seriam as razões da mudança em meu modo? Algo poderia ser tão forte que mudasse minha forma para algo mais próximo de meu interesse? Poderia ser amor? Levo minha mão, sim, uma mão quase humana naquele momento ao chifre tocando-o assustada, soltando no que seguia, eram como os de Nie?

- Isso, isso não faz nenhum sentido… por que minha forma mudou?

Pensava comigo mesmo um pouco confusa, abaixando meus olhos, levando-os no chão, depois passeando sobre o demônio até seus olhos prateados, se os meus eram como uma lua de sangue, os seus oscilavam entre uma lua nova e uma lua de prata, tão chamativos e gentis, dotados de um certo mistério. Logo Alice também chegaria, para corta aquele momento estranho entre nós, apesar disso, não sairia de meu modo, naquela altura me sentindo confortável nele por alguma razão, talvez, eu estivesse pensando, que com aqueles traços ele teria seus olhos em mim.

- O-olá Alice, o que acha? Minha battle mode tem uma nova forma, estranho, neh? Tipo, diferente de antes quando eu era mais felina mesmo…

Falaria apenas quando Alice chegava para comentar a respeito daquilo, constrangida e não conseguindo me dirigir com tanta facilidade a Nie, mas, falando indiretamente para ele também a respeito daquilo. Era de fato estranho estar daquele jeito, era uma sensação, a sensação de ser Miria de novo, porém, com chifres, além de uma orelha de gato. Algo entre as duas versões de mim com um toque de Nie, pensar nisso era ainda mais estranho.

- Não consegui nada do meu lado, só um esquentadinho qualquer incomodando uma cafeteria do meu caminho. E vocês?

Novamente aguardando as respostas, esperando por alguma razão, talvez instinto que aquilo fosse um fracasso mas não desanimada por isso, afinal, era mais um lugar que nossos olhos já teriam descoberto daquele mapa grandioso de Fiori. Respiro, sorrio, me preparo para o que estaria por vir que de certa forma também seria grandioso.

- Bem, não vamos perder a viagem entretanto, essa viagem também foi um teste de que eu poderia confiar em vocês e vocês provaram seu valor, são aqueles que me acompanham e apoiam e eu… bem, eu tenho uma coisa para vocês…

Minha face antes constrangida se tornava radiante, afinal, aquilo representaria que os mesmo seriam reconhecidos como alguém do mesmo nível de importância para a guilda que sua mestra, conhecendo parte dos segredos que esta possui. Começaria por Alice visto que esta tinha mais intimidade com magias versáteis, que precisavam de um certo tato para conhecimentos amplos e foco em suporte.

- O que lhes ensinarei agora, passando para vocês assim se chama técnica de guilda, uma técnica que nos representa e assim é mantida com a guilda sobre um certo código. Em geral, aprende-se quando torna-se líder, ou, alguém que o líder decida conceder essa honra. Vocês são meus escolhidos que podem possuí-la.

Caminharia até Alice, bem, dentre as razões ainda também me contendo um pouco na aproximação depois do quase beijo com o rapaz demônio, precisava me recompor daquilo, me recuperar e ficar tranquila para que conseguisse ensiná-lo bem. Espero que ele não fique mal ou chateado por ser o segundo a ser ensinado por mim dentro daquele cenário gélido.

- O nome desta técnica é Divine, eu sou a sua criadora, ela, como devem imaginar parte de uma magia minha e do âmago do que a guilda representa. Somos Blue Pegasus, os seres equídeos alados cuja referência mitológica sempre está atrelada aos eventos mais cruciais. Divinos, como nós também almejamos ser e assim como a bandeira que seguimos sugere.


Pegaria a mão da garota a erguendo no ar de maneira calma, minha altura bem semelhante a sua ajudaria nisso, colocando desta forma a altura de seus ombros, que seria ideal para tal e então direcionando-a para que ficasse de frente com Nie Li, girando seu corpo não esperando que a mesma tivesse nenhuma resistência.

