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[RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária.

[RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 4:52 pm

....



Sem dúvidas, Hargeon era uma cidade pequena, tinha muita movimentação por causa de sua conexão ao mar, justamente por ser costeira, as melhores coisas que passavam por Fiora provavelmente entravam por Hargeon, através de seus portos sempre abarrotados de coisas vindas de terras estranhas muito longes daqui. Isso causava um pensamento de extrema desimportância que preferi não continuar dando á ele linha, sentando-me na sombra de uma das árvores sobre uma colina que dava uma bonita vista do mar, o sol fazia um reflexo nas águas e dava um contraste importante para a cena, mesmo estando num lugar tão bonito os pensamentos do passado não paravam de me perseguir, não davam trégua um mínimo segundo, me fazendo cair com a cabeça para trás, deitando na grama e solo fofo, olhando para o céu azul e viajando em meus pensamentos.

Toda hora as lembranças me voltavam, memórias que eram tão pesadas quanto as pedras que eu podia manipular no solo, prendendo-me no solo, me absorvendo e sufocando por completo, grilhões de metal puro e gelado que tocavam meu pescoço, apertando-o na minha frustada tentativa de respirar, a impotência e falta de atenção. Se eu fosse forte suficiente naquele dia, nada disso teria acontecido e Miria estaria comigo até hoje, essas malditas memórias não iriam me atormentar á todo tempo, me tirando a atenção como sempre. Eu ainda podia lembrar de sua face, suas expressões alegres, a única fagulha de empatia que ainda existia em mim, indo embora junto com sua vida em meus braços, o sangue quente na minha pele, ardendo como ácido, tudo isso por que não consegui proteger ela, graças á minha ganância e vontade de enganar os outros. Nunca mais faria isso, e se fizesse, seria por um motivo nobre, iria expurgar o mundo de pessoas como o meu antigo, mesmo que para isso tivesse que matar quem se colocasse á minha frente.

Eu iria vingar Miria, custe o que custar. Ela era tudo que eu tinha, e foi arrancada tão facilmente, não havia um dia em que eu não desejasse que eu fosse no lugar da pequena, ela não merecia passar por tudo aquilo que eu fiz com ela, e não conseguiria descansar até conseguir vingar ela, ou que eu morresse tentando, ela merecia isso afinal, e foi o que eu prometi á ela quando morria em meus braços. Levantei meu corpo com muito esforço para ficar sentado novamente, minha visão um pouco embaçada pelo acúmulo de água das lágrimas que acabaram escapando com a volta dessas memórias, entristecendo-me ainda mais conforme elas caiam pela minha face, fazendo-me passar o braço no rosto para me limpar e estar minimamente sério, iria melhorar, mais ainda, e então poderia completar meu objetivo de uma vez por todas.

Desejava de todas as formas que alguém pudesse me ajudar nisso, praticamente gritando por dentro para que alguém me tirasse daquele sofrimento e me apontasse a direção correta de uma vez por todas, qualquer um, precisava urgentemente de conversar com qualquer um, precisava...de...alguém para me impedir de pular esse penhasco e cair de vez na escuridão, precisava de Miria novamente, não saberia catar os cacos de minha mente já muito fragmentada, iria me render ao errado e acabaria fazendo o errado.

-Por favor! Eu gritei para os quatro ventos, não parecia que havia qualquer um por ali, minhas lágrimas continuavam caindo, ardendo não só em minha pele como em minha alma, estava sozinho, como sempre ao relento, Miria era a única pessoa que jamais se preocupou comigo, e não conseguir dar minha vida por ela foi terrível. Apesar de ter pensado que minha vida havia melhorado, minhas habilidades forem crescendo exponencialmente em todos esses dias, além de minhas várias missões feitas, pensei de verdade que tudo havia melhorado mas, mesmo assim...não podia, não...não conseguia de forma alguma...

Miria, me desculpe...por favor. Ás vezes podia jurar que ainda conseguia ouvir a garotinha, me fazendo abrir os olhos derrepente e olhar freneticamente ao meu redor, procurando por qualquer traço dela, até me deparar, novamente, com a dura verdade, abatendo-me mais uma vez.

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Halri Deijin
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-RP Fechadinha, paz galera.
-Quem quiser entender alguma coisa, é da minha história, então, é...


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Deijin
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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 5:29 pm








Kuroi Mirai


E
ra tarde, não era noite e nem dia, uma tramitação entre as formas dos celestes, a lua ao horizonte, o sol ao outro despedindo-se de nossas frágeis existências. Não por acaso estaria tão assolada por meus mistérios e pensamentos, a manhã de meu retórico pesadelo, desconhecia se seria uma lembrança ou um sonho recorrente e por vezes desejava que fosse um outro, uma resposta. Lembrança fosse se feita nessas imagens ao menos teria pistas de minha existência, de onde vim e por outro lado, um sonho recorrente seria frustrante pela opacidade dos acontecimentos e de minha história em si para mim. Ainda assim, seria uma resposta para meu assolo, para a sensação torturante e vivida de minha dor a cado toque, a cada pancada e risada maliciosa que escutava entre as sombras do meu consciente turvo e nublado.

Meu corpo não diferente de minha mente sentia-se acorrentado como se algemas e camisa de força prendessem meus movimentos, sugassem minhas energias. Não seria isto proveniente de meu treino matutino e intenso que houvera realizado, não, esse talvez fosse o único alento a supressão injustificada, a energia que permitia ao menos que minhas pequenas patas negras caminhassem através das ruas movimentadas da cidade. Cabisbaixa. Meu corpo respondia ao estado da mente de forma natural, como se tudo unisse-se de forma substancial e resultasse em meu desânimo, minha apatia disforme com meu jeito peculiar e intenso de outrora, de todas outroras que consigo recordar-me neste instante. Minha calda balança de uma lado a outro quase como se varresse o chão, talvez exaltando a marca da guilda em que entrara presente ao centro da mesma, inquieta em meus instintos felinos ainda intrínsecos mesmo dentro de minha existência mais racional que a de meus primos de sangue. Minhas orelhas baixas rentes a minha cabeça não escondiam a soma de tudo isso.

Meus olhos vermelhos como uma lua preenchida pelo sangue dos assolados por outro lado, continuavam vivos e intensos, via isto no reflexo de uma loja qualquer amargurando o resto de minha existência vazia. Sorria e lacrimejava com toda conclusões estranha e indagava-me como poderia permitir-me novamente demonstrar aquela face abatida. Indignava-me, se minha mente é vazia, ao menos meu coração vai ser cheio. Havia decidido isso a muito. Ergo meus ombros, minha cabeça, minhas orelhas para ver mais alto que antes via respirando profundamente e abrindo um sorriso, não era falso, apenas criado pelas minhas conquistas e âmago, buscando reconstruir a força que possuo não só externamente como internamente. Força externa? Sim, começava a poder afirmar isso e de fato era um boa notícia para uma Exceed como eu, tornava-me poderosa aos poucos, o suficiente para ser relevante e respeitada por iguais, ainda não para aqueles que apenas viam-me como transeunte, isto também mudaria no que seguia-se.

Passos mais espaçados e intensos substituíam os de antes enquanto prosseguia para uma viela que dava em outra das vias mais movimentadas, em um local onde vendia-se um peixe bem saboroso e visualmente chamativo para substituir na dispensa da guilda o que antes consumira sem pedir sequer aos donos do mesmo, que por sorte aparentemente ainda não notaram a ausência de tal. Precisava resolver isto antes que notasse. Chegava a um passeio avistando o local e então começando a direcionar passos até ali confiantes e saltitantes sem atentar-me a maioria dos andantes e não andantes do local. A maioria, exceto um que em duas simples e estranhas palavras voltavam minha atenção para si.

"Por Favor"

Minhas orelhas pontudas negras e amarelas assim como meu pelo ouriçavam-se por sua voz carregada de dor, afinal, seriam para quem e por que tal suplica? Poderia eu dentro de minhas limitações ajudá-lo? Seria invasivo eu sequer tentar isso? Como se eu me importasse. Coçava por trás de uma de minhas orelhas virando meus passos na direção do mesmo enquanto tinha um ultimo vislumbre do peixe, "me aguarde peixinho", pensava comigo mesma enquanto respirava e pensava qual seria a melhor forma de aproximar-me do mesmo sem receber uma resposta curta, grossa e conclusiva que encerraria qualquer chance de diálogo. Apresentar-me como maga aquele momento poderia ser pior, então guardaria essa informação e iria apenas com básico para com ele, carregando um semblante simpático e leve, mesmo que minhas fundamentais ainda estivessem abaladas pelos pensamentos de antes e o sonho que interrompera minha noite.

- O senhor deseja algo?

Falava em tom de mansidão para com o mesmo, minha voz apesar de feminina era bem grave e tinha que controlar o tom por muitas vezes para não parecer agressiva, além disso eu era uma gata falante e só isso poderia ser o suficiente para assusta ou incomodar, ambas eventualidades que eu preferia e precisava evitar se queria ajudá-lo. Inclinaria minha cabeça para o lado esquerdo e o fitaria com meus grande olhos rubros esperando alguma resposta com minhas orelhas atentas e minha calda encoberta por uma de minhas patas, assim como minhas patas superiores que estariam para trás juntas em sinal de respeito e não esquecendo uma certa distância mantida. Ele transmitia uma certa áurea que me fazia manter esta ultima, como se por ventura fosse perigoso não manter as devidas medidas de segurança aos estar ali, a sua volta.

- Sou Kuroi Mirai, mas pode me chamar de Kurai, ao seu dispor...

Dizia mantendo uma mão a frente como se desejasse o cumprimentar, eu seria pequena, mas nem tanto. Comparada a demais de minha espécie na verdade minha estatura era algo a considerar-se com meus noventa centímetros, quase um metro, era do tamanho de uma criança jovem e depois de todos treinamentos, possuía uma certa áurea de poder assim como bastante mana e se o mesmo fosse sensível a isto veria que não sou tão, ignorável. Apesar disso minhas magias não era as melhores para um confronto mano a mano e preferia evitar a todo custo qualquer confusão sendo cortês, assim como a vestimenta e postura do mesmo sugeria que ele o seria. Diferente da maioria com quem estive até então, salvo o mordomo-sama, líder da minha guilda. Apenas uma gafe pelo nervosismo era cometida, pata esquerda erguida e não a direita, sou canhota e pelo costume... mesmo que a maioria seja destra, também, não havia como saber se seria o caso ali.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 6:42 pm

....



Sozinho com meus pensamentos, novamente pensei estar ouvindo a voz da pequena. A luz que ia diminuindo lentamente enquanto eu me recolhia mais e mais parado na árvore, eu me sentia sozinho como sempre, mas também sentia algo me observando e, tão logo que resolvi me virar para procurar o que estava me observando, ouvi uma voz mansa e tranquila, expressando calma e gentileza, meus olhos se viraram rapidamente e caíram sob uma gata negra, quase totalmente escondida perante á luz decaindo a essa hora, seus olhos rubros ficavam em destaque em relação ao resto de seu corpo, que era muito menor do que eu.

"O senhor deseja algo?" Disse a figura enquanto eu a encarava fascinado, um gato que falava? Muito estranho, fascinante no entanto, mas ainda assim MUITO estranho, a reação normal de qualquer um seria medo e pavor nesse momento, mas por algum motivo me sentia extremamente confortável na presença do gato. Pensei em perguntar seu nome, se por acaso tivesse algum e, parece que lendo meus pensamentos antes que eu pudesse proliferar estes, dizendo com sua voz ainda muito tranquila e mansa. "Sou Kuroi Mirai, mas pode me chamar de Kurai, ao seu dispor...", Mirai...seu nome era surpreendentemente parecido dom Miria, não queria imaginar que ela era a reencarnação da garota, e acabei ficando um pouco perplexo que, na verdade, era uma gata, não gato, mas a coincidência era tal que eu acabara ficando com uma pulga detrás de minha orelha, deixando-me intrigado. Limpei meu rosto de qualquer vestígio de lágrimas que pudesse existir ali, e comecei á articular minha boca para falar.

-Hm, é...oi. Eu sou Halri Deijin, prazer. Eu sou um mago e nunca vi uma gata falante, isso é no mínimo interessante. Desculpe minha fascinação, haha. Eu falei um pouco embolado, a gata parecia ser normal, nenhum vestígio de algo mais anormal do que sua capacidade de falar existia, pelo menos até agora, me deixando intrigado, será que eu teria uma gatinha agora? Esse pensamento era engraçado, mas era improvável que uma gata senciente iria ficar presa á um dono por qualquer motivo, mas sem dúvidas precisava de um amigo, pelo menos alguém pra conversar. -Então...você tá perdida? Eu disse, querendo disfarçar o fato de que estava á poucos segundos lamentando a morte de alguém que prezava muito, e pelo visto continuava sem disfarçar bem isso tudo. Tentei inserir um assunto neutro na conversa, possibilidades passavam em minha cabeça do por que a gata estava ali, e, de todos, o que eu gostaria que fosse menos provável, ou talvez queria que fosse o mais provável, era que ela tivesse ouvido meu pedido de socorro. Minha cabeça estava tal bagunça que não conseguia nem ao menos pensar direito, um pensamento atropelando o outro sem parar, como dominós enfileirados e caindo um após um.

Tentava manter minhas emoções sob meu controle, da melhor forma que eu podia, as lembranças ainda estavam ali, mas a gata agia como uma lâmpada numa sala escura, afastando a escuridão com sua presença de uma forma muito boa, elas tentavam me alcançar e algumas conseguiam mesmo assim, mas meu auto-controle somado á presença do animal ajudavam em muito a resistir todo esse cerco que acontecia no fundo de minha alma, por algum motivo isso tudo me parecia premeditado, algo como o destino, não entendi bem o por que, mas era aquele tipo de sensação que você não conseguia explicar, não importava o quanto você buscasse a resposta, aquela palavra na ponta de sua língua que você nunca consegue dizer, o alcançável mas inalcançável ao mesmo tempo, um misto de emoções com pensamentos que simplesmente não conseguia descrever. Estava uma bagunça e Kuroi parecia ser uma enviada para me ajudar.

Tomei uma posição de meu corpo um pouco melhor, sentando-me com as pernas cruzadas de forma correta, ainda encarando a gata e mantendo meu semblante neutro, não queria passar qualquer hostilidade para a gata que me parecia muito recuada, me perguntava por que ela falava enquanto esperava que ela se pronunciasse, gostaria que essa conversa durasse o máximo possível, não podia arriscar minha sanidade que já estava se segurando por um abismo e esperava que ela me ajudasse á recuperar todos os danos que fizera até agora. No fundo eu esperava que ela fosse Miria, apesar de tudo parecer uma baboseira, mas uma companheira qualquer para me fazer companhia era muito bom e não iria desperdiçar isso de forma alguma. Então permaneci ali, mesmo que isso fosse um tanto quanto aleatório, permaneci para ver no que dava, algo devia acontecer, por algum motivo, então não havia o por que de não ficar, não iria ser negligente novamente tão cedo, se ela estava aqui havia um motivo, então, que seja.

-Desculpe pela minha cara abatida, estou um pouco...mal? Eu disse após algum tempo, provavelmente ela já havia notado todo esse fardo que eu carregava nas costas e não disse só por educação, não havia como negar, eu realmente estava mal, um mago que almeja objetivos tão grandes derrubado por coisas tão simples quanto lembranças, uma contradição no mínimo ridícula mas que era verdade, passar a imagem de "o mais forte sempre" não iria colar dessa vez, precisava aceitar que não era, de vez em quando, o mais forte, para que pudesse progredir. Só conseguiria completar minha promessa se conseguisse, no mínimo, me resolver. -Então, você só fala? Faz alguma coisa maneira também? Eu sou um Mago, por exemplo. Eu indaguei o animal, querendo saber mais sobre ela, isso me ajudava á esquecer os problemas em que estava enfiado até o pescoço, preferi não demonstrar minhas capacidades, pelo menos não por agora, até por que poderia acabar machucando-a se não fosse muito cuidadoso, não é? Queria ter Mirai como amiga, isso me era claro, pensei em ousar fazer carinho nela, não sabia se ela iria aceitar isso normalmente ou se ia parecer estranho, então me limitei á esperar sua resposta, como um bom ouvinte, totalmente calado e concentrado em sua personalidade, queria entender mais.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 7:31 pm








Kuroi Mirai


E
le era o tipo de homem o qual parecia, achava graça em meu julgamento correto e mais ainda em ser mais de um aspecto os que acertei, sua força com mago e também sua postura de personalidade ações, não era comum eu acertar daquela forma. Em situações normais eu concluiria sobre o mesmo sério e na verdade seria um palhaço qualquer, não era o caso. Suas ações e forma de falar despertavam o respeito que eu esperava sentir como o mesmo, como uma espécie de veterano de guerra que eu devesse respeitar. Tinha certeza disso.