- Não será ensinada minha magia como um todo mas parte dela, concentre sua magia na ponta de seus dedos, visto sua card magic, não deve ser difícil para você. Mas, você vai precisar visualizar sem nada para te auxiliar, como um brilho nas descrições que eu te dei, realmente dê o ambiente, o clima, de tornar algo uma divindade.

Esperaria ela tentar algo assim e sua magic power brilhar de maneira intensa como aquilo sugeria, além disso, aquela magia concentraria uma quantia de mana exorbitante que requer algum tempo de concentração, dou isto para que o necessário exista para a compreensão de tal.

- Você pode se sentir um pouco cansada na primeira vez, pois muita magic power será necessária, e assim também, como é a primeira faremos sem voltas ou entrelinhas, do princípio.

A magia podia ser resumida e nem sempre o movimento de patas para mim, ou, qualquer coisa para escrever parecia contemplar a palavra toda sendo bem rápida. Não iria por esse caminho para repassar, seria bem específica, mostraria como era feita alvejando a própria garota para que ela sentisse os efeitos. Faria isso de maneira calma e aplicada, quase como se desenhasse a arte que aquela magia poderia considerar-se, ao menos, para mim, deixando a palavra citada, divine, ser escrita no ar até que estaria terminada.

- Sinta e então tente fazer como eu, porém, alvejando o próprio Nie Li quando executá-la. Quando o fizer, se acertar, você também vai sentir o poder fluindo de você.

No mesmo momento concluo a magia a lançando sobre a coelhinha, concedendo a força de uma deusa para a mesma, a força de pegasus. Um grande aumento em suas capacidades mágicas atreladas também a sua capacidade de resistir mesmo a golpes físicos, uma força peculiar quando a palavra lhe tocava a imbuída do poder daquela magia de guilda.

- Sente? Agora é sua vez, escreva transmitindo sua magia e a envie para ele.

Me afastaria aguardando os resultados e esperando que a mesma obtivesse sucesso em sua execução, minhas expectativas sempre altas, apenas dando alguns conselhos para a mesma durante a execução, fazendo o papel de líder coruja.

- Com calma, aos poucos, não se desconcentre da primeira letra ao passar pras demais.

Logo ela seria executada, terminada e seria a minha vez de ensinar agora para Nie Li, a mesma técnica que passava. Tinha o trunfo de ele já ter tido boa parte da aula para Alice e seria mais fácil reproduzir, ela acertando, também seria um fato para o mesmo ter sentido o efeito da magia na pele.

- Bem, sua vez Nie. Vamos da mesma forma como você viu.

Novamente eu tocaria seu braço levando-o a ficar um pouco mais alto, sem os mesmos perceberem que o toque era justamente o que os permitia usar aquilo. Afinal, no ato, eu dispunha minha própria magic power neles para que eles consigam usar uma técnica de uma magia que não dominam que seria a Solid Script. Ainda assim, ficava um pouco constrangida ao fazê-lo, tocando de forma bem sutil seu braço e mantendo minha forma battle mode, sem entender bem o por que daquilo que fazia.

- Escreva com calma a palavra assim como também foi com ela, e be-bem, pode alvejar a mim mesma… já que eu ainda não fui afetada pela magia. Só porque se usá-la em Alice não terá efeito....

Acompanharia-o a uma certa distância, em torno de três metros e isto não seria problema para a magia que tinha um alcance considerável, perdia apenas para minhas magias de ilusão que iam para áreas muito maiores. Também tinha expectativas altas sobre aquilo e sobre as capacidades do mago, eu sabia que ele era habilidoso, mas ainda estava anciosa.

Após as execuções eu sorria de forma larga de novo, olhando e reverenciando com a cabeça em um sinal de respeito, aprovação e parabenização. Logo após isso, voltaria a conversar com ambos, começando a sinalizar a volta de nós três para Hargeon, talvez, ficando um pouco mais para resolver algumas coisas que poderiam ficar ali suspensas ou mal resolvidas.