- Halri Deijin... Posso te chamar apenas de Deijin, certo? Ou prefere Halri?

Dizia sorrindo e ainda mantendo um tom manso, entretanto mais descontraído pelo rumo que as coisas aderiam. O mesmo questionava a respeito de eu ser uma gata falante, diferindo daqueles em meu clã que tinham informações por vezes até mais precisas que a mim mesma do que afinal eu seria, o que me fazia pensar que fugindo do sonho azul nós eramos uma espécie realmente rara. Não me abatia, ao menos em meu semblante, mas em meu interior ecoava os gritos de meus pesadelos, se éramos tão raros, quem eram aqueles em meus sonhos? Seriam mesmo Exceeds? Eu era mesmo uma Exceed naquele momento, ou me setia mais íntegra aos meus agressores em espécie por que na verdade eu seria outra coisa? Não podia determinar no tempo de uma breve conversa, o que eu podia era atentar-me as coisas que aconteciam, as palavras do homem que parecia também esconder suas sombras em si como eu e respondê-lo adequadamente, assim, quem sabe eu poderia ajudá-lo mesmo que indiretamente como eu mesma havia me proposto. Sem lágrimas, apenas sorrisos entre os corações que sangram.

- Sou uma Exceed, pareço uma gata mas talvez eu esteja mais para outra espécie de felina... não sei muito mais que isso na verdade, então, desculpe não poder ajudar quanto a origem de minha espécie...

Uma breve pausa de uns dois segundos interrompiam minha própria prosa enquanto meus olhos passeavam um pouco os arredores, fazia-se noite aos poucos e as luzes artificiais das mais distintas naturezas iam formando-se por ali cada uma a seu tempo e charme. Isso conferia-me tempo para analisar o que deveria ou não dizer a ele, se era certo ou apenas uma opinião, guardando talvez estas segundas para mim e evitando confundí-lo, tanto quanto eu também era confusa com tudo aquilo que cercava.

- ... apesar disso, conheço outro de igual raça... mas ele também não entende muito bem o mistério da nossa existência aqui... quem saiba exista um plano onde nós existamos em mais números ou lugar... eu certamente gostaria de conhecer este lugar... ou ao menos entender...

Minha voz caía para um pouco mais tempestuosa e melancólica por um instante, não sabia se o mesmo perceberia ou não a alternância vista que meu semblante ainda refugiava-se em meu sorriso reflexivo ao lado bom das coisas, o que eu sempre preferia ver. Uma pergunta ia de encontro a tudo isso, não por acaso mas por minha aparência frágil, já esperava algo como aquela indagação, naturalmente as pessoas me vêem como alguém que precisa ser protegida, justamente isso eu gostaria de deferir da nossa imagem, demonstrar aos que não nos conhece o poderio que nós podemos demonstrar.

- Não, moro aqui atualmente, já morei por muito lugares, mas, encontrei um certo lar por aqui.

Ainda desconhecia o quanto eu poderia abrir sobre eu ser maga e sobre minha guilda, também desconhecia se o mesmo saberia algo a respeito de minha guilda ou seu símbolo, se o simples vislumbre de minha calda poderia revelar-me, que sou maga e que sou da Blue Pégasus. A primeira de forma mais simples, não certa, seria revelar que ao menos faço parte de uma guilda se o mesmo soubesse a respeito da existência destas por isso a priore mantenho tal escondida da mesma forma, para que o mesmo em confusão não possa achar por exemplo que seja de uma guilda negra, de assassinos ou que seja, mesmo se achar o natural, de magos, poderia representar algum risco visto que o mesmo era uma mago, mas não havia ouvido nada em suas falas que sugeria que era de alguma guilda ou rivalizava com alguma guilda.

- Mal? Do que é feito o homem senão do suor de sua face e das olheiras de seus esforços?


Percebia em sua face que o mesmo havia de alguma forma chorado, ainda que dentro de si, mas,  não ousaria enfatizar esse assunto ou trazer a tona quando meu papel era animá-lo e além disso, o que seria eu senão uma intrusa em si se começasse a indagá-lo a respeito disso, erguia minhas patas a frente sorrindo de lado, fazendo meus bigodes retraírem um pouco para trás aumentando a faceta de gata serelepe que estava mais para meu feitio.

- Todos tem suas feridas, somente a si pode saber as profundidades das mesmas...

O mesmo perguntava no que seguia-se se eu apenas falava, me fazia sentir-me um pouco como uma gata de circo que devia mostrar algum truque a priore, mas, entendia o rumo de suas perguntas, se eu era como uma humana certamente tinha meu papel na sociedade. Gostava deste tipo de respeito e minha gratidão por esse estava clara em meu rosto, fazia um biquinho enquanto pensava, convencendo-me por fim que o mesmo era um cara legal e não economizando ao final as palavras sobre minhas habilidades, ainda que só no final e ainda não falaria nada sobre a guilda.

- Interessante Deijin, então também é mago, também, porque eu também sou uma maga...


Novamente meus olhos vermelhos enchiam-se de brilho enquanto olhava ao redor, luzes e das luzes via uma chance, queria mostrar ao mesmo um pouco que seja de minha magia, nada que me exponha e minhas capacidades, apenas algo que o faço notar minhas habilidades e também crer em mim. Ver por si mesmo que eu não mentia e assim trabalhar também a confiança e respeito que tanto buscava e aparentemente, com ele estava conseguindo mesmo que não fizesse nada. Então, o que aconteceria se eu fizesse? Erguia uma mão a frente escrevendo com a garra de meu indicador de maneira rápida e ágil palavras brancas de uma longa palavra, para uma magia simplória mas entraria em composição com o meio para criar o charme que eu desejava para o espetáculo concedido por mim.

- Não olhe diretamente ... Lightning...

As palavras enchiam-se de luz iluminando o ambiente já escuro mais forte que todas as luzes que cercavam-nos, nas proximidades quase como se estivesse de dia, com um certo alcance limitado porém a mana imbuída naquela técnica que não seria muita. Sentia a redução do peso de seu uso em vista usos anteriores, quando sua execução tirava de mim a respiração ofegante proveniente a falta de mana, certamente evoluíra desde então e não tinha como esconder a empolgação que transparecia de mim tão naturalmente e Harli Deijin certamente poderia notar.

- Solid Script, essa é minha magia, eu escrevo e voi'lá, com a dose certa de magia e destreza esta coisa toma forma, toma vida... Encontrei-me com ela a mais ou menos um ano e me apaixonei por suas possibilidades!

Virava para o mesmo enquanto a magia permanecia ali iluminando seu rosto diagonalmente provocando um efeito de sombras que mostrava-lhe mais perfeitamente para que eu pudesse notar, certamente era um humano que as mulheres chamariam de charmoso, mas, para mim mais que isso tinha uma estranha sensação de nostalgia, como se antes tivesse o visto. Era diferente de quando por exemplo tinha encontrado o mister sailor moon ou o mordomo-sama de minha guilda, mais parecido de quando encontrara Fang, o outro Exceed presente, mas, ainda diferente, mais viva.

- Se não for muito intromissão, poderia mostrar-me como a sua funciona? Magias são sempre belas não é?


Nem sempre na verdade, isto era um fato, seus usos eram belos. Basta surgir-lhes más intenções e uma rosa vira uma arma por seus espinhos, um animal vira um soldado por seus dentes, eu sabia disso, não era inocente de acreditar que magia era usada só para o bem, mas, em sua essência, a própria magia era sempre algo peculiar e imbuída de todo charme que lhe cabia, assim, minha pergunta era fundada e não sacramentada a visão de seus usos torpes. Além disso, sentia-me realmente a vontade com aquele homem, mago, filantropo? Minha imaginação começava a soltar-se minha curiosidade por ele era apenas natural, inata, seria isso o que chamam de amizade? Talvez nunca tenha tido isso de uma forma arraigada como algumas pessoas dizem ter, seria o começo de uma? Bem, isto eu não sabia, mas, era como se estivéssemos conectados por algo maior naquele momento e unicamente naquele. Não, talvez não só naquele? Pergunto-me de onde surgira estes pensamentos, sem resposta, agora, apenas desfrutando da boa conversa entre magos distintos em vários âmbitos.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 9:00 pm

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A gata era, sem dúvidas, muito mais interessante do que eu poderia imaginar á qualquer um dos momentos, e com base em responder minhas perguntas, nossa conversa ia continuando, muito fluída e interessante, os pensamentos e lembranças ruins pareciam ficar cada vez mais longe, embaçados, uma nuance escura de sua escuridão poderosa, não mais capaz de me consumir graças á luz metafórica que Kuroi representava, ela era única, ela era...ela...?

-Pode me chamar de Deijin, Queijinho também, haha! Eu falei, brincando claramente com o fato de meu nome ser estranho, claro que o dela também não era nenhuma pétala de rosas mas, ainda assim, era um nome muito estranho. Pela primeira vez em muito tempo soltei um sorriso sincero, fruto da calma e mansidão que parecia propagar de Kuroi, nunca estive tão calmo assim em muitos anos desde aquilo, ela era sem dúvidas um bálsamo para meu coração e mente machucados. Minha risada parecia se prolongar para sempre, e ela se dedicava em me explicar a sua origem, apesar de ela mesma entender muito pouco sobre si própria, sua existência era um tanto quanto conturbada. Eu nunca havia nem ouvido falar sobre "Exceeds", e sua face ficava melancólica, assim como seu tom de voz, isso era bem explícito e me deixava de coração minguado, sentia vontade de abraçar ela até que essa sensação triste saísse, sentia que não devia deixar nada atingir Kuroi, por algum motivo, a mesma sensação que não conseguia descrever por mais que tentasse.

A gata me explicava sobre suas origens ali na cidade, aparentemente, e otimamente para mim, ela não estava perdida, não aceitaria que ela vivesse sozinha por aí, ao relento, assim como eu há muito tempo atrás, não suportaria deixar que isso acontecesse, era bom saber que ela havia encontrado um lugar para ficar e, parecia estar indo bem com isso, o que me deixava muito mais despreocupado com base na sua situação atual, ela sabia se virar mesmo, então eu podia parar de me preocupar com isso de uma vez por todas, eu me sentia conectado á ela por algum motivo e isso me motivava á ter certeza sobre essas coisas. Ela então começava á falar de minha situação anterior e, por incrível que pareça, conseguiu me elevar o humor mais do que já havia antes, suas palavras pareciam muito sábias para uma gata simples e fortalecia meu sentimento indescritível, como se fosse um canal, a correnteza aumentando cada vez mais, ampliando a sensação á cada segundo e cada palavra que ela proferia, e por um momento senti como se fosse cair em lágrimas novamente mas me contive para não deixá-la mais triste.

Comecei á ter aquele peso todo tirado de minhas costas, as caretas e brincadeiras de Kuroi eram, além de fofas, muito engraçadas, livrando-me de tudo aquilo na forma de risos abafados que suavizavam minha expressão cansada e triste, ela não era engraçada, mas sua presença me fazia rir de uma forma muito estranha, a conexão recorrente parecia ainda existir, apesar de que ainda era impossível descrever o sentimento que sentia, algo além de nós dois se manifestava naquele momento muito estranho, algo...antigo? Era sensacional.

-Você está certa, Kuroi. Coberta de razão, para falar a verdade. Obrigado. Eu articulei-me para falar, as palavras saíam sem que eu pensasse em fazer isso, pareciam um reflexo de minhas emoções e estado de espírito naquele momento, saindo involuntariamente como se forçadas, saídas diretamente do meu coração com tal pureza como água cristalina na nascente de um rio furioso, o abismo o qual minha sanidade se dependia sumiu por um momento e as palavras de Kuroi serviam-me como uma corda para que eu subisse novamente, saindo totalmente da escuridão e deixando-me num estado de espírito tão feliz que nunca experimentara isso com ninguém...a não ser por Miria, isso fortalecia minhas ideias malucas, e olhando bem para Kuroi pude notar certa semelhança, por algum motivo, sua forma de falar, seus truques e palhaçadas até suas caretas, tudo me lembrava á Miria o tempo todo, ela me parecia cada vez mais a garota que eu acabei perdendo...seria isso o universo me dando uma segunda chance? É melhor que sim, eu sabia que ela era Miria, eu podia sentir, a conexão, nós éramos muito mais conectados do que duas personalidades que se encontraram aleatoriamente á noite, essa era nossa segunda chance, e não iria errar dessa vez, nem que isso custasse minha vida, de uma vez por todas.

-Ah, então você é uma maga também? Que interessante. Me mostre seus truques, ó suprema mágica! Eu exclamei com alegria, o fato dela ser uma maga era algo incrível, sem dúvidas maravilhoso, não só era uma gata falante, era também minha Miria e uma maga, ela ficou muito mais poderosa dessa vez, eu podia sentir isso e me limitei á esperar que me mostrasse seus feitos. E assim foi feito, poucos segundos depois de pedir e de meus devaneios internos Kuroi se pôs á mostrar-me sua magia, agilmente ela levantava suas patas e escrevia no...ar? Letras brancas e grandes que flutuavam e eu conseguia claramente ver, seguido de um quase sussurro "Lightning" e então a escrita desapareceu, dando lugar para uma forma redonda luminosa que iluminava nossos arredores antes muito mais escuros e eu podia sentir o calor dessa "lâmpada voadora" e uma satisfação enorme entrou do lado da felicidade por Kuroi, isso tudo era o que eu ansiava nesses exaustantes anos sem Miria.

-Você é sem dúvidas habilidosa, Kuroi, risos, mas você é tão estilosa quanto EU? Eu disse em tom alegre em resposta á sua demonstração e o pedido que eu demonstrasse minha magia, sem dúvidas iria mostrar á ela sem problemas, não havia o por que sentir medo, não é? Tão alegre quanto nunca antes eu concentrei-me, apesar da exaltação evidente que estava sentindo, minha magia percorria meu corpo e, em seguida, o solo sondando por muitos metros até que eu encontrasse o que queria, uma pedra de rubi do tamanho de uma bola de golfe, em seguida, puxei com minha magia o rubi que vinha com velocidade na minha direção, saindo do solo com velocidade e parando na minha mão. -Parece que não, em? Hahaha! Eu disse, brincando com ela com a pedra de rubi ainda em minha mão, para chamar sua atenção.



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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 17, 2018 9:37 pm








Kuroi Mirai


E
então seria me mostrado pelo mesmo como antes eu havia pedido, mas antes, a conversa fluía de forma agradável até o derradeiro fim onde as suas habilidades me eram mostradas. Desde o princípio e assim como eu, ele soltava-se mais na conversava, livrava-se de correntes o quanto mais o diálogo entre nós prosseguia. Sorrisos e brincadeiras, distorções de voz apareciam aonde antes havia serenidade e melancolismo, o charmoso homem inclusive durante aquilo tomava duas ações que me encantavam e faziam pensar.

A primeira delas foi a abertura de um apelido, normalmente eu não precisa de tal e já vou apelidando as pessoas, mister Sailor Moon, Mordomo-sama, Amarelo... Todos aí para representarem este meus traço e assim, não recusaria o tratamento me proposto para com sua pessoa de queijinho. Na verdade, era até apropriado aquele apelido pelo qual o mesmo me convidaria a chamá-lo e assim seria, maleável conforme a situação, sempre saboroso independente a forma que era apresentado, com furos ocasionados pelo tempo que não fizeram-lhe mal, mas reafirmaram seu sabor e força encarecendo seu valor.

Outro traço mostrou-se em duas instâncias, um quando o mesmo concordou com minhas falas ainda que a maioria prefira apenas afogar-se em suas lágrimas ao invés de usá-las para nadar ao topo do que pode-se alcançar com elas, mostrava a força e a não relutância com seu passado, com suas experiências, isto era algo que eu admirava além de levar como um código de vida em minha caminhada. Em outra instância, dava-se quando o mesmo parecia buscar me consolar de alguma forma com suas graças e falas, ainda que antes eu que o buscava ajudar, fazia-me perguntar quem realmente precisava de quem entre nós e também o quão eu estava tagarela, falando tudo ao vento, deixando as emoções tomarem conta sem dar-me conta.

- Quando não queijinho, dentro de minhas sete vidas, estive sempre certa...

Uma risada escapa antes do prosseguimento de diálogo que fluía até as demonstrações de magia que citaria a inicio, sim, quando o mesmo mostrava-me o que eu mesma havia aferido antes, toda magia é bela, toda magia carrega consigo e charme e mistério de seu possuinte, sua personalidade e essa essência de alma que ela carrega é o que a torna tão bela. Os traços fortes do homem misturavam-se ao seu controle terreno bruto, como se extraísse sua natureza mais voraz e sua busca por poder, por impor-se sobre as adversidades. Enquanto isso sua aplicação sutil e bela em uma pedra simples, trazia consigo o charme e leveza do sorriso e ar fraternal que emanava, sua áurea paterna e aconchegante, mais ínfima e pontual que todo o resto notado.

- Uau, devo concordar que tem estilo...

Sorria vidrando meus olhos rubros intensamente sobre a pedra que refletia de volta em sua faceta meus tons, iluminada pela magia como uma união encantadora que parecia reluzir pelo cenário. Meus olhos encantados por um instantes, tornavam-se preocupados no que seguia-se, afinal, aquilo devia valer algum dinheiro e logo lembrava-me que aquele nem sempre é um mundo seguro no qual podemos ficar à vontade em todo tempo. Não, na verdade quase nunca aquele era um mundo dentro dessas condições explicitadas.

- ... ainda mais em conjunto com a minha, seu brilho é radiante mas... não é melhor guardar isso? Digo, pode chamar atenção indesejada...

Certamente chamaria, a ambição torpe das pessoas, a mesma que pode tornar o uso de algo tão belo quanto magia em algo inapto a beleza radiante daquilo, era impossível escapar de tal e os olhares a volta, senão já para nós com a luz emanando, com uma Exceed presente, agora realmente estariam ainda mais focados ali com a pedra valiosa em posso do cavalheiro a frente, mesmo sem a certeza de que de fato era valiosa, como também eu não a tinha e ainda assim julgava-a como cara. Cara? Isto lembrava-me do porque estaria ali a princípio e abria meus olhos arregalados lembrando de meu objetivo, voltava meu campo de visão a minha destra em certo desespero vendo que ainda estaria aberta a tenda dos peixes. Era agora ou poderia ser tarde de mais.

- Aquela tenda ali, é... eu vim aqui comprar peixe para repor estoque, quer me acompanhar? Antes que feche e aí podemos continuar nossa conversa, e, sério pode ser perigoso carregar isso.

Imaginava o quão forte o mesmo podia ser e certamente ele poderia não ter medo algum de bandidos, mas, cuidado sempre é algo bom e temia que pudessem em um exemplo, nos surpreender com números e as coisas complicarem-se. Outra razão era evitar polêmicas visto minha entrada recente e meus serviços terem sido apenas coisas simples, não queria fama de arruaceira, além de já ter fama de pet de guilda que nós Exceed carregávamos por nossas aparências.

Virava-me em direção a loja caminhando até o local e logo escolhendo um dos peixes, não queria demorar-me, pedia que o mesmo colocasse na minha conta já que eu não era uma cliente tão pontual, afinal, ali vendia peixes e onde há peixes, há uma Exceed nova na cidade faminta. Era só seguir aquele cheiro libidinoso que emanava dali e voi'lá, comida. Pensando bem, essa poderia ser o primeiro lugar em que eu não precisava roubar ou pegar restos para comer desde que saí de casa, e, certamente era o primeiro lugar em que podia pegar até fiado que não haveria um problema ou recusa.

- Dois por favor, na conta... Vai querer algo queijinho?

Falar aquilo enquanto comprava comida me despertava uma certa vontade, talvez, fosse até algum lugar que vendia queijo também, afinal, aquele apelido de certa fome estava me dando fome. Talvez não fosse tão bom usá-lo levianamente com a barriga vazia como estava aquela noite. Pegava os peixes em uma sacola adequada, plástico branco, em contraste com meus pelos negros e finalizava minhas compras por ali. Logo voltaria para pagar, afinal, já tinha algum dinheiro juntado de missões que sustentariam esses meus luxos.

- Vai parar em algum lugar? Acho que vou querer parar em algum lugar para comprar... bem... queijo...

Era meio estranho dizer aquilo, mas, bem, era o que eu ia fazer. Além disso, poderia ser que o mesmo desejasse algo, afinal, estaria no meio do centro comercial e o acompanharia de bom grado até seus destinos. Se fosse um bar ou algo assim, não possuía o hábito de beber coisas como aquilo, também não era de todo adulta então seria um acompanhamento presencial, talvez tenham água ou suco por lá e não ficaria de todo deslocada. Expectativas diversas, destinos, ainda mais diversos que a primeira sentença.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Seg Jun 18, 2018 2:07 pm

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Por um momento fiquei extasiado com o fato de a técnica ter funcionado exatamente do jeito que eu gostaria, o Rubi era legítimo e estava nas minhas mãos da forma que era suposto de ser, uma pedra tão valiosa assim e mesmo assim eu a encontrei com facilidade. E ainda por cima era legítima, o que lhe atribuía um valor muito especial, o que fazer com essa pedra era o que devia decidir logo enquanto ainda estava em meus devaneios, pensando nas inúmeras possibilidades. Muita coisa estava passando na minha cabeça ao mesmo tempo e iria decidir logo se não fosse acordado do transe profundo em que estava por Kuroi, dizendo para que eu guardasse a pedra...?

Olhei ao redor rapidamente e, aparentemente, muita gente agora estava olhando para nós dois, é, um mago estranho de chapéu, tirando uma pedra do chão, uma valiosa, e uma gata falante certamente não era algo que qualquer um via todo dia, não é mesmo? Precisávamos sair dali, enquanto isso eu mantinha a pedra em mãos, apesar do perigo, duvidava que qualquer um se metesse comigo e com Kuroi e, se tentasse, iria se arrepender de tentar tocar na minha amiga, iria se arrepender amargamente enquanto os espinhos os perfurassem. Kuroi dera a ideia de ir até a tenda que vendia alguns peixes, é, fazia algum sentido que ela tivesse falado isso, né, ela é uma gata afinal e era perfeitamente compreensível que ela quisesse comprar peixes, eu até me disporia á pagar por ela já que estava com tanto dinheiro que isso seria praticamente nada e eu ficaria muito satisfeito com isso, sem dúvidas. Me perguntava constantemente como ela teria algum dinheiro para pagar isso e quantas vezes ela já fez isso? Ela era uma gata, apesar de ser uma maga, isso me trazia uma torrente de perguntas com respostas muito vagas que eu ainda não tivera a chance de perguntar, talvez em algum outro momento.

Mas algo me instigava conforme aproximávamos da tenda, Kuroi pediu mais uma vez que eu guardasse a pedra e assim o fiz, guardando-na em meu bolso com cuidado para não perder ela, algumas ideias para o uso da pedra ainda passavam na minha cabeça, mas os descartava tão rápido quanto pensava neles. Chegando na tenda eu esperei que Kuroi comprasse, esperava que o vendedor a tomasse como uma "pessoa" normal e não fosse rude com ela, se não poderia acabar machucando ele "sem querer" por ser grosso com ela e até pensei em me oferecer para carregar a sacola mas, aparentemente, não era nem um pouco necessário que fizesse isso e ela me questionava se eu gostaria de alguma coisa, pensei um pouco e então decidi comprar um pouco de salmão, meu tipo (e único) favorito de peixe. Certamente ela parecia Miria, que também tinha um gosto danado por peixes das mais variadas espécies, culpa minha de certa forma, por viciar a garotinha em salmão sempre que eu podia comprar.

-Me dê um quilo de postas de Salmão, por favor. Eu disse para o vendedor da tenda, entregando-o os jewels que correspondiam á compra desse peixe exótico, o salmão era sem dúvidas um pouco mais, um pouco não, bastante mais caro que o resto dos peixes, mas sua carne era maravilhosamente deliciosa, ainda mais quando feita na brasa, era uma carne sem dúvidas da mais alta qualidade (e gostosura, que meu deus). Peguei a sacola cheia do peixe e já imaginava o que fazer com isso desde já, as possibilidades eram bastantes, portanto me perdia novamente em pensamentos do que fazer no futuro com toda essa comida, provavelmente alguma coisa para mim e Kuroi? Quem sabe ela conseguiria lembrar que costumava comer salmão comigo? Talvez eu pudesse...Meu pensamento era cortado por Kuroi, perguntando-me se iria parar em algum lugar, logo depois dizendo-me que iria comprar, risos, queijo, despertando gargalhadas de minha pessoa ao lembrar do apelido que contei para ela, mas não tinha qualquer ideia em mente de parar em algum lugar, até o momento. Continuava com a pedra no bolso e, aparentemente, tinha descoberto uma ótima ideia para fazer com ela, iria transformar ela num colar para Kuroi, um colar para que sempre pudesse se lembrar de que eu estaria ali para ajudar ela, não importa quão longe estivesse, tenho certeza que ela iria gostar. Mas não agora, primeiramente iria junto desta para comprar o tal queijo.

-Bom, vamos lá comprar o, hahahaha, queijo, né? Estou contigo. Depois disso quero te fazer uma surpresa, Kuroi. Eu disse alegre, realmente meu coração e mente estavam muito mais leves depois de conhecer a gata, estava muito melhor do que havia passado em todo esse tempo, certamente ela era a reencarnação de Miria, a conexão se re-afirmava á todo momento em que eu passava junto dela, cada vez mais eu ficava feliz com sua presença e sentia que não poderia abandonar Kuroi em momento algum, iria proteger ela de tudo que eu pudesse, nem que isso custasse minha vida. Os erros do passado não me voltavam á mente com ela, mas eu não deixaria que eles se repetissem enquanto eu estivesse aqui. Meu tom alegre devia animar á ela também, além do fato de querer fazer uma surpresa á qual eu esperava que não assustasse a gata, não é?

Acho que já podia, finalmente, dizer que Kuroi era realmente minha amiga e, mais importante, era minha Miria, não sabia se ela conseguia entender ou sentir essa conexão também, acreditava e esperava muito que sim, mas não iria forçar nada para ela, se ela tivesse que descobrir, deveria descobrir sozinha, o que Miria era muito boa em fazer. Alguns detalhes nela me eram distintos, não sabia o que eram, talvez algum símbolo de Guilda? Ela era uma maga e, afinal, poderia ter sim uma guilda, não iria fazer essa pergunta, pelo menos por agora, era melhor dar espaço para ela e achar um momento bom para perguntar sobre isso. Levantei minha cabeça para o céu conforme nós andávamos, fitando as estrelas, tão bonitas quanto nunca, e, silenciosamente, agradecendo por ela ter voltado.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Seg Jun 18, 2018 2:58 pm








Kuroi Mirai


N
aquele momento em que as presentes coisas e sensações faziam-se únicas, demostravam-se unidas, minhas surpresas mostrariam-se apenas em seu início com ainda mais eventualidades quase despercebidas, que traziam para mim a singularidade da sensação de que eu já o conhecia, que ele fazia fazia parte da minha história. Fechando minhas pálpebras buscava em meu interior, nas lembranças das sombras de minhas noites em claro se sua voz me era comum dali, se um de seus toques seria o seu ainda que isso me apavorasse, não era o caso. Então de onde vinha aquilo, a constrangedora sensação de acolhimento e empatia. De onde via aquele grito de som seco que ecoava em meu âmago por alguns instantes carregando consigo certa dose de sofrimento e fraternidade como poucas vezes havia sentido. Miria...

Já sentira o calor de uma dano ou o carinho de um amigo, mas, dentro de tudo aquilo aquele chamado no intrínseco de meu pequeno ser, de meu coração pulsante a cada som que aliteraria com timbre tão parecido ao do queijinho Halri Deijin, havia ago diferente. Não se parecia com um amigo ou amante, um estranho ou colega de trabalho, soava como um verdadeiro pai e talvez, eu realmente o sentisse assim e por consequência, começava a aceitar também a presença do mago como tal. Mas seria apenas uma estranha e infundada constatação aquelas sensações, ou, de fato dentro de meus obscuros passados algo como aquilo realmente conectava-se a uma outra existência que eu mesma desconhecia. Poderia eu ter esquecido de algo tão importante? Mas por que, o que fora tão forte para nublar até os dias de hoje o opaco grito calado pelo desespero em minha mente?

Tudo isso era mergulhado nas expectativas e pensamentos secundários por sua fala que se seguia, um quilo de peixe, era sério isso? Não tinha como não pensar e arregalar meus olhos, ele devia gostar muito mesmo de peixe ou teria outra razão? Bem, o certo é que a única consequência da comida e do diálogo, era um sorriso escancarado no rosto do mesmo e a concordância com a continuação de nossa caminhada até comprarmos o tal queijo que eu queria, vindo esta ancia de seu nome. Talvez naquele momento, os peixes chamassem-me mais atenção até que aos peixes em si, ou, seria a existencial quase substancial e afrodisíaca do prato que poderia ser feito com ambos ingredientes divinos? Descobriria somente quando pudesse abocanhar aquilo.

Por fim, uma surpresa me era anunciada e como todo pensamento antecedente, era apenas natural pensar que tinha uma relação com os peixes. Por mais caros que fossem, não igualavam-se em valor a pedra que o mesmo tinha e não cogitaria sequer a possibilidade de que a mesma fizesse parte do presente que o mesmo desejava dar-me. Apesar disso vê-la me fazia pensar que seria interessante a partir dali vestir-me, não apenas pelo caráter estético, mas, para poder trazer comigo com mais facilidade objetos que eu desejava e até armas.

- Dois queijos canastra e um coalho por favor, a peça.

Pedia sem delongas quando chegava a loja adequada e conforme pegava começa a olhar ao redor se havia também alguma loja de vestimentas, sem sucesso entretanto visto o horário a grande maioria já havia encerrado expediente, salvo bares e restaurantes, além de algumas lojas alimentícias como aquela em que eu estaria. Aguardaria paciente também a compra de meu parceiro de passeio, afinal, o mesmo havia informado que também realizaria comprar por ali. Mais calada que o habitual, sim, pois de alguma forma todas palavras pareciam apenas engasgadas. Presas em minha garganta até aquilo, olhando ao lado uma das lojas comerciais focadas em vestimenta, onde possuía algumas roupas infanto-juvenis também o vislumbre assustava-me, quase como se me despertasse.

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No reflexo ao fazer uma pose qualquer me encaixando sobre um conjuntinho de peças claras não via a mim, em vez disso via a figura de uma garota loira de cabelos presos que cobria minhas orelhas e presas mais longas. Recuava assustada por um instante e a imagem desfazia-se revelando apenas minha forma normal novamente, não mais aquela humana que eu sequer conhecia. Quem seria ela? Apenas um sussurro vinhas a meus ouvidos enquanto meus olhos permaneciam fixos ali, confusos, buscando mais alguma pista da misteriosa aparência.

- Miria?

Eu sussurrava baixinho, quase sem som e para mim mesma. Mas, quem era Miria? Por que tal figura se é que a mesma correspondia a esse nome havia disposto-se sobre meu reflexo naquele momento. Não poderia ser que eu fosse ela, certo? Não sou humana, sou Exceed e não me lembro de em algum momento ter sido uma. Aquilo só fazia-se ainda mais perturbador conforme eu pensava. Balançava minhas orelhas de um lado a outro tentando clarear minha mente e voltaria até Deijin, Halri, para enfim questioná-lo novamente sobre algum outro destino, afinal, não teria ainda conversado sobre isso.