Havia o sorvete que íamos tomar na volta e além disso, eu mal consegui tomar um chocolate quente que queria, poderíamos tornar a lá e também dependíamos das informações deles para isso, por hora, deixava um pouco a critério deles como prosseguir dali.



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Postado em Seg Out 01, 2018 3:10 pm


A jornada se inicia
"Cada homem deve ser inabalável e deve ser seu próprio universo. Somos espíritos em evolução, o que explica a frase 'errar é humano'. Somos espíritos imortais, o que desmente a frase 'a vida é curta'" • Sakyamuni
• Um mundo cinza •
A
pós aquela pequena interação entre o grupo, achei realmente interessante assim como Alice que levantou sua animação em seguir com a missão normalmente - "Nossa, eu realmente não sei nem o que dizer direito pra vocês dois. De verdade, é tanta informação de uma vez só. Mas enfim, assim como Nie, eu também acredito em você, Kurai. E com certeza quero, mais do que nunca, embarcar nessa aventura com vocês dois!" - como uma feliz garota, ela saltitava de alegria com um sorriso no rosto, mas logo depois chegando a uma espácie de conclusão - "Mas, Kurai e Nie… agora eu tenho uma dúvida. Vocês falaram que “eram” humanos. Então, o que são agora? Vocês por acaso são fantasmas?" - vendo a pergunta tão inocente da menina, não pude deixar de abrir um pequeno sorriso de canto, era realmente muito bom ter alguém assim por perto para deixar os ânimos mais leves... Até cheguei a dar uma risadinha junto com a brincadeira de Kurai logo depois - "Me pegou, eu sou!" - fazendo uma cara de espanto, como se a garota tivesse descobrido tudo, mas logo depois de se aproximar dela sorrindo, desmentiu logo em seguida - "Bem, na verdade não. Apesar disso, talvez eu seja uma espécie de reencarnada, então não negaria por completo a existência de espíritos, quem sabe, pode haver vários aqui ao redor de nós, não? Mas eu não, só troquei um corpo por outro involuntariamente." - Kurai continuou após se aproximar e tocar em meu braço -  "Para Nie acho que um pouco diferente, este ainda é seu corpo de quando ele era humano só que mudado para o demônio que agora é, ouvi um pouco disso de Knov, a respeito de humanos transformados em demônios em uma de minhas missões. Estou errada?" - me senti na necessidade de completar, afinal de contas, aquela pergunta foi direcionada a mim também, mas logo fui interrompido por Kurai - Aquela aparência minha, bem, ela era uma ilusão para mostrar para vocês como era minha imagem antes, eu poderia fazer isso, por exemplo, para me transformar em você Alice, veja bem. - ela novamente muda de forma, agora tomando a aparência de Alice e interagindo com a mesma, Kurai mostra que o corpo que ela tem é ilusório, diferente do meu que é de fato corpóreo, então  finaliza logo em seguida -  "Não é caso de Nie, você viu, certo? Que eu o toquei e nada ocorreu, isto por motivo que essa forma dele é verdadeira. Ela de fato existe." - me sentindo confortável com a sinceridade da Mestra, digo um pouco da minha história e confirmo algumas de suas conclusões :

- De fato, é bastante diferente Mestre Kurai, eu, pelo contrário, não morri quando era criança e tampouco sou um fantasma, apesar de que pensando bem, não seria muito longe disso... - rio sozinho, talvez só eu entenderia aquilo - depois de interagir mais com o mundo, descobri que sou o que chamam de "demônio", mas diferente de Kurai, fui transformado por uma criatura que vive numa caverna nos arredores de Magnólia, que muito depois de ter sido transformado, percebi que se tratava de um demônio antigo que queria passar o seu legado, mas isso vinha com um preço, o de me tornar como ele... - preferi não comentar que isso foi a 723 anos atrás, vai saber como reagiriam... - tenho uma história de sofrimento, talvez tão grande quanto a de Kurai por ser desse jeito, antigamente os demônios não eram bem aceitos, por puro racismo, então fui caçado por basicamente dois terços da minha vida... - relembrando levemente esses momentos, meu olhar fica mais profundo, como se fosse um ser antigo, e apesar de ser verdade, ambas as garotas a minha frente não fazem ideia disso - Mas enfim, esse é meu corpo real mesmo, ou talvez deveria dizer que eu já sou um demônio de verdade e não há por que negar isso, apenas consigo esconder meus atributos físicos diferentes para evitar alguns problemas desnecessários.

Espero que Alice se pronuncie, para então seguirmos viagem até a cidade gelada de Shirotsume, e chegando lá, Kurai logo sugere -  "Bem, vamos nos separar um pouco, eu vou para norte, Alice, pode cobrir sudoeste para mim? Nie, você fica com o sudeste, assim, como estamos em três podemos cobrir uma área mais extensa daqui em triangulação atrás de informações." - acho que o pensamento da Mestra é razoável, então apenas me curvo levemente declarando:

- Como desejar, assim que descobrir algo voltarei para me reportar, se cuidem, por favor. - tomo meu caminho e sigo para sudoeste como combinado em busca de informações.

Enquanto vou caminhando pela cidade cheia de neve do inverno em forma humana para causar menos impacto, observo ao longe uma estalagem razoavelmente grande, com 4 andares, e penso comigo mesmo que seria uma boa ideia ir dar uma averiguada, afinal, as estalagens da cidade são bastante movimentadas, talvez tenham visto alguém com a descrição que recebi de Kurai lá. Abrindo a porta de forma brusca, entro no local acompanhado do vento frio do exterior, então após fechar as portas novamente, vou até o balcão, que surpreendentemente também tinha um bar, e estava cheio de pessoas, é um costume daqui? não sei, mas quem sabe eles usem o bar para receber os estrangeiros que quando precisam de um lugar para dormir, apenas sobem as escadas depois de beber algo para ficarem aquecidos, é bem inteligente. Falando com o barman, peço uma bebida quente enquanto pergunto com tranquilidade:

- Com licença, você por um acaso viu dois homens estranhos passarem por aqui? Um deles controla as sombras e o outro gravidade, quem sabe você pode ter visto eles nos últimos dias na cidade...

Cerrando os olhos ele me responde de forma grossa enquanto bate no balcão com uma caneca com minha bebida - "E quem é o engraçadinho que quer saber? Suma daqui antes que arrume problemas garoto!" - vendo que ele parecia ser apenas um civil comum, olho direto em seus olhos de forma calma e uso meus poderes de Intimidação retrucando:

- Quem sou eu? Responda o que te perguntei seu idiota presunçoso! - apesar de minha voz não ter sido alta, sendo um completo mestre na arte da intimidação, o homem a sentiu no fundo da alma quase como um rugido, e com seu corpo tremendo junto ao olhar de terror, ele me respondeu apressadamente - "M-me-me de-desculpe senhor... Eu os vi, eu os vi... passaram aqui a 3 dias atrás para comprar alguns suprimentos, depois fiquei sabendo que foram em direção ao extremo sul, mas não sie de mais nada..." - esperando que sua resposta fosse suficiente para o livrar de problemas, percebi a ansiedade em seu olhar, então respondi:

- Pois bem, muito obrigado! Não fale disso para ninguém, Entendido?! - sem nem esperar ele falar alguma coisa, vou para fora da estalagem, encarando novamente o frio da cidade para voltar ao ponto de encontro, já que consegui alguma informação ao menos posso me reportar à mestra de alguma forma, mesmo que não satisfeito pela imprecisão do resultado.