- Mais algum lugar?

Não saberia se o mesmo vira a estranha cena do reflexo no vidro da loja, nem se queria que o mesmo houvesse conseguido notar, poderia pensar que eu era louca. Ou talvez, ele também tenha visto aquele reflexo? Não havia como se saber o que passara com ele durante tal, o que sabia era apenas que ainda estava curiosa a respeito da tal surpresa que ainda não tinha também nenhuma constatação definitiva. Além disso, queria movimentar-me por ainda estar paranóica quanto aos riscos de andar com aquilo por ali, certamente pelos mals dias que tive em que estive lutando para apenas sobreviver. Poderia estar pagando as dívidas de outra vida?

- Confesso que ainda estou curiosa sobre a surpresa... Além disso, como será que eu ficaria vestida? Nunca tentei...

Constatava meu desejo e buscava ainda em conjunto a busca do disfarce da eventualidade que houvera comigo momentos atrás, caso o mesmo tivesse notado. Esperava não estar parecendo pedindo algo, não era de longe minha intenção, em vista todas lojas fechadas e o recém conhecimento com o mesmo. Apenas era uma verdade para encobrir outra, de fato a vestimenta branca parecia uma boa combinação com meus pelos negros, um contraste peculiar que ainda conectava-se bem ao amarelo e vermelho também presentes em mim.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Seg Jun 18, 2018 6:09 pm

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Por um momento Kuroi parou e fechou os olhos, voltando á abrir estes de uma forma estranha e aparentemente descobrindo algo que ela não havia entendido ainda? Não havia como saber sem perguntar, então continuei somente quieto, seguindo-a na direção da tal loja alimentícia para que ela pudesse comprar o que quisesse por lá, novamente eu estava disposto á pagar por ela mas, pelo visto, ela não aceitaria de qualquer forma, mas a opção sempre estava aí, para quando ela precisasse, um dia, quem sabe. Algo parecia passar na sua cabeça naquele momento, mas a gata não dava nenhuma pinta de seus pensamentos naqueles momentos, me fazendo encarar ela rapidamente várias vezes, procurando qualquer pista que pudesse me indicar algo, isso me levava á avaliar melhor a aparência de Kuroi, que me passara de certa forma despercebida. Sua aparência "normal" de gata me dava certa semelhança á Miria, seus cabelos acomodados como orelhas e até mesmo seus caninos desnecessariamente grandes, se ela não fosse uma gata negra e tivesse pelo loiro, eu poderia dizer que era uma cópia exata da garotinha que compartilhara tantos momentos bons. Esses pensamentos esvaiam conforme entrávamos na loja alimentícia.

Ela logo se aproximou do balcão, diversos tipos de queijos e outras comidas estavam por todo lado, um homem atrás desse ouvia seu pedido com atenção quando ela pedia por uns queijos que eu nem fazia ideia que poderiam existir, claramente não era a primeira vez de Kuroi comprando esse tipo de coisa. Com toda essa comida que tínhamos poderíamos fazer um jantar bem legal, o que me deu a ideia de comprar algumas coisas para bebermos, talvez? Me parecia uma boa ideia, apesar de não saber exatamente o que uma gata iria beber, acho que iria acabar perguntando o que ela gostaria, e teríamos de correr contra o tempo, já que as lojas já começavam a fechar. A gata e eu esperávamos pelo pedido quando a vi virar para o vidro da loja, fixando-se em algo por um momento, aparentemente na loja de roupas do outro lado da rua, algumas roupas na vitrine, roupas de criança mas, uma delas, lembrava-me muito de umas das roupas que Miria gostava muito de usar, uma camiseta branca básica que, por algum motivo, era uma de suas preferidas. Sua face começou á ficar confusa até que ela soltou um sussurro que eu provavelmente não deveria ter ouvido. "Miria", ela disse, para minha surpresa e aparentemente para sua surpresa também, já que parecia ter lembrado de algo que nunca esperou saber, ela começava á se aproximar de mim novamente e eu fingi não ter visto nada daquilo acontecer, focando-me nos queijos.

Ela me perguntava se havia mais algum lugar que eu gostaria de ir, eu esperei para ver se ela já havia recebido seus queijos e, aparentemente sim, então eu permiti-me falar o que pensava, havia sim mais um lugar que gostaria de ir, mas aparentemente aqui mesmo eles já vendiam, então me limitei á perguntar para ela uma questão no mínimo engraçada. -O que você costuma tomar? Digo, eu vou comprar algumas bebidas, podemos fazer um piquenique, talvez. E terminei minha fala, era um tanto quanto conturbado falar disso, não sabia por que, mas era estranho de toda forma falar disso, então fui andando até a sessão de bebidas, esperando ser acompanhado por Kuroi, pegando algumas coisas nos frigoríficos e levando-os até o caixa para que pagasse por eles, esperava que Kuroi disse algo, até uma fala muito estranha dela para que eu pudesse responder ela.

Se vestir? É, era uma pergunta extremamente estranha para que eu respondesse, vestir roupas e etc num gato? Talvez fosse uma boa ideia eu suponho, poder carregar mais coisas e etc era uma vantagem sem dúvidas, ela ficaria bem bonitinha nas roupas também, mas isso deveria partir dela, ela me pedira uma opinião então eu iria dar como sempre sincero com ela. -Eu acho que deveria tentar sim, Miria. Eu disse, confundindo o nome momentaneamente e sem ter percebido, pensei em corrigir minha fala mas acho que seria desnecessário, algo parecia ter me forçado á falar esse nome invés de Mirai, algo que eu não conseguia descrever como sempre, algo que eu não podia entender, mas podia sentir. Depois de ter dito isso, comecei á andar novamente, levando as coisas que havia comprado para a saída da loja, saindo de lá na direção da praia, sem falar mais nada, com a ideia do piquenique que havia dito para Kuroi, esperando que ela aceitasse essa ideia. Esperava de verdade, pois queria dar-lhe a surpresa que tanto disse.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Seg Jun 18, 2018 6:55 pm








Kuroi Mirai


N
o começo e fim daquele arco de estranhos acontecimentos, onde tudo dirigia-se para um derradeiro fim de estranhas conclusões e consussões de nossas histórias. Um mago perseguido pelo passado que o assolava dentro de suas lembranças, uma gatuna solitária pelo vazio de seu subconsciente. Sim, aquele era um quadro tão estranhamente errado e ainda assim, alinhadamente perfeito. Não havia outro senão aquele decorres escolhido pelas ações de ambos, os laços e entrelaços do destino que uniam de novo as duas almas vagantes e perdias destinadas a trilhar não uma, mas muitas jornadas conjuntas sem que a distinção entre si resultasse em uma união menos forte e vinculada.

Tudo inicia-se em uma pergunta qualquer em meio as notas de seus olhos e ouvidos que captavam da garota silenciosa que habitava em mim seus sussurros mais calmos e seus gritos mais desesperados, não passaria-lhe despercebido as palavras sutis que engatinhavam pelos lábios entreabertos, ainda assim em priori assumia uma postura complacente e parecia ignorar, apenas questionando-me a respeito de alguma bebida que eu gostaria mantendo sua cordialidade e gentileza que não abandonava sequer em seus passos sutis e silenciosos. Uma certa brisa gélida parecia correr meu corpo balançando meus pelo e bigodes, fazendo com que minhas orelhas contraíssem de leve.

Minha resposta para aquilo seria talvez estranha para uma gata, afinal, quando pensa-se em felinos é apenas natural associá-los a leite e coisas como essa, alem disso, eu já havia pedido queijos demonstrando minha queda para os laticínios. Em tudo isso e apesar disso, minha bebida favorita não encontrava-se na bebida alva que fazia a cabeça dos demais, não, eu era chegada a algo um tanto quanto mais peculiar e de sabor mais rico e detalhado. Apenas lembrar do sabor ao mesmo tempo suave e forte, a textura fluída em contraste do peixe eu pensava o quão suculenta seria aquela combinação e se estava no direito de escolher, por que não aproveitar a brecha para desfrutar de todos prazeres culinários?

- Uva... Eu quero suco de uva, aqueles feitos de forma mais semelhante ao vinho em si mas sem a fermentação, tão bom...

Mal terminava de falar e uma nova brisa me corria causando-me novamente o arrepio que caminhava por minha dorsal, provocava-me uma certa vontade de aproximar-me para abrigar-me do frio da noite que começava a incomodar-me. Não o fazia no entanto. Lembrava-me em seu lugar de alguns livros das velhas bibliotecas da antiga casa em que residia, um conto, uma lenda, onde brisas frias e repentinas eram como sopros do destino buscando seu derradeiro desfecho, cantando em uivos aos ouvintes sobre as respostas que os mesmo buscam e apenas os com corações abertos os suficientes conseguem compreendê-los. Foi neste momento que suas palavras me alcançaram, como se apenas uma fosse realmente relevante dentre elas e as demais fossem apenas adornos decorativos.

"Miria"

Novamente aquele nome, mas, não em meus sussurros e sonhos, proferida através dos lábios avermelhados pelo clima do homem que encontrava-se comigo, como escapando de uma jaula que residia em seu coração, apertada e aquecidas por este, escapando da supressão de sua mente para correr com a brisa constante até minhas orelhas que ouriçavam-se e balançavam em sua direção mesmo com a sensação gélida forçando-as a abaixarem, meus instintos de sobrevivência davam lugar aos instintos sensitivos.

- ... Mirai, certo?...

O corrigia por um instante relutando em aceitar aquilo mesmo que minha mente nublava-se e vagava por vários lugares. Uma única lembrança por fim assumia, como um alento em algum lugar distante do meu coração que eu mesma havia selado, não, como se algo intencionalmente tivesse selado para que eu jamais lembrasse e eu não podia compreender até então a grandeza daquilo, apenas, soltar-me das algemas da vida e as limitações da morte aos poucos para apreciar o calor daquela sensação.

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- ... Não, talvez seja Miria...

Mesmo eu não conseguia entender, a sensação do toque sobre minha cabeça acalmando-me tão calorosamente, como se nada mais importasse e eu me sentisse segura de todo mundo quando estava com ele, não sabia ao certo quando fora que isso aconteceu, mas, de alguma forma estava certa que aconteceu. Era tão real, precisava apenas da confirmação daquilo e não havia outra forma senão aquela constrangedora a qual eu pediria no que seguia-se, com palavras espremidas e trêmulas como eu me sentia quando tentava expor minha vontade.

- Po-pode tocar minha cabeça aqui?

No fundo eu sabia qual seria a sensação, que seria a mesma daquele sonho estranho que acabara de ter, não, um sonho seria a forma errada de dizer, uma lembrança que sussurrava a meu ouvido seria mais correto. Ainda assim mal podia crer no desenrolar que as coisas tomavam sem que eu tomasse nota, sem que fosse avisada. Como um baque envolto em mistério, um tapa que mudava toda minha vida sem eu nem participar. Certamente, orgulhosa como eu era não gostava de como as coisas seguiam, as rédeas era de minha preferência quando em minhas mãos e não aceitaria apenas os mistérios como respostas. Confirmando em caso que ele de faro era o homem com quem minhas lembranças, se é que assim posso chamar, apenas aumentaria minhas dúvidas de como aquilo poderia desenrola-se, quanto tempo fazia, o que era real e não dentro de minhas crenças, afinal, a pergunta que englobaria todas as demais e seria a que mais doeria de fazer a mim mesma. A exceed orgulhosa e destemida, valente dentro de sua raça e não envergonhando-se desta sentindo cada peso e responsabilida em ser tal, não negaria aquilo nem que em outra vida tenha sido humana, nem que fosse naquela ainda não negaria. Não seria a interrogativa final que mancharia isso, não podia deixar. "Quem eu sou?"

- Como é possível?

"Quem eu sou?" Ecoava em minha mente por vezes, de novo e de novo, talvez, a cada uma das palavras de minha frase desesperando-me um pouco atrás de resposta. Centrando-me por minhas forças e convicções e por mais difícil que fosse admitir, talvez, pela presença do misterioso homem que estaria ali comigo trazendo a tonas todas essas imagens estranhas e pensamentos conturbados que até faziam-me por hora esquecer o delicioso jantar que poderia estar desfrutando aquela noite. Certamente ainda desfrutaria.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Ter Jun 19, 2018 3:36 pm

....



O silêncio que se instaurava depois que eu não intencionalmente, ou talvez intencionalmente, pra falar verdade eu não sabia direito se aconteceu por que eu quis ou se foi somente um reflexo de algo que eu já queria falar fazia algum tempo para ela? Não havia como saber, como sempre estava na busca de uma resposta inalcançável, não importa o quanto eu tentasse me aproximar, parecia que ela corria de mim, sempre mais rápido do que eu podia correr atrás dele, sempre um passo á frente, como sempre sendo enganado pelo destino e deixado em segunda mão. Me perguntava quando poderia finalmente tomar as rédeas de minha vida e conseguir fazer o certo, pelo menos parecia estar perto, já que estava cada vez mais certo de que Mirai era Miria e vice-versa, a conexão parecia ter encontrado o ponto máximo de sua ligação, sua força era tal que sentia que nada poderia quebrar ela, como se feita de diamantes, nada poderia, e eu jamais deixaria, quebrar a conexão novamente, não depois de todo esse tempo.

Sua resposta era um tanto quanto desconcertante, o famoso mito de "gatos gostam de leite" me parecia ser real mas mesmo assim a educação me fez perguntar, por sorte estava certo em meu palpite e Kuroi realmente disse alguma coisa, Uva, suco de uva? Nada mal, é um bom gosto muito parecido com o de Miria, como sempre as coincidências continuavam re-afirmando a conexão como sempre. Eu já podia dizer para mim mesmo que Miria era ela ou que ela era Miria? Tanto faz, mas meu ponto agora era fazer ela mesmo reconhecer isso, esperava que ela pudesse se lembrar de algo, qualquer coisa para mim seria bom suficiente, retomar minha relação prematuramente cortada pelos fios do destino seria algo certamente muito satisfatório, sentia falta de Miria, isso era algo que nunca poderia negar, e quase fui para o lado da balança sem o único pedaço que me prendia á esse mundo ainda corretamente. Vamos lá, lembre-se de mim, Miria!

Quando ela finalmente percebera a discrepância sobre os nomes, sua expressão mudou, seu semblante ficou por um momento confuso e do nada congelou, aparentemente seus instintos tomaram posse de sua postura conforme as situações de "lutar ou correr", induzidas pelo nosso sistema nervoso parassimpático para poder exatamente fazer uma das duas opções ditas, claramente ela estava nervosa com a situação, suas orelhas se moviam procurando por algo, ela parecia estar pensando bastante e, por um momento eu fiquei muito esperançoso, mas logo a quebra de expectativa que me abateu de forma gloriosa chegou, deixando-me de joelhos prestes á sua poderosa força de impacto contra meu ser. "Mirai, certo?" Disse Kuroi, cortando minhas expectativas pela raiz apesar de estarem bem firmadas, aparentemente não havia forma de Miria realmente ter voltado e toda essa coincidência não passou de...coincidência e maluquice por minha parte, parece que o abismo voltara com toda sua força para me puxar novamente para sua escuridão, dessa vez seria eterna, podia sentir isso. Todos aqueles sentimentos que aparentemente haviam sido acalmados esperando para me dar o bote logo no momento de maior fraqueza, estava sentindo-me perder por segundos intermináveis de silêncio. Mas uma espada reluzente de luz cortava pela escuridão, tirando-me dali antes que eu fosse engolido por completo.

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Diversos "eus" lutavam para tomar controle, mas Kuroi mais uma vez me salvava, dizendo palavras que me eram como um bálsamo para um ferido próximo da morte. "...Não, talvez seja Miria...".

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As imagens de Miria passavam como flashs em minha mente, sua feição, seus cabelos caídos e esbranquiçados pela luz da lua, sua face mais pálida e olhos mais vermelhos, eu sabia que não podia estar errado...mesmo depois de morrer, ela nunca me deixou sozinho, eu finalmente pude entender. Nós estávamos ligados por algo maior que nós dois.

Suas falas seguintes trouxeram ainda mais calor ao meu coração frio, um tique nervoso que eu tinha para com Miria, puxar suas orelhas de gato quando estava bravo com ela, mesmo que de leve, isso irritava a garota de uma forma muito engraçada mas também estreitava nossos laços de uma forma muito interessante, sentia-me sempre mais próximo de Miria quando fazia isso, desde a primeira vez. Seu pedido inusitado para tocar sua cabeça, apesar de eu já saber a sensação e também como o fazer, era como ter um "Deja Vú", só que Miria era um pouco menor e mais...felina, minha mão desceu lentamente e eu apliquei a mesma coisa que já fizera pelo menos dezenas, se não centenas de vezes em Miria, sua expressão logo depois de ter feito isso me era muito auto-explicatória, ela aparentemente havia se lembrado, de uma vez por todas, quem ela realmente era. Meu coração me forçou uma fala que mais se assemelhou á um suspiro, indo junto desse todas minhas preocupações e arrependimentos, a sinceridade total de meu coração em resposta ao preocupado "Como é possível?" de Kuroi, todas minhas forças e sentimentos juntos numa só fala, agora capaz de descrever aquilo que eu estava sentindo.

-Miria...eu estava com tanta saudade. Minha voz completou, tão logo quanto isso aconteceu eu ajoelhei-me, mais por uma pressão externa que não entendera na hora, mas que me forçara á por-me de joelhos, sem nenhuma resistência e incapaz de levantar-me tão cedo, abraçando a gata gentilmente como um pai abraçaria sua filha, finalmente eu tinha toda a certeza, assim como ela, de que estávamos juntos novamente e com esse abraço, eu não pretendia deixar-nos separar novamente, nunca mais. Miria era minha mais uma vez, e eu queria que ficasse do jeito que estava. Finalmente uma palavra podia descrever aquele turbilhão de sentimentos que sentia, assim como as lágrimas de reencontro que caiam pela minha face. Saudade, era tanta que eu era impossibilitado de ao menos descrever ela, de nenhuma forma. Me questionava, mesmo que minimamente se ela lembrava do que aconteceu, esperava que não, já que jamais deixaria que algo assim acontecesse novamente enquanto eu estivesse presente aqui, mas, por hora, só queria desfrutar desse abraço.

-Então, acho melhor irmos comer, não é? Miria... Eu falei, me recompondo e pegando novamente as bolsas todas, aproveitando para carregar as dela também, levando-as enquanto esperava para que Miria, agora que eu praticamente não chamaria mais de Kuroi, que me seguisse, na direção da praia, planejava fazer um piquenique com ela, para relembrarmos o que pudéssemos de tudo isso.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Ter Jun 19, 2018 6:26 pm








Kuroi Mirai


N
ão sabia ao certo qual era a etapa mais difícil daquele processo de aceitação, auto aceitação do desconhecido a mim no que tratava-se das vertente direcionadas as novidades presentes à possibilidade de eu ser uma até então desconhecida a mim humana, conhecida de Halri Deijin, o queijinho, que teria partido no meio de suas jornadas dentre razões quais ainda não seriam-me claras e ainda que eu poderia ser sua reencarnação de alguma forma. Por outro lado também seria uma contraposta complicada e contrária a minhas essências que Kuroi Mirai era apenas uma mentira criada por mim mesma para calar um sofrimento longínquo e suprimido de minha alma em meu subconsciente apenas esperando uma gatilho externo como a presença do charmoso homem para que despertasse e me assolasse de tal forma surpreendente.

Pensava ainda sobre os sussurros e como aconteciam confusa com o andar dos fatos, poderia, pensava em hiato a conversa ainda sobre uma terceira e não impossível possibilidade. Poderia na verdade apenas que a garota habitava em mim, que de fato habitava não só uma alma em meu pequeno corpo mas duas distintas compartilhando uma mesma história? A quem eu queria enganar? Essa não era a resposta certa, eu sabia bem no fundo, que eu seria sim aquela que o mesmo clamava com suas voz libertando-se cada vez mais em busca de sua Miria, mas, também não seria mentira a existência de Kurai, a maga das luas de sangue, o brilho rubro de meus olhos não tornava-se menor, eu ainda estava ali, eu era o conjunto de todas peças que formavam-se ali àquele instante.

- ... Kurai... Não nego a existência de Miria aqui... é só... é tão complicado...

Caminhava na direção do homem que estava em intensas sensações e ações, emocionado, o abraçando envolvendo-o em meu corpo felpudo de maneira calorosa enquanto minha calda vibrava um pouco com o vento e emoções. Mal sentia o frio que antes assolava-me, talvez pelo calor que a sensação imbuía, talvez, porque em verdade os sussurros já tivessem cumprido seus objetivos e alcançado nossos corações, principalmente o meu.

- ... Eu tenho lembranças de coisas que ... não vivi nessa forma... do seu toque e calor...

Lágrimas escapava de meus olhos em constante aumento, pelo começo de uma simples e única gota solitária em meu olho esquerdo, outra em meu olho direito e logo, meus olhos estariam encharcados em cascata molhando a veste do homem e minha voz tornava-se mais trêmula e inconstante, quase desesperada, apegando-se a cada fio e traço de ambas existências, das experiências que vivi em ambas as vidas que foram-me dadas.

- ... Eu fui Miria, mas... Agora sou Kuroi Mirai...

Não sabia o efeito de minhas palavras, sabia apenas que não queria de nenhuma forma ferí-lo, sentia como se devesse, não, como se quisesse desesperadamente cuidar dele a um ponto que isto tornava-se um dever, como se antes não tivesse cumprido minha missão e agora uma segunda chance era-me dada e não podia desperdiçar-lá senão arrempederia-me amargamente e não teria mais volta, mas vezes e chances. Ainda assim, queria meus pontos e compreensão, queria ser franca e verdadeira com ele para que as coisas não começassem entre nós com mentiras e supressões das sensações que tanto lutamos para libertar ali.

- ... Sou esta Exceed que vê... não negue esta parte de mim... pois... ela também preza de todo ser a sua amizade e companheirismo...

Afastaria-me um pouco tomando um ar e inspirando profundamente, expirando no que seguia-se limpando minhas lágrimas engasgadas em algum sorriso. Pensando bem, talvez, aquela seria a primeira vez fora de meus pesadelos que chorava, queria perguntá-lo sobre o que eram aquelas imagens que atormentavam-me, mas, também tinha medo da resposta. Afinal, o que tinha acontecido comigo? Como eu morri? As coisas ainda estavam tão nubladas para mim que simplesmente não podia aceitar.

- ... Então... vamos comer queijinho queijinho

Sorriria um pouco por meu próprio trocadilho infame agregando a coragem do que de fato queria dizer naquela frase, meus olhos passeavam o solo encontrando seus pés e então deslizando meu vislumbre por seu corpo até seus olhos carregando certo mistério. Minhas orelhas baixas, calda enrolada sobre minha perna pelo temor e bigodes trêmulos, tudo juntando-se a ao timbre de minha voz que continuava inquieto.

- ... Você ... pode contar-me um pouco sobre antes? Como nos conhecemos, algo que passamos juntos, qualquer coisa?... Minha mente está muito nublada sobre isso...

"Como eu morri?" Não parava de ecoar esta ultima pergunta, mas, ainda a guardaria para mim junto a pergunta sobre meu pesadelo que não sabia nem ao certo se ele conhecia, afinal, não sentia tua presença naquele sonho obscuro. Mas, por fim, talvez tudo se unisse e aquele pesadelo fosse a lembrança de minha morte, talvez, esta era a resposta que eu mais temia, reviver de novo e de novo o memento do fim de minha primeira existência substancial como Miria. Mesmo que naqueles momentos não houvesse de fato nenhuma agressão fatal, não era uma impossibilidade e ainda mais, se ele estivesse dentro do sonho, se realmente estava ali, porque não impediu? Não, estava certa de aquele momento não era compartilhado por nós dois e sim apenas por mim, talvez antes mesmo de conhecê-lo. Certamente não seria algo que passaria sabendo quão curiosa sou e em algum momento questionaria a respeito.

- Tudo que consigo lembrar-me, são pedaços incompletos de lembranças...

Um toque sobre minha cabeça afagando meus cabelos, o som de uma voz por de trás de uma parede cantando uma canção lenta, uma noite estrelada, o vento tocando e levantando seu chapéu enquanto sorríamos, um choro calado no canto de uma sala sozinha, uma mulher de voz áspera chamando minha atenção por algo que não lembro em nada do que seria. Nada conectava-se, muitas coisas sequer tinham ainda alguma forma como a própria mulher cuja voz era ouvida, nem mesmo o passado que antecedia conhecê-lo tinha alguma pista. Quanto mais eu descobria, mais sombras formavam-se, não desanimava-me, cada pista um novo ânimo até que tudo seja-me claro o bastante para que possa enxergar a luz ao inicio da jornada e assim caminhar para a que encontra-se ao final.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Ter Jun 19, 2018 7:14 pm

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Aparentemente ela havia entendido quem ela era, sim, ela havia, mas ainda assim não resignava sua parte "Exceed", certamente ela já deixara de ser Miria, mas Miria não havia deixado de ser ela, esse conflito de personalidades não parecia ter sido despertado até que eu aparecesse, isso me fizera questionar se, no fim, fizera algum bem á ela além de buscar o bem para mim. Suas memórias pareciam conflitar, memórias de sua vida atual e passada, Mirai e Miria, as duas brigando num loop eterno para definir quem era a real naquele pequeno corpo, as lembranças pareciam forçar ela á acreditar, mas sua outra parte parecia negar isso. Essa briga de personalidades não seria bom para ela, ela só não conseguia ver que vivera todo esse tempo como Exceed usando as duas personalidades, no entanto, como uma só. "Kuroi Mirai" e "Roiku Miria" eram na verdade a mesma pessoa, só que ela não conseguia perceber isso. Não negaria jamais que ela era também Kuroi, nunca, jamais, ela também era alguém importante para mim agora, assim como Miria, para mim, as duas eram uma só.

-Eu nunca vou negar essa sua parte, Miria, Mirai, para mim tanto faz, você é igual para mim de toda forma, e vou aceitar você pode completo. Espero que me aceite também. Eu disse, tentando acalmar as personalidades conflitantes dentro da felina, não havia por que brigarem se já dividiram a personalidade sendo ambas uma só, ela só precisava de um empurrão para entender isso. -Pode parecer que não, mas você é Miria, Kuroi, mas também é Kuroi Mirai, você pode nunca ter percebido isso até agora mas vocês duas são uma só, e se tornaram o que você é hoje. Você só precisa aceitar isso para dar um fim á toda essa confusão. Eu expressei a minha opinião, que me parecia é claro a mais correta para esse problema, ela sempre esteve aí, ela só não havia percebido isso, portanto não havia por que ter medo disso, esperava que isso fosse suficiente para que Kuroi se resolvesse e não ficasse fragmentada igual eu estava, tentando se dividir entre as duas metades, e sim juntar ambas em uma só, novamente.

É, ela parecia ter aceito meu convite para ir fazer o piquenique, no entanto sua aparência ainda não parecia muito bem, tinha um certo ar cabisbaixo, alguma coisa ainda não parecia ter se resolvido e, do jeito que era, aparentemente iria acabar perguntando alguma coisa para tirar esse fardo de suas costas, portanto me limitei á esperar que ela compartilhasse seja lá o que estivesse lhe afligindo para que eu pudesse ajudar no que estivesse a meu alcance para tal. Não gostava de ver ela assim, nenhum pouco, tudo que atingia ela me atingia de maneira igual, então ajudaria-a no que fosse para que pudesse ver ela sorrir novamente, fiz isso todo o tempo em que estive com ela antes, não seria agora que pararia, ainda mais depois de ter recebido uma segunda chance. Sua pergunta era, de certo modo, previsível, algo que eu julgava totalmente normal para a situação em que ela estava envolvida no momento e iria fazer o melhor para ajudar ela no que podia.

"Você ... pode contar-me um pouco sobre antes? Como nos conhecemos, algo que passamos juntos, qualquer coisa?... Minha mente está muito nublada sobre isso...", disse Kuroi, me fazendo ponderar as melhores memórias que tinha com Miria e logo me focalizei no dia em que nos conhecemos, uma das histórias que mais gostava, não era feliz, muito pelo contrário, mas era importante demais para mim para que eu não tivesse muito apreço por essa parte de minha vida, e me parecia a mais apropriada para ser contada no momento. -Sabe, Mirai, a história de como nós nos conhecemos é muito...interessante, na minha opinião. Não espere por uma história feliz, a forma que eu te conheci na verdade foi bem triste. Quando eu comecei á me virar sozinho e á viajar por Fiore eu acabei em uma cidade que no momento eu não lembro o nome. Eu preferia omitir essa parte da história, já que nessa mesma cidade foi aonde eu á perdi da última vez e, por ora, ela não precisava nem um pouco saber dessa informação, nem tão cedo. -Você estava fazendo a mesma coisa que eu, "se virando", você aparentemente vendia o que você conseguia para sobreviver e não tava tendo muito sucesso com isso, eu fiquei alguns dias naquela cidade, não podia viajar por um tempo por que estava esperando um dos meus clientes de forjaria, e todo dia você ficava no mesmo lugar, tentando vender o que podia. Você não estava tão mal, parecia ser uma garota normal, não estava suja como um órfão qualquer deixado na beira da estrada, mas mesmo assim eu sentia que alguma coisa estava acontecendo e você não estava bem. Eu disse, parando por alguns momentos para respirar antes de continuar a história.

Tomando meu fôlego novamente para continuar em seguida. -Um dia antes de que eu fosse embora, você finalmente arrumou um cliente, mas era um homem mal-intencionado e você aparentemente não havia reparado nisso, o cara tentou...te enganar e sair com o pouco dinheiro que você tinha e isso motivou uma ação minha, eu ataquei ele com os poucos poderes mágicos que tinha naquela época que, por sorte, foram suficientes para espantar o homem. A partir dali eu acabei ficando na cidade por mais algum tempo, até que finalmente te "adotei" como minha filha, apesar de ser só alguns anos mais velho que você naquela época, e começamos á viajar juntos. Você continua com a vontade de vender tudo e acabava vendendo itens que eu já havia reservado, me fazendo ter de fazer outros na pressa, foi numa dessas vezes que fiz o aperto na sua orelha pela primeira vez. A gente ria bastante disso. Eu terminei a história enquanto nos aproximávamos mais e mais da praia, parecia ser a hora do piquenique afinal.

Indo para a areia dentro, esperava que Kuroi absorvesse toda a informação com tranquilidade, enquanto eu pegava as coisas e usava uma toalha que carregava para "forrar" uma área na areia para que sentássemos, distribuindo o suco de uva, os peixes e queijos por toda ela, esperando que Kuroi me acompanhasse enquanto eu olhava para a luz do luar refletida nas ondas do mar. Me perguntava como diabos iria colocar o peixe na brasa e acabei por realizar que acabaria por comer o peixe cru mesmo, bom, antes come do que com fome, não é mesmo? Então não iria fazer mal algum fazer isso, ainda mais com Mirai, que provavelmente gostaria mais do peixe cru do que em brasa, já que era um animal...ou meio animal? Não importava.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Qua Jun 20, 2018 3:00 pm








Kuroi Mirai


A
conversa ia melhor do que eu esperava, consideravelmente melhor visto que eu acreditava que por ventura poderia ser um assunto delicado não só para mim como para o mesmo. Poderia ser que o alento superasse os temores em tamanha maneira para o mesmo, que o segundo fosse apenas indiferente para ele e o ignorar era simples como me parecia de meu ângulo de observadora. Talvez não. Mostrava-se ambas facetas na tentativa inicial de me acalmar e ressaltar que não haviam duas mas apenas uma.