Indo em direção ao local estabelecido anteriormente, preso em devaneios enquanto procurava alguma forma de chegar mais próximo dos alvos da missão, sinto alguém bater em meio peito, e inconscientemente seguro a pessoa para evitar que ela caia, apenas para me surpreender com a nossa proximidade, com as respirações se cruzando e seu súbito afastamento, e até fala da mesma logo em seguida - "Des-desculpa, olá Nie, te-teve sorte na sua busca?" - Ela me conhece? que estranho, tenho a sensação de que nunca a vi antes, mas agora a olhando mais atentamente, percebo aqueles olhos vermelhos inconfundíveis, ela é a Kurai? Por um acaso ela tem mais uma forma que eu não conheço? Mas ela mesma logo tirou minha dúvida sem que eu precisasse perguntar - "Isso, isso não faz nenhum sentido… por que minha forma mudou?" - então foi isso que aconteceu... sua forma realmente mudou, ela parece realmente mais... humana? e da pra ver que realmente não foi a muito tempo atrás, já que ela se toca constantemente, como se fosse algo completamente inesperado. Somos interrompidos pela chegada de Alice logo em seguida, junto com a pergunta de Kurai para colocá-la na conversa - "O-olá Alice, o que acha? Minha battle mode tem uma nova forma, estranho, neh? Tipo, diferente de antes quando eu era mais felina mesmo…" - acho que nem consigo prestar atenção no que Alice estava falando, não consegui parar de olhar para a mestra da guilda, até que ouvi o seu relatório da missão - "Não consegui nada do meu lado, só um esquentadinho qualquer incomodando uma cafeteria do meu caminho. E vocês?" - nos perguntou.

De fato, se aqueles olhos já me cativavam anteriormente com uma forma felina, nesse novo Battle Mode não consigo sequer tirar os olhos dela, o que diabos está acontecendo comigo? poucos segundos com aquela cara besta com a boca semi aberta, me forço a sair dos meus devaneios para me reportar a mestra:

- ããn, essa é uma nova forma senhorita Kurai? É diferente da outra... Mas enfim, consegui algumas informações de uma estalagem mais ao sul da cidade, perto do centro, o dono me disse que dois homens como você nos descreveu realmente passaram por aqui a 3 dias atrás e seguiram em direção ao extremo sul, mas não consegui muito mais informações do que isso... nesse frio e neve é difícil que eles consigam viajar, talvez estejam acampando ou abrigados em algum lugar nos arredores da cidade para não levantar suspeitas... - de fato não consigo tirar meus olhos de Kurai, se já era difícil antes, agora então...

Me animo novamente com uma fala da mestra, já que não tive muito sucesso nisso, mas já era alguma coisa - "Bem, não vamos perder a viagem entretanto, essa viagem também foi um teste de que eu poderia confiar em vocês e vocês provaram seu valor, são aqueles que me acompanham e apoiam e eu… bem, eu tenho uma coisa para vocês…" - se aproximando de Alice ela continua - "O que lhes ensinarei agora, passando para vocês assim se chama técnica de guilda, uma técnica que nos representa e assim é mantida com a guilda sobre um certo código. Em geral, aprende-se quando torna-se líder, ou, alguém que o líder decida conceder essa honra. Vocês são meus escolhidos que podem possuí-la." - realmente nós fomos os escolhidos? isso é de fato uma honra! isso finalmente tira aquela minha cara besta, enquanto observo ela ensinar Alice primeiro, o que dá pra entender, já que conhecendo a Mestra, ela deve ter começado com ela por alguma razão.