Não haver duas era de forma certo e de certa forma errado, afinal realmente eramos apenas uma alma passada entre duas gerações adiante. Apesar disso, fomos dois corpos distintos em traços e espécies, uma humana e uma Exceed com cores distintas, vivenciei experiências como Miria que não são ignoráveis e no que seguiu-se também vivi como Kuroi Mirai seguindo e tocando adiante a minha pequena existência nesse grandioso mundo que me concedera a dádiva de uma segunda oportunidade, visto isso, realmente preferia o segundo tratamento, o nome que agora representava-me, Kuroi Mirai, a maga das luas de sangue.

Não falaria entretanto a respeito disso com ele, guardaria esta certa inquietação e preferência talvez desconfortante para ouví-lo com atenção em cada detalhe, prestando a devida atenção que a minha própria história merecia. Em maioria, triste para mim era que a maioria não conectava-se como lembranças. "Não espere por uma história feliz, a forma que eu te conheci na verdade foi bem triste." Certamente não era de meu agrado ouvir aquilo, mas, não era algo que não esperasse por meus pesadelos, todas as primeiras coisas e lembranças inexplicadas que eu possuía antes mesmo de reconhecê-lo era coisas sombrias e que machucavam-me. Não podia esperar nada feliz destas experiências sobrenaturais.

Seria uma divida do universo sendo paga esta outra "vida" que me era dada? A prosa toda do mesmo, que não era exatamente breve mostrava-me diversos pontos relevantes que seriam cruciais para várias de minhas constatações sobre o assunto. O primeiro ponto é que na época citada ele não era tão mais velho que eu, o que explica todos anos decorridos de minha vida como Exceed e levanta a hipótese que se de alguma forma ele estivesse comigo nos eventos passados às noites em que não conseguia dormir, eu talvez não o reconhecesse mesmo que toda neblina que encobriam as faces e silhuetas dos presentes desfizesse-se, além disso, também teria a ideia de que passamos algum tempo juntos pelas idades das ultimas lembranças. Isto é, levando o segundo em conta, tempo de narrativa e idades relativas. Eu apesar de não ser muito mais nova que o mesmo segundo ele não cheguei a aproximar-me em desenvolvimento físico relativo, isto sugeria que não cheguei a atingir a adolescência, sendo provável que morri ainda mais jovem que doze anos. Isto poderia ser aferido a partir do ponto em que nesse período mulheres desenvolvem-se mais rápido que homens e então eu teria uma aparência já similar a deste. Poderia ser que morri... aos dez anos? Isto seria apenas uma hipótese que construía a partir dos conhecimentos que tinha adquirido em livros e não bastaria para salientar minhas curiosidades, eu queria saber, de tudo o que me envolvia. Não, eu precisava!

- Com qual idade eu morri e...

Precisava perguntar aquilo visto que sozinha eu não conseguia mesmo que me esforçasse e meus bigodes tremessem ao máximo conjuntas as minhas orelhas, era como se algo sussurrasse ainda, confie, pergunte, você sabe que ele vai te responder se o fizer. Temia por isso, por ele responder mas não de total agrado ou ainda que esta voz tenha se enganado. Não era uma conversa fácil para nenhum de nós apesar de toda magia do reencontro.

- ... Como isso aconteceu?

Levava uma das patas a um dos peixes deslizando minha unha e fazendo tiras no peixe evitando aproximar-me de seus estômago para não fazer nenhuma bagunça, assim como antes fazia na cozinha da guilda, depois tirando uma fatia de queijo e juntando ao peixe em uma estranha e saborosa combinação do canastra com salmão, o queijo mais salgado que combinava seu sabor a sutileza de fruto do mar enquanto ouvia, ou não, a resposta do homem e tomando coragem para a segunda pergunta complicada que teria de fazer para ele. Olhava-o de baixo para cima aos cantos dos olhos, preparando a longa descrição-pergunta.

- Eu tenho um sonho recorrente, nem sempre é exatamente igual mas, eu to ao centro de algo, pessoas me rodeiam, riem, me cutucam e por algumas vezes me batem. Não consigo ver seus rostos e nem o fim desse sonho, o que tinha acontecido ali, nada. Apenas as vozes caçoante e a sensação de pânico, além disso, a sensação de que de alguma forma conhecia as pessoas que estava fazendo aquilo comigo... lhe é familiar?

Era possível que o mesmo sequer conhecesse essa parte, bem possível na verdade, sendo que parece que eu não era muita velha naquele momento, apesar de que, também não conseguia ver a mim mesma. Seria uma alusão de que eu estaria vendada? Pela primeira vez, ao falar abertamente sobre isso e considerando uma lembrança pensava a respeito dos caráteres lógicos do ocorrido e possíveis respostas para minhas próprias dúvidas, apesar de ainda busca ouvir da boca dele se o mesmo sabia a respeito.

- Além disso... Lembro de uma mulher com a voz chamativa, normalmente irritada... nestas conseguia distinguir mais um pouco, mas também não lembro-me de seu rosto.. parecia estar me colocando de castigo ou me repreendendo por algo...

Esta ultima diferente da primeira já assimilava-se a algo mais "recente", comigo mais sã das coisas que cercavam-me e poderia ser que o mesmo soubesse do que tratava-se afinal, talvez eu já o conhecesse. Talvez não. Um mar de incertezas que apenas uma conversa não cobriria, mas seria essencial toda ajuda que fosse proveniente desta para mim, afinal, pistas são pistas. Esse é o lema da minha versão detetive que não podia deixar escapar um furo sobre si mesma e sua história.

... E a dúvida mais importante... Vai só ficar me olhando comendo?

Dizia para o mesmo para que notasse que eu já estaria em meu segundo peixe comendo sozinha, assim não sobraria uma grama daquele kilo para ele depois que eu terminasse de comer. Sou uma gata pequena porque se fosse grande, não haveria comida para tanta gula. Pensava um pouco também sobre o assunto da roupa de antes, estava decidida a retornar a vestir-me, tinha um certo charme e beleza nisso além de toda utilidade. Uma peça como a que antes vestia, não importaria em usar.

- Eu deveria comprar neh, aquela roupa, não acha? Vou ficar bonita?

Pergunta retórica é claro, uma gata como eu não podia ficar feia não importa o que fizesse, tudo que podia ocorrer era que eu ficasse mais, gata.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Qua Jun 20, 2018 7:18 pm

....



Aparentemente as coisas iam bem, Kuroi ia ouvindo conforme eu contava toda a história de como nos conhecemos, no caso, quase toda, algumas partes eram muito dolorosas para que eu contasse á primeira vista assim. Suas expressões mudavam conforme ela digeria a história que eu á contava, geralmente rondando de confusão a curiosidade de forma extremamente rápida, ela conseguia assimilar as informações tão rápido quanto eu conseguia ao menos proferir estas, Miria sempre foi muito esperta e rápida para esse tipo de coisa, não me surpreendendo com sua rapidez em fazer tudo isso, mas isso também podia instigar Kuroi á perguntar coisas que eu não gostaria de responder. Nunca fui mentiroso com Miria, não iria ser hoje que isso aconteceria caso ela perguntasse aquilo mas doeria-me infinitamente reviver aquele momento que tanto luto para esquecer.

Mas então uma pergunta apareceu como uma faísca numa poça inteira cheia de gasolina, "Com que idade eu morri e...", disse Kuroi, somente isso foi capaz de me deixar em um alerta máximo, lutando contra minha vontade de arregalar os olhos e gritar com ela para parar de falar, agarrando-me totalmente ao auto-controle que desenvolvi em todos esses anos para não ceder nesse momento, mantendo minha postura na frente da felina que agora indagava novamente sobre a sua falência, "...Como isso aconteceu?" terminou, isso conseguiu de vez acender todo o combustível desperdiçado, iniciando um incêndio emocional que praticamente não estava preparado para lidar, me fazendo travar completamente por alguns segundos, sem responder a seu questionamento, pensando não só no que dizer, mas em não lembrar sobre tudo aquilo, o que era de certa forma impossível, eu sabia que isso iria acontecer alguma hora, eu causei isso fazendo-a lembrar de quem era, eu precisava só estar mais preparado.

Ela tinha que perguntar alguma hora. Martelava meu coração sobre meu cérebro, um embate clássico de razão contra emoção de proporções decertas gloriosas, uma briga colossal entre as duas potências motivadores de um ser, um Império que era derrubado por seus inimigos podia se reerguer, mas e um Império derrubado por si próprio? Era perda total, eu devia decidir entre recolher-me de vez para as sombras e resignar á Miria e tudo aquilo que Kuroi agora representava e abraçar o meu lado ruim, ou então contar todo esse peso acumulado pelo meu coração nesses longos anos que suportei isso tudo. A resposta me parecia bem óbvia, não só para meu bem estar, mas como para meu coração e emocional, que parecia ganhar a batalha sobre a razão que tanto motivara e servira como agente principal das minhas ações em todos esses anos de amargura.

Era difícil, mas necessário, você sabia disso. -Então, Kuroi, isso é algo muito...complicado... Eu comecei, minha aparência claramente mostrava a dificuldade de proferir essa parte da história, minha inquietação perante o piquenique calmo que estávamos tendo. -Você...é...morreu com mais ou menos, *cof*, 9 anos. Eu completei de uma vez, minha voz fraquejava quase que todo o tempo enquanto eu falava sobre isso, era decerto algo difícil e que levaria mais tempo, bem mais tempo, do que eu gostaria para falar disso tudo, as lembranças vinham com toda força quanto era possível, só assim eu poderia ser sincero ao máximo com Kuroi, por mais que doesse em mim, ela tinha o direito e, acima de tudo, merecia que eu contasse tudo quanto era possível, cada detalhe, por mais errado e maldoso que ele pudesse ser, se ela queria a história, a história eu daria á ela.

-Depois de muito tempo que viajamos juntos, acho que pouco mais do que dois a-, é, dois anos, nós finalmente voltamos á cidade em que eu e você nos conhecemos, eu tinha um acordo muito grande e seria o suficiente para que pudéssemos parar de viajar e finalmente estabelecer em algum lugar de uma vez por todas, inicialmente seria aqui em Hargeon mesmo, você queria muito ver o mar, haha. Eu comecei a história mais amaldiçoada que conhecia, minha aflição e tristeza eram gritantes e ás vezes faziam minha voz fraquejar ou falhar totalmente, a única lembrança boa da história era como uma pena que fazia cócegas, me fazendo dar uma risada de arrependimento, era verdade tudo isso e, no fim, acabara em Hargeon de qualquer forma. -Mas aí tudo que eu mais me arrependo hoje em dia aconteceu. Tudo corria bem e o acordo ia ser fechado mais o menos meio-dia, mas o cara não era um zé ninguém qualquer procurando uma forja de qualidade, aparentemente era algum tipo de mago proibido ou malvado, eu não sei ao certo até hoje. Ele tentou me enganar e roubar tudo que tínhamos, eu tentei ao máximo nos defender mas o homem era pelo menos umas dez vezes mais forte que eu, lutamos par á par por algum tempo, mas ele acabou conseguindo um golpe praticamente fatal em mim, seria fatal se....se você não se jogasse na frente para me ajudar. Eu continuei a história, as lágrimas começavam á cair de forma descontrolada e eu já não conseguia mais de jeito nenhum disfarçar ou amenizar os efeitos da dor que eu sentia em minha fala, falhando e fraquejando frequentemente quanto mais próximo do final eu chegava, a verdade era enfim revelada, Miria morreu para me salvar por eu ter sido fraco demais para proteger ela.

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Isso levava ao derradeiro fim de nossa história...e eu tinha que terminar ela, não é? -Eu, eu tentei o que eu pude, mas nada podia ser feito, o tal mago foi embora, pensando que tinha acabado comigo e eu fiquei ali com você, não sei por quanto tempo na verdade. Meus olhos fecharam e por um momento eu podia sentir e ver o passado como se fosse agora, tudo novamente. -Você tentando falar comigo, eu ainda posso sentir sua mão tocando minha bochecha enquanto eu gritava pra que alguém viesse ajudar. Eu parei na hora que senti você fazendo isso e olhei fixamente nos seus olhos, sua voz fraca dizendo "Está tudo bem" sempre, mesmo quando claramente não estava, naquela hora eu prometi á você que iria me vingar de todos que fizeram mal á você...depois disso eu apaguei e quando acordei, você não estava mais perto de mim, um outro andarilho acabou por me salvar e me levar para longe da cidade...eu-eu nunca tive a oportunidade de te enterrar, Miria. Eu conclui a história, meu rosto estava praticamente imerso sob as lágrimas e com isso eu conseguira terminar completamente, e me livrar por fim do terrível fardo, que essa história colocara sobre mim em todos esses anos, sentia que finalmente poderia seguir em frente sem os remorsos passados. No fim, sendo Miria ou não, Kuroi ajudou-me á me livrar dos meus pecados e a continuar...

A conversa começava á tomar um tom mais calmo e eu dera tempo para que meus sentimentos se acalmassem, a torrente devastadora e arregaçadora de emocionais ia se aquietando como um urso feroz que chegava á época de hibernação, finalmente deitando-se para descansar por muito tempo, dessa vez, pra todo o sempre, trancada á sete chaves no mais profundo canto de meu coração, agora totalmente incapaz de me ferir, uma ferida que eu achava impossível de cicatrizar finalmente se fechara, com a ajuda externa, mas certamente fechara de uma vez. Não devíamos resignar o passado, mas sim aprender com ele e, então, seguir de uma vez para frente, sem olhar para trás. Se agarrar ao passado era a pior coisa possível e eu finalmente consegui perceber isso, antes que fosse tarde demais para me recuperar dessa queda. Era a hora de responder aos questionamentos seguintes de Kuroi, agora muito mais aliviado e preparado para tal. Ela me contava de um de seus sonhos, um que eu aparentemente não reconhecia e me fazendo voltar á minha memória e buscar por essa lembrança específica, um momento também não muito legal de tudo isso.

-Eu acho que eu lembro disso, se não me engano você me contou isso enquanto dormia, sonhando com um dos pesadelos. Me dizia que seus pais te tratavam mal demais, por isso você acabou fugindo. Claro que não me disse isso em sonho, mas depois que eu perguntei enquanto estava acordada, apesar de ser muito tímida e resignada á contar esse período do seu passado, depois de um tempo você acabou por se abrir de vez. Essa era uma das muitas punições que sua família doente fazia. Eles pegavam ferros quentes e ficavam te cutucando por coisas banais, como derrubar um copo ou algo do tipo, por sorte não deixavam cicatrizes, até por que poderiam ser presos se fossem pegos fazendo isso, por sorte você escapou á tempo, deus sabe o que aqueles doentes poderiam fazer. Eu conclui, dizendo tudo que ela própria havia me contado antigamente, cada palavra baseada na história que me fora contada por si própria, não me doía muito tudo isso, toda sua família provavelmente estava morta á esse momento, mas certamente seria um choque bem grande, ou talvez ela não fosse tão agarrada assim ao passado e simplesmente queria elucidar esses sonhos estranhos que tinha á todo tempo. Era uma terapia para ela, provavelmente, e como sempre eu não mediria esforços para ajudar ela, indo em seguida para a segunda pergunta dela, me preparando no meu sub consciente, procurando pelas lembranças, para que pudesse responder ela com o máximo de precisão possível, e sinceridade.

-Pela descrição que me deu, a única coisa que posso me lembrar, até por que me parece bem óbvio, era a sua mãe autoritária, assim como o resto de sua família ela também era maligna, á pelo menos se julgar como você me contava, das piores era ela, te colocava de castigo o tempo todo e te impedia de ter uma infância normal, eu não acho que aquela sua "família" queria alguma coisa além de uma escrava, para falar a verdade, foi muito melhor que você tenha fugido lá antes que não conseguisse mais escapar, se isso te serve de consolo, eles provavelmente já pagaram por seus pecados agora em terra, e não devem mais estar entre nós, então não acho que deva mais se preocupar com isso. Finalizei, dando um total arquétipo do passado que ela perguntara e que me era comum saber, esperando ter sanar totalmente suas dúvidas para que ela não sofresse mais na busca por essas respostas. Mas sua repentina indagação terciária me fizera arregalar os olhos do tipo "O que mais essa felina quer saber?", para, no fim, uma quebra de expectativa hilária e ridícula recair sobre minha preocupação, me fazendo ter gargalhadas como se estivesse constantemente sob cócegas.

-Ah, pode ter certeza que eu vou comer, mas antes preciso que me responda, o que gostaria que eu te desse usando esse Rubi, Kuroi? Eu falei, tirando a joia preciosa de meu bolso e alçando-a á lua, fazendo sua luz combinada com a cor vermelha da joia causar um efeito avermelhado espetacular, enquanto com a outra mão, eu pegava quatro postas inteiras e, juntando com um pedaço de queijo colossal, comia de uma só vez, como um verdadeiro comedor, e esfomeado, profissional. Se Kuroi achava-se uma ótima comilona, é por que ela não havia me conhecido, até agora.

Mas uma outra pergunta sua me atingira antes que ela tivesse a chance de me responder o questionamento sobre a joia que eu proporcionei á ela. Novamente voltamos ao tema de roupas que ela poderia usar, sua pergunta me tinha um tom retórico, mas eu nunca deixava de expressar minha opinião, ainda mais nesse assunto em que ela poderia, provavelmente, estar esperando um elogio que claramente iria acompanhar o seu comentário, e, como um bom amigo, eu disse. -Ficaria horrivelmente feia! Eu falei, deixando alguns momentos de suspense e silêncio entre nós e, logo depois, caindo na gargalhada, para que Kuroi pudesse entender que não fizera nada mais do que uma piada inocente, para que pudesse arrancar um sorriso de sua personalidade, complementando em seguida com um comentário totalmente sério, expresso até mesmo pelo meu tom de voz e expressões, que se tornaram mais grossos e objetivos. -Você sabe que ficaria bonita com qualquer coisa, Mirai. Então eu sinceramente acho que deveria sim comprar, ficaria muito boa num vestido, mas provavelmente teria de pedir uma encomendar, já que acho improvável que tenham uma roupa própria para um corpo como seu, né? Eu falei totalmente sem malícia e sinceramente, já que sua anatomia era completamente diferente de um ser humano normal, á quem as roupas eram destinadas normal e definitivamente. Mas sim, ela ficaria extremamente bonita.

Passado todo esse questionamento de roupas e vestimentas, eu esperei um momento de silêncio e então, com a hora propícia para tal, voltei para a proposta que a fizera alguns minutos atrás, dizendo lenta e seriamente para que Kuroi me respondesse sinceramente, minha expressão mostrava que não aceitaria um não como resposta, de forma alguma.

-Então me diga, o que você quer? E esperei, sob a luz do luar, que sua resposta soasse em meus ouvidos.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Qua Jun 20, 2018 8:58 pm








Kuroi Mirai


T
alvez não devesse ter o questionado sobre aquilo e ainda assim sentia-me satisfeita por ter perguntado, perguntava-me um pouco em longo suspiro se essa sensação de descoberta ser tão empolgante e intensa superar a preocupação que eu tinha para com o sofrimento dele ao me responder com palavras angustiadas estava mesmo bem, se estava mesmo certa. Apoiando os braço contra a areia para de comer por alguns instantes após terminar o segundo peixe que já havia comido, erguendo minhas orelhas e atentamente ouvindo cada detalhe e palavras aceitando o fardo que ele ficar mal durante aquilo era culpa minha e de mais ninguém, estava mesmo disposta a compensar por aquilo assim que pudesse. Não podia esquecer-me de cumprir o desejo de minha antiga eu de protegê-lo, sim, de fato esse desejo poderia vir a ser maior do que eu mesma compreendia aquela época.

Nove anos. Certamente eu estava bem jovem assim como eu havia previsto, um pouco mais ainda do que isso e meio que eu já tinha certa noção pelas descrições físicas me dadas nos diálogos anteriores e até nos vislumbres de meus fantasmas que apelidei de sussurros. Tudo aconteceu em tão pouco tempo antes e novamente parecia ser assim, dava-me um certo arrepio em minha espinha assimilar isto em meu interior, a sensação e o medo de que esse derradeiro fim pode estar para repetir-se quando menos me der conta, afinal, agora sou ainda mais velha do que era antes, com meus onze anos já sou dois anos mais velha do que outrora alcancei antes de meu óbito. Certamente não era confortável.

Respirava profundamente enquanto ouvia a longa história proferida por seus lábios trêmulos como antes os meus estavam, a cidade palco seria Hageon assim como agora, o destino parecia brincar nos atraindo para ali onde tudo findara-se para que agora recomece como se apenas as coisas houvessem sido pausadas. Espero que não para outro fim amargo sem explicação cabível como o primeiro, afinal, nada confortava-me saber que minha morte fora provida de alguém que como antes havia citado e pensado, enfeia a magia que é tão bela em seu caráter mais puro de existência. Não era para mim entretanto o ataque que fora desferido aquele tempo, mas para o mago Deijin, não me sentia heroína entretanto, me sentia fraca por não protegê-lo melhor.

Meus olhos passeavam o extenso mar enquanto minhas patas sentiam o solo arenoso pressionando-o, uma brisa leve passava balançando minhas orelhas e os fios de cabelos soltos do homem, tinha um gosto amargo apesar de salgado. O som das águas misturavam-se aos ecos de suas palavras martelando minha mente enquanto meus lábios permaneciam selados, atenta em meu silêncio as sensações e ao homem, a cada ponto do mistério que estava envolta que pudesse revelar-se em imagens e emoções dentro de mim, uma onda que quebrava ao mar trazia consigo um certo vislumbre e uma voz que tirava de mim um sorriso. Era a minha própria, a de antes, a mesma sensação de incapacidade e preocupação misturada com uma grande alegria de saber que ele estava a salvo, que meus esforços não foram em vão, que mesmo uma inútil como eu consegui salvar no fim a vida daquele que salvou a minha desde o principio e a cada segundo dela que passava-se.

"- Está tudo bem..."

Era realmente como eu sentia-me a respeito daquilo, mas, no fundo eu sabia que ele não ficaria bem. Seu coração era gentil de mais para aceitar e eu esperava que aceitasse, que encontrasse alguém que fosse como ele e pudesse livrá-lo da culpa de algo que ele não fez, que ele sequer teve qualquer parcela de culpa. Ao que vejo, ninguém assim apareceu, seria minha vontade em algum momento que trouxe aqui? Seria prepotência de mais acreditar que me trouxe de volta sozinha? Simplesmente não conseguia aceitar uma força maior envolvida, então, porque ela deixaria que tudo acontecesse assim? Não há, eu preciso ser forte o bastante para o que houve não repita-se. Penso enquanto amasso um punhado de areia o tirando do chão e depois devolvendo-o a seu lugar.

- Consigo me lembrar da alegria que senti, mas, também da preocupação com seu estado psicológico... parece que estava certa e tive que voltar para cuidar de você...

Brincava com o mesmo um pouco para descontrair saindo um pouco do semblante irritado, mas, não falava o suficiente para interrompê-lo e continuava ouvindo sobre minhas perguntas. No que se seguia, o mesmo falava a respeito dos meus sonhos e algo se confirmava, ele de fato não participou destes momentos comigo e os conhecia apenas de mais conversas entre nós, mesmo aquele tempo estes sonhos atormentavam-me, não seria algo novo e não pararam mesmo dentre as transições de vida. Ria irônica a respeito, um pouco frustrada, no fim não passava de algo simples como mals tratos. Não que seja algo banal mas pensar que vidas seriam abaladas pela atitudes de pais agressivos e ruins, isto era uma ironia trágica e não tinha como não revoltar-me, além disso, esperava algo mais misterioso por todas coisas que ocorreram. Além disso, não pareciam haver apenas dois lá e isto também intrigava.

- Eu tinha algum irmão? Tio? Tenho quase certeza que não eram apenas duas pessoas me incomodando.

Ele seguia um pouco mais confuso sobre a mulher atribuindo seus feitos a minha mãe, mas não me convencia neste ponto e talvez esta eu precisasse descobrir por mim mesma quem seria. Haviam duas razões para isso, a primeira mais racional era que eu sentia que já tinha fugido, que já estava um pouco mais velha que no pesadelo e que não tinha um grande espaço de tempo entre isto e conhecer Halri Deijin, o que me faz crer que não seja a mesma afinal. Por outro lado, a segunda razão era passional, não consigo ter nenhum ódio ou raiva dela apesar de a mesma ter me repreendido nas lembranças, sinto mais como se estivesse cuidando de mim, como se fosse para meu bem. Apesar disso, posso estar me enganando em sentimentalismo, eu poderia mesmo odiar minha mãe mesmo que esta me fizesse todo mal me contado? É difícil ter certeza, até mesmo para alguém mais desligada destas coisas como eu, mãe ainda é algo forte dentro do existencialismo e difícil de negar. Ainda sinto falta da que me trocara por um bebê humano.

Por fim, parecia que finalmente o mesmo ia comer algo mas, exitou novamente por um novo outro assunto no que se referia a joia que antes havia restirado. Meus olhos abriam-se espantados junto de minhas orelhas e patas naquela forma de gatinha fofa, que sei que os leitores conhecem, tentando entender a magnitude daquilo. Para quem me repreendia por ser gananciosa me oferecer aquilo parecia um tanto contraditório, não sabia se devia e podia aceitar, mas, no fundo eu queria aceitar. Precisava encontrar um equilíbrio que não fosse nem atirada de mais mas que não negasse completamente. Levantava-me pensativa olhando-o enquanto o vento batia sobre suas costas, sorria um pouco pensando quão charmosos aquele adolescente tinha tornado-se a esta altura, distraindo-me um pouco do objetivo, mas, encontrando também em seu chapéu pistas do que podia fazer.

Apesar de ter uma ideia que partia de sua vestimenta, não queria virar o gato de botas pedindo um chapéu como aquele, tinha de sei algo que era perfeito para mim somente que não aumentasse os custos do homem mas que, ao fim fosse relevante e carregasse consigo todo sentimentalismo daquela conversa. "Não o protegi antes" "Metal quente" "presente". Tudo ecoava e juntava-se por um instante em minha mente dando-me uma ideia que poderia ser viável, mas, que talvez ele não conseguisse me dar ali mesmo e isto de certa forma também era bom, mostrando que eu não tinha pressa em receber aquilo dele.

- Já sei, por que você não divide esse rubi, com uma parte eu gostaria de uma grande adaga que eu consiga carregar nas costas, como uma espécie de espada compatível com meu tamanho e assim eu vou poder protegê-lo adequadamente dessa vez... com a outra parte, faça um adorno em seu chapéu e assim, uma parte de mim sempre estará com você e uma parte de você sempre estará comigo...

No final, talvez aquilo daria ainda mais trabalho que apenas pedir algo simples e caro mas, realmente me deixaria feliz este tipo de conexão mágica que poderia existir além da ausência de qualquer arma em meu arsenal, aquilo seria útil e ainda viável mesmo quando evoluísse mais em meus poderes para conseguir tornar-me uma espécie de maga híbrida, boa em curta e longa distância, o tipo de maga sempre pronta para apoiar quem está por perto independente a situação em que esteja envolvida. Certamente me tornaria mais e mais forte.

- ... Não precisa ser no chapéu se preferir outro lugar também...

O assunto tendia um pouco para a vestimenta e ele falava sobre encomenda, o que me ressaltava que precisaria de um lugar para carregar a adaga em minhas costas( ou cintura, Battle Mode estou falando de você), uma bainha que também poderia encomendar. Após a brincadeira me elogiava apesar de não parecer elogiar a roupa, mas, eu tinha realmente gostado de como ela parecia e entrava em contraste com meu pelo negro, fechando um conjunto de cores vivas e neutras deveras interessante aquele ponto para mim. Perguntava-me como Fang reagiria ao me ver vestida trazendo comigo uma arma em minhas costas, ficaria orgulhoso de mim e de meus avanços? Ou seria um retrocesso a parte de se vestir? Não importava.

- certamente comprarei, parecia ficar muito bem

Combinaria também com o vermelho do rubi aqueles tons, um breve giro de empolgação me escapava fazendo uma marca na areia úmida do orvalho fazendo-me parar lateralmente ao homem e de frente para a lua que aproximava-se do mar admirando aquilo em um longo suspiro sorrindo naturalmente com a alegria e leveza do momento contemplado, deixando tudo a vontade diferente da maioria do tempo, em que estou sempre alerta e preocupada. Boa parte disso poderia ser proveniente do passado e morte pelas quais passei ainda que não lembrava-me.

- Não importa quão longa seja a noite, no fim, a lua sempre aproxima-se do mar... mesmo que ela seja uma lua de sangue

Inclinava-me na sua direção o observando com meus grandes olhos vermelhos fazendo um trocadilho com meu apelido, a maga das lua de sangue que faziam alusão a meus olhos que pareciam tal, juntamente ao meu retorno para seu lado que não fora aguardado, mas, tão bem recebido. Meus braços abertos envolta pelas sensações, ignorando os transeuntes raros que por ali passavam e a estranheza que aquilo podia causar.

- Tadaima

Um longo suspiro e constrangia-me um pouco pelo momento filosofa e logo me sentava em um ato rápido, cortando uma fatia do peixe com a garra de maneira rápida ainda mantendo devidos cuidados para evitar bagunças e então erguendo minha pata levando até a boca do homem sem nenhum sutileza quase como se evitasse qualquer comentário a cena, fazendo-o comer já que o mesmo parecia que nunca faria isso.

- Não disse que ia comer?

Aproveitava ainda a proximidade de minha pata de seu rosto para tocar sua face com as almofadas presentes no que poderia parecer uma carícia, mas, seria uma análise na verdade a respeito do rosto do mesmo reforçando as constatações de antes a seu respeito enquanto um risinho escapava-me, sem soltar as garras para não ferir-lo mais como um afago breve e logo retraía meus braços olhando para si novamente com minhas patas em minha cintura.

- Rosto áspero... quanto tempo foi que eu perdi...

Era impossível não soltar uma longa gargalhada no que seguia deixando meu corpo cair para traz sentando novamente e dando de ombros relaxada aguardando a reação do mesmo sobre tudo aquilo um pouco analítica, como estava aquela manhã em sua presença. Um pouco mais sensível até que o de costume a tudo que me cercava em ações e traços.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Qui Jun 21, 2018 1:23 pm

....



Kuroi parecia ouvir a história e conseguir levar ela num tom muito mais agradável do que quando eu estava contando, eu esperava um choque psicológico maior mas, talvez, ela simplesmente não ligasse por que tudo isso já passou, talvez eu fosse muito agarrado ao passado, não é? Muito bom que ela tenha aparecido para me fazer ver, sendo Kuroi a Miria ou não, que não devemos fixar no passado mas sim focar no futuro e no presente, seguir em frente era algo fundamental e, agora, eu podia ver isso claramente, depois de me livrar de todo esse fardo que vinha levando por todos esses anos amargurado, isso me fazia refletir sobre tudo que acontecera até agora, até mesmo sobre a suposta reencarnação de Miria, tudo isso tinha um propósito, sendo Miria ou não, o valor da amizade era o que eu devia entender e, agora, eu podia ter certeza disso. Kuroi era minha amiga, algo que eu venho procurando muito tempo. Parece que no final tudo se resolveu com base nos laços, algo fundamental para que todos nós enfrentássemos nossos caminhos, não importa quão árduo ele fosse.

Suas falas seguintes eram um tanto quanto estranhas. "Consigo me lembrar da alegria que senti, mas, também da preocupação com seu estado psicológico... parece que estava certa e tive que voltar para cuidar de você...". Kuroi não estava errada, Miria se preocupava muito comigo eu tinha muitos problemas para resolver naquela época e depois de sua morte tudo só piorou as coisas, mas não queria que Kuroi se sentisse pressionada á tomar o lugar de Miria, não mais precisava que alguém me ajudasse á ver o Sol. Finalmente meus olhos se abriram de uma só vez para que eu pudesse entender que não precisava mais me prender a tudo isso, mas mesmo assim, suas palavras tocaram meu coração, fossem elas sinceras ou não, significavam muito para que eu deixasse-as passar despercebidas. Incitando uma reação de meu semblante á ficar agraciado, numa expressão muito estranhamente engraçada. Suas palavras ainda conseguiam me fazer rir, mesmo que não fosse o momento certo.