Explicando a técnica em si ela continua - "O nome desta técnica é Divine, eu sou a sua criadora, ela, como devem imaginar parte de uma magia minha e do âmago do que a guilda representa. Somos Blue Pegasus, os seres equídeos alados cuja referência mitológica sempre está atrelada aos eventos mais cruciais. Divinos, como nós também almejamos ser e assim como a bandeira que seguimos sugere." - de fato esse nome inspira o que o cavalo alado lendário representa, continuo ouvindo e prestando atenção na mestra que agora pegava na mão de Alice e a instruía em como fazer a magia funcionar - "Não será ensinada minha magia como um todo mas parte dela, concentre sua magia na ponta de seus dedos, visto sua card magic, não deve ser difícil para você. Mas, você vai precisar visualizar sem nada para te auxiliar, como um brilho nas descrições que eu te dei, realmente dê o ambiente, o clima, de tornar algo uma divindade." - Kurai continuava a instruindo, e já que ela ia me ensinar a técnica logo depois, achei coerente prestar muita atenção nos ensinamentos - "Você pode se sentir um pouco cansada na primeira vez, pois muita magic power será necessária, e assim também, como é a primeira faremos sem voltas ou entrelinhas, do princípio." - ela decidiu então usar a magia na própria Alice para demonstrar seu uso - "Sinta e então tente fazer como eu, porém, alvejando o próprio Nie Li quando executá-la. Quando o fizer, se acertar, você também vai sentir o poder fluindo de você." - após a garota receber o apoio da técnica, a mestra completa - "Sente? Agora é sua vez, escreva transmitindo sua magia e a envie para ele." - Fico em posição para receber os efeitos da técnica sem resistência, e enquanto aguardo, vou ouvindo também cada direção que a mestra dá à Alice - "Com calma, aos poucos, não se desconcentre da primeira letra ao passar pras demais." - após algumas tentativas, finalmente sinto meu poder mágico se elevar de forma gigantesca, me impressionando de imediato, não conseguindo me impedir de falar:

- Isso é... incrível! - sinto o poder correr em mim, mas logo sou tirado dessa sensação de torpor com mais uma fala da mestra - "Bem, sua vez Nie. Vamos da mesma forma como você viu." - como eu já havia visto Alice fazer a magia, muito da conversa de instrução da mestra foi cortada, e eu apesar de não ser um mago de suporte puro como as duas, tenho muita experiência, o que equilibra as coisas. Levantando meu braço ela continuou - Escreva com calma a palavra assim como também foi com ela, e be-bem, pode alvejar a mim mesma… já que eu ainda não fui afetada pela magia. Só porque se usá-la em Alice não terá efeito... - percebi um leve nervosismo, mas dava para entender, aquele momento minutos atrás foi bem estranho, mas enfim... Ela se distanciou cerca de 3 metros, e comecei a tentar usar a magia.

Apesar de ter errado algumas vezes, finalmente sinto o poder fluir de forma mais natural e mais determinado do que nunca, digo com firmeza apontando a escrita para Kurai:

- DIVINE! - eu sabia que não tinha que falar o nome da magia, mas pareceu apropriado naquele momento, e ao mesmo tempo que sinto minhas reservas de energias serem drenadas de forma espantosa, fico feliz que havia funcionado.

Reverenciando com a cabeça em sinal de aprovação, respeito e parabenização, Kurai voltou a falar conosco, e eu apenas a lembrei novamente:

- Não seri o que vai querer fazer mestra, mas acredito que os alvos não foram muito longe por causa do tempo ruim daqui... se quiser caça-los, seguirei seus comandos. - aguardando a resposta de Alice e Kurai, fico ali tranquilamente.

Meu mundo cinza ganhou mais uma luz dourada.


HP • 400 | MP • 580 (-80) = 500 | Velocidade • 2 m/s


Magias:

Divine:

Nome: Divine
Rank: A
Base: Suporte/Técnica de Guilda
Mp Gasto: 80 + 40 por post ativo
Duração: 4 posts
Alcance: 30
Descrição: Com suas garras em letras douradas de certa luz própria, apenas de efeito visual e não sendo luz de fato, escreve as letras que são enviadas em direção a um aliado ou a si própria para conferir o caráter tal aferido na palavra, como wizard porém em uma escala bem maior e diversa, potencializando os poderes de um alvo em ênfase sua resistência e seu caráter em poder mágico, como em propriedade um ser divino.
Bônus:
+ 20 Força Mágica
+ 20 Resistência Mágica
+ 20 Resistência Física

Nie Li
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Mensagens : 126


Ficha de magos
XP:
0/700  (0/700)
HP:
700/700  (700/700)
MP:
900/900  (900/900)
Nie Li

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