Suas indagações seguintes nos levavam novamente ao passado, aparentemente ela não havia elucidado todas suas dúvidas passadas e queria terminar por completo o quebra cabeça de sua história antiga, como sempre eu iria ajudá-la como pudesse, limitando-me a ficar calado para ouvir claramente sua pergunta e completar com uma resposta no máximo de precisão que meus conhecimentos permitissem. "Eu tinha algum irmão? Tio? Tenho quase certeza que não eram apenas duas pessoas me incomodando." Disse Kuroi, estranhamente eu já havia respondido essa questão pouco antes, quando ela havia me perguntado dos pesadelos recorrentes que possuía, mas, mesmo assim, iria falar o máximo possível do que sabia para poder lhe ajudar. -Veja bem, eu já havia respondido essa sua questão agora pouco, mas tenho quase certeza que você tinha vários irmãos, você havia me dito que vivia numa casa bastante populada, nem todos eles eram pessoas más segundo você, mas a maioria era tão ruim quanto seus pais. Mas você nunca entrou em qualquer detalhe sobre isso, então eu não tenho como te dar uma resposta melhor do que essa, apesar de querer foge de minha capacidade. Eu conclui minha resposta para ela, com base no máximo de conhecimentos que eu tinha sobre tudo isso. Esperava que isso fosse suficiente para ajudar ela em sua elucidação, mesmo não sendo uma resposta maximamente conclusiva, ainda era melhor do que um nada, não é?

Sua atenção se voltava á mim novamente, e minha questão sobre a joia que oferecera á ela. Sua expressão mudava algumas vezes conforme ela decidia o que ia pedir, olhando para meu chapéu por um momento, me fazendo pensar bastante sobre o que ela estaria divagando sobre o assunto que lhe fora proposto, não ia aceitar não como resposta, acho que ela sabia disso, então deveria estar pensando bastante em uma forma de recusar. Ou de aceitar o presente, não havia como saber até que ela falasse, não é mesmo? A ansiosidade que me rodeava era estranhamente estranha, não sei por que mas me parecia que ela iria achar um caminho muito estranho mas, principalmente, como diabos iria forjar a joia aqui mesmo? Iria precisar de muito mais do que água do mar e areia para isso, pelo visto iria ter que achar Kuroi mais uma vez, depois com tudo pronto. Isso ia ser uma quantidade de trabalho grande, mas sei que valeria á pena de qualquer forma, eu não usaria a joia para outra coisa mesmo. Ela merecia a melhor coisa que eu pudesse dar, então o trabalho se tornava um empecilho já ultrapassado com facilidade, se fosse necessário faria uma chama congelada para que ela tivesse sua joia.

Fui então ouvir sua proposta, sua fala já começava de uma forma que eu esperava não ser uma recusa, me recompondo me limitei á ouvir sem protestar até que ela terminasse sua ideia de uma vez. "Já sei, por que você não divide esse rubi, com uma parte eu gostaria de uma grande adaga que eu consiga carregar nas costas, como uma espécie de espada compatível com meu tamanho e assim eu vou poder protegê-lo adequadamente dessa vez... com a outra parte, faça um adorno em seu chapéu e assim, uma parte de mim sempre estará com você e uma parte de você sempre estará comigo..." Disse Kuroi para mim, concluindo sua ideia de uma vez só sobre o paradeiro da joia que eu planejava lhe dar por completo. Não iria demonstrar para ela que não estava satisfeito em dividir ela, para mim tudo deveria ficar com ela, mas se esse era seu desejo, um desejo muito interessante por sinal, algo que na minha opinião estreitava nossos laços, para mim seria um prazer fazer da forma que ela pedira, mas isso levaria tempo, e equipamentos, que eu não tinha á minha disposição no momento. Então somente acenei positivamente sobre sua ideia, dizendo em seguida. -Assim seja então, quando eu tiver tudo pronto, eu vou te entregar a adaga, será um trabalho de primeira mão, pode ter certeza. Eu falei, adicionando ao fato de que minhas habilidades em forjaria eram excepcionais, e eram mesmo no final, só levariam algum tempo, mas tinha certeza que ela poderia esperar.

Ela complementava dizendo que não precisava ser no meu chapéu, mais uma vez eu somente acenei positivamente, sem falar nada dessa vez, já tinha um lugar especial aonde colocaria esse Rubi, um lugar muito especial, bem mais do que meu chapéu. Logo ela fora atingida e prestara atenção em meu comentário sobre suas vestimentas, esperando que ela tivesse levado tudo na esportiva, como sempre. Complementando dizendo que iria comprar sem dúvidas, aparentemente ela realmente achava que iria ficar bem nela, assim como eu, e eu só dizia isso por que realmente iria ficar bem nela. Mal podia esperar pra ver ela com suas roupas novas, se ela gostava eu ficaria feliz por ela, isso é o que os amigos faziam, não é mesmo? Me virando para ver o mar depois de toda essa conversa, as palavras de Kuroi finalmente me alcançaram, com um tom filosófico "Não importa quão longa seja a noite, no fim, a lua sempre aproxima-se do mar... mesmo que ela seja uma lua de sangue", toda essa frase tinha um sentido filosófico pesado e aparentemente pareciam ser algo que eu não conseguia decifrar no momento, mas pareciam ter importância grande para Kuroi, então, me limitei á ficar calado sobre isso, sem fazer algum comentário que pudesse ser tido como fora de momento ou desnecessário.

Sua próxima ação fora uma quebra de momentum do clima passado, dizendo "Tadaima" e, em seguida, num movimento ágil como uma felina, risos, tão rápido que meus olhos nem ao menos podiam acompanhar, Kuroi forçou um pedaço de peixe diretamente em minha boca, sem me perguntar se eu ao menos queria, não se importando com meus sentimentos profundos sobre peixinhos, praticamente me violando. Logo depois caí na gargalhada, apesar de sua resposta ter sido um risinho, mas mesmo assim fora algo muito engraçado pelo momento em que estávamos inseridos. "Não disse que ia comer?" Disse Kuroi, me fazendo olhar para ela de forma alegre. -Pelo visto não eu, mas você ia comer por mim né? Nem se importou com meus sentimentos, maldita Kuroi! Eu disse, fazendo um drama no mínimo ridículo para a gata que agora apoiava a pata em meu rosto, seu toque almofadado em minha face era muito receptivo, aparentemente uma carícia, eu não sabia diferenciar muito bem para falar a verdade, mas logo depois de soltar um pequeno riso ela retraiu seus braços e numa posição cômica, sobre duas patas e com as patas na cintura, disse.

"Rosto áspero... quanto tempo foi que eu perdi..." Disse a felina, caindo na gargalhada e se recuando depois, ficando numa posição relaxada na toalha que eu trouxe, parecíamos ter chegado ao ápice de nosso laço de amizade numa velocidade descomunal para esse tipo de coisa, esse pensamento me deixava feliz e desconcertado, assim como sua carícia em meu rosto, fazendo-me deitar na toalha e falar para os ventos, querendo instigar Kuroi. -Então, Kuroi, você vai me ajudar nos meus planos? Apesar de que nem mesmo eu tinha total certeza de meus planos, seus objetivos gerais eram suficiente para me deixar com um semblante sério, esperava que ela desse continuidade á esse assunto para que eu pudesse explicar melhor tudo aquilo que almejava conseguir, principalmente se ela me ajudasse.

Por favor, Kuroi, vamos lá.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Qui Jun 21, 2018 2:41 pm








Kuroi Mirai


M
inhas dúvidas em parte tinham respostas mas, nem todas eram completas e agradáveis. Certas coisas eu teria de descobrir por mim mesma como tinha de ser, seria ao fim divertido toda instigação para aquela investigação, auto investigação que teria de empreitar. Principalmente no ponto em que por fim no fim de uma conversa como aquelas eu tinha várias pistas que levavam a outras em um emaranhado de informações. Sorria empolgada por isso.

Dentre as respostas que recebia durante as falas as coisas pareciam tender para uma explicação mais sucinta, infelizmente, dentro da teoria antes já dita que seria no fim apenas minha família. Entretanto, dentre os irmão mals que o mesmo afirmava haviam outros que não eram, isto certamente interessava-me mais. Onde eles estariam e como eles estariam, se renderam-se aos mals tratos e tornaram ou obsoletos como eles ou se em um estado pior, tenderam para um lado opressor e cruel como os demais e meus pais, ou, se no ápice de minha esperança no que tratava-se deles se assim como eu deram um jeito, não aceitaram seu destino e resistiram contra tornando-se pessoas boas cujos objetivos são belos como a própria vida que possuíamos.

- Espero que eles estejam bem, esses bons... e esses mals também... afinal, ainda tenho de reencontrar ambos...

Indiferente a reação que me era desconhecida da parte de Deijin falava aquelas palavras carregadas de mistério, sem esclarecer por que eu desejava conhecê-los, principalmente os que foram complacentes com as atitudes sórdidas de meus pais naquela época. Poderia ele pensar que desejava-lhes mal ou que iria de alguma forma buscar vingança, ou não, a verdade é que cada um deles teve um papel importante e é mais uma peça da minha história. Se queria compreendê-la precisaria de cada ponto de vista que pudesse ter conhecimento, inclusive os deles. No fundo, apenas minha intensa e apaixonada curiosidade pelo desconhecido, de desvendar cada pequeno mistério e iluminar cada canto escuro das salas de minha mente. Isso e talvez quem saiba, dar-lhes ao menos um pequeno susto? Não poderia evitar fazê-lo ao menos de forma branda e rápida, tenho certeza.

Além disso, no que tratava-se da mulher nada mesmo estava claro com suas respostas e tornava ainda mais intrigante, afinal quem era aquela? Temia pelo chato desfecho em que de fato ela seria apenas minha mãe, mas, sentia que não e minha intuição normalmente era boa. Poderia ser que um dos meus companheiros de sangue soubesse algo a respeito dela, ou, assim esperava dentro do temor de uma busca vazia. Quem sabe eu não descobrisse mesmo que ela fosse a figura que me levou ao mundo, alguma surpresa dentro de seu comportamento e razões que justifiquem a ausência de qualquer sensação de rancor contra ela nas vagas lembranças que sentia. Só descobriria lá e precisava abandonar meu pensamentos para não parecer dispersa ao homem, ainda que estivesse um pouco.

Sorria em contentamento ouvindo suas palavras a respeito da joia, parecia em concomitância agregar vários sentimentos em si, como se gostasse da proposta que eu tinha mas ao mesmo tempo também não estivesse totalmente satisfeito. Tinha certeza que ele entenderia conforme o tempo passasse, nem sempre estaríamos juntos mesmo que desejássemos e aquelas jóias seriam a forma ideal de nos conectar mesmo assim, quando nossos olhos encontrassem o vermelho dela lembraríamos um do outro, quando ele olhasse no tom rubro cintilante da joia esperava que vesse meus olhos nela. Já conseguia sentir o peso da arma em minhas costas pela sua fala, uma gata estilosa estava para surgir pelo seu tom de voz.

Quanto a comida sua fala só me fazia constatar uma coisa, ele era tsundere, exceto todos claros sinais externos que o mesmo havia amado receber comida na boa de mim, como alguém sequer podia descostar disso desconsiderando pelo que poderia ser talvez uma coisa não tão, higiênica, todo o resto era o sonho de qualquer, tenho certeza, receber comida de mim em sua boca daquela forma, de uma criatura tão bela quanto eu. Como alguém podia não gostar? Impossível.

- Ownt, fazendo charminho... Pensei justamente neles, assume que amou e vai ver que é libertador Queijinho tsundere

Ao fim de tudo uma proposta um tanto estranha era me feita, afinal, eu sequer sabia que o mesmo tinha algum plano e sobre o que seria, isso era informação nova e uma aparente agitação adicional poderia estar por vir, mas, cada ponto e âmbito era importante a análise para que não me precipitasse, tudo fosse feito de forma sábia para mim, para ele e para também minha nova guilda a qual fazia parte. Juntava minhas patas respirando um pouco revirando meus olhos em uma completa volta fazendo biquinho, depois mordendo meus lábios balançando meu corpo antes de decidir por fim falar a respeito do que ainda não fora citado por mim.

- Bem... vou ser bem franca, eu não pretendo abandonar a cidade agora, não por um tempo ao menos...

Levantaria minha calda até a altura de minha pata recolhendo-a e levando-a a frente de lado para que o enfoque de visão fosse o centro da mesma, onde o símbolo da guilda ficava bem visível em um tom amarelado como as outras marcas de meu corpo que vieram comigo de nascença e ainda como o cabelo de Miria, a forma do cavalo alado cujo nome era o mesmo da minha guilda e talvez o mesmo reconhecesse antes mesmo de eu falar. Era uma guilda grande e famosa por ali, nem sempre pelos melhores motivos. "cool".

- Sou membra recém aceita de uma guilda daqui, Blue Pégasus é seu nome, deve conhecer... Por hora estou trabalhando com e para eles, conseguindo algum dinheiro e fiz alguns amigos também... tem um exceed como eu inclusive por lá... Fang...

Esperava que o mesmo compreendesse apenas aquilo apesar de que dependendo de onde seus planos estavam eu poderia ajudá-lo de imediato, se estivessem longe de mais não era o melhor momento de fato para aquilo. Era um passo importante para meu objetivo aumentar meu escalão dentro da guilda, tornar-me reconhecida e exaltar minha ova espécie para que as pessoas parassem de nos subestimar.

- Você pretende vingar-se? Sabe de quem... e sabe também que talvez não seja o melhor a se fazer...

Suspirava um pouco batendo meu pé agitado contra o solo, também conhecida como pata inferior, pensando a respeito do que poderia ou não ser feito a respeito daquilo. No fundo eu também queria uma certa vingança, mais que minha morte o risco leviano a que nos expôs, que expôs Harri Deijin e como enfeiou minha amada e respeitada magia. Um homem como aquele certamente merecia um destino cruel junto de seus aliados, a morte talvez fosse uma realidade palpável para sua purificação do mundo que não sentiria falta de si.

- ... Mas se for, é provável que eles ainda estejam em Hageon, se estiverem, acho que estou dentro... Na hora eu decido o que fazer...

Certamente não estava certa, nunca havia matado ninguém e o único sangue que já tocara fora o meu próprio seja onde fosse, seria a primeira vez que eu estava no ataque. Me animava e ao mesmo tempo me temia, anciosa pelos riscos e incertezas de prosseguir com aquilo, incitando o mesmo a buscar comigo uma volta pelo fatídico evento. Certos vislumbres de si me corriam, nada concreto e sequer o reconheceria se o visse, mas, o Queijinho tsundere reconheceria, poderia ser minha única chance.

- Talvez eu honre meu apelido.. a maga da Lua de sangue e pinte o céu com as cores dele...

Falava cerrando juntos ao centro meus punhos demonstrando uma clara irritação, absorvendo por partes cada sensação que aquilo me trazia.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Sex Jun 22, 2018 8:52 pm

....



Acho que ainda não era a hora de compartilhar com Kuroi meus planos, talvez ainda não estivesse preparada para o tamanho das minhas ambições, portanto, era melhor somente ir...

-Acho que não é o momento, Kuroi, até mais. Sempre vou estar por perto, quando precisar. Eu disse, saindo do lugar e deixando Kuroi para trás. Ela podia se cuidar, sabia e tinha certeza disso, era a hora de ir.

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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado em Dom Jun 24, 2018 12:41 am

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+1095Xp (21872/2=10936-90%= 1093.6 valores arredondados conforme norma matemática)


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Observações:
 E nem sabia que a Bloom tinha essa ligação toda com o Deijin, espero que continue assim. O que vocês escreveram está em pedra, mudar futuramente, ignorando esse evento, poderá acarretar em problemas psicológicos. Boa sorte.  

(C) Ross
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Re: [RP Fechada] Um mago perseguido pelo passado e uma gatuna solitária. - Publicado

